E o contéudo?
Passei parte da vida preocupada com meu conteúdo. Lia muito, ia constantemente ao cinema, teatro e exposições. Poderia estar em qualquer roda que eu sempre teria assunto para discutir nela. Gostava de discutir literatura, teatro, cinema, filosofia, sociologia, história.

Dei-me conta de que tudo que fazemos é para nos garantir sexo. Eu queria não apenas ser inteligente, mas parecer interessante. Queria que meu conhecimento fizesse de mim alguém mais desejada.

Cansei. A vantagem da idade que avança é que de fato (na maioria das vezes) somos nós mesmas. Ainda me importo com o que as pessoas acham de mim, mas com bem menos relevância. Troquei os livros pelas revistas e dei descanso para o meu cérebro. Nietzsche de repente era uma lembrança distante. Entreguei-me sem qualquer pudor à minha futilidade, a qual eu demorei 3 décadas para assumi-la.

Gosto de estar em rodas e falar bobagens. Gosto de me jogar no sofá e ver séries que não me fazem pensar. Gosto de soltar meus venenos.

Recentemente uma amiga reclamou que os homens não gostam de mulheres fodonas. Eles preferem as complacentes. Aí pediu para eu pensar em todos os amigos fodões que temos. Como temos sorte, a lista não era tão pequena. Como temos azar, nenhum deles está conosco. Percebemos que mais da metade dele está com alguém ok. Quando discuti esse mesmo assunto com um amigo que eu considero fodão, ele respondeu que duas pessoas fodonas resultam em curto-circuito.

Só aí me dei conta de que ando alguém bem comum, então um desses aí que eu considero fodão poderia me dar uma bola, hein?

E se alguém que eu gostar fizer questão do conteúdo, eu dou um pendrive com tudo: com músicas que gosto, com e-books que marcaram minha vida, com fotos das viagens interessantes que fiz, com textos que atuei, com textos que escrevi, com minhas resenhas, meus devaneios.

Escrito por Desiree às 12h31
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Sex and the city e eu
Este blog foi inicialmente inspirado na série, porém num momento distinto em que sexo parecia algo inalcansável. Basta ler meus primeiros textos caso tenha curiosidade.

Quando anunciaram o filme, eu entrei em polvorosa, pois morria de saudades do quarteto que me inspirou por um bom tempo.

Voltando no tempo.....

Fui a uma festa com meus amigos. Logo que entramos no carro eles anunciaram que me arrumariam um namorado neste noite. Eu ri e falei que estaria esperando. Em duas horas de festa já tínhamos nos convencido de que eu não arrumaria ninguém por ali. Continuei com meu copo e me sentindo imponente no lindo vestido que eu tinha escolhido para me acompanhar naquela noite.

Conversa com uns aqui, conversa com outros ali. Já no meio da madrugada eu resolvi arriscar a pista e logo fui puxada por um cara com quem tinha trocado poucas palavras logo que cheguei por lá. Não demorou para que ele me tomasse nos braços e me beijasse.

Depois fui levada até a porta de casa, dei meu número de telefone e ri ao me dar conta de que a noite tinha rendido algo que eu não esperava, mas talvez meus amigos sim.

Dias depois ele me ligou e saímos para jantar. Confesso que me senti incomodada quando ele pegou na minha mão e me agarrou em frente a portaria do meu prédio quando se despediu de mim. Não estou muito acostumada a isso.

No dia seguinte combinei com algumas amigas de assistirmos o filme "Sex and the city". Enquanto uma delas não chegava, eu tomava meu café na cafeteria do cinema e narrava a minha noite anterior. De repente parei e soltei para ela:

- Aliás, ele é aquele ali.... que está com a.... namorada.

Confesso que a decepção bateu forte. Rimos, afinal estávamos indo assistir um filme que discute justamente as atuais relações amorosas e neuras femininas. Lá estava eu fazendo parte da história antes mesmo do filme começar. Entramos no cinema, passei por ele, enquanto ele acariciava a garota com quem estava.

Obviamente não resisti em mandar um sms dizendo "que coincidência, você também assistindo sex and the city". Não houve resposta.

Somente no dia seguinte é que ele se pronunciou e trocamos vários torpedos até ele dizer que ela não era namorada, mas sim mais "uma". Não com essas palavras, claro, mas com esta tradução literal.

Fiquei desapontada, mesmo ele não tendo muito a ver comigo, mas por ser alguém que eu gostei de conhecer e que me deixou com vontade de conhecer mais.

Percebi que as coisas andam tão difíceis na ficção quanto na realidade. E que minha vida, talvez menos dramática, é um grande episódio de "Sex and the city".

Escrito por Desiree às 20h03
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Quando os ex estão todos à sua volta
Eu fui à uma festa ontem e demorei horas para decidir o que vestir. Não que isso seja raro, mas a preocupação é porque soube que alguns ex-casos estariam por lá. É, não seria UM, mas ALGUNS. E em momentos assim eu viro a mais mulherzinha de todas e quero me sentir a mais poderosa. Só faltou contratar um modelo para levar a tiracolo e não dar bandeira que estou disponível no mercado.

Sempre que isso acontece, uma tensão me abate, mas logo se dissipa porque tudo não passou de ameaça. Ontem não. Eles estavam todos lá.

Depois de constatar isso eu murmurei a um amigo que estava comigo no bar:

- O que você faz quando tem três ex seus à sua volta?

Ele riu. E respondeu:

- Me ensina como você faz isso?

- Ahn?

- Você nunca está sozinha!

Um estava exatamente na minha frente no balcão, o outro ao meu lado e o terceiro atrás de mim.

Depois apareceram mais dois. Tantas opções na cidade e boa parte da minha história estava ao meu redor. Um dos 5 me incomodava terrivelmente a ponto de me causar uma dor de cotovelo capaz de me tirar uma lágrima. E lá estava ele com a namorada a tiracolo, que me fez sentir uma vontade terrível de aniquilá-la.

Demorei para decidir, mas aí saí cumprimentando um a um com a melhor cara que eu encontrei naquele momento. Não relaxei boa parte da noite e lembrei da conversa que tive esta semana com um amigo psiquiatra:

- Em que categoria eu me encaixo? - perguntou um amigo para ele

Ele pensou um pouco e respondeu: - Você é obsessivo.

Um terceiro amigo empolgado com a sessão que havia sido aberta logo tratou de ter sua rápida consulta grátis: - E eu?

- Você está mais para a categoria dos compulsivos.

Não resisti e perguntei temendo a verdade?

- E eu?

- Você é mulher, ou seja, histérica.

Adoro quando alguém nos resume em apenas uma palavra. Ela está certa, porque no fundo eu só disfarço.

Escrito por Desiree às 17h42
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Dia dos Namorados
2008 está sendo um ano movimentado. Passei dois meses na fossa, me apaixonei umas duas vezes, me interessei por uns 3 seres diferentes, dei uns bons amassos num moço que foi considerado modelo revelação de 2007 e a vida sexual vai bem obrigada.

Claro que essa intensidade faz com que aconteçam histórias surreais. Tenho algumas. De acordo com o OMS eu sou uma pessoa promíscua (pesado isso, não?). Na minha singela opinião eu sou uma brasileira de fé. Como constatei em "Sex and the City", nas diversas rodas femininas e nas minhas conversas secretas com meu travesseiro, estamos sempre em busca de alguém.

Batemos o pé, juramos que não, que estamos bem, obrigada, mas lá no fundinho lamentamos nossas decepções, o fato de ter acreditado em alguém que não nos deu a mínima, a ligação que esperamos e não rolou, não ter existido o "dia seguinte".

Ontem foi dia dos namorados. Dia cruel para quem está sozinha que fica vendo flores desfilando na sua frente, ligações românticas, declarações por todos os cantos e aí o jeito é cantarolar e pensar no momento suicida que parece se aproximar. Como disse um amigo: O dia dos namorados foi criado para que todas as mulheres solteiras ficassem deprimidas e todos os homens as pegassem mais facilmente.
Eu tive um convite para jantar, mas achei comprometedor demais para a data e preferi me lançar à outras aventuras. O saldo eu ainda estou analisando, mas já sei que será negativo.

E entre os altos e baixos, a pele está boa e no momento é o que importa, mas atualmente odeio casais felizes, eu já disse isso hoje?

Escrito por Desiree às 23h39
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Ejaculação feminina
Sempre ouvimos falar que fulana é boa de cama. Raramente ouvimos falar que fulana não é boa. Simplesmente não se fala sobre ela.

Eu já tentei descobrir por aí o que é para os homens uma mulher boa de cama. Ouvi explicações plausíveis. Outras não muito. Já teceram elogios à minha pessoa. Outras vezes fui ignorada totalmente.

Sempre achei o que faz uma mulher ser boa de cama é ela gostar de sexo somado a estar com tesão pela pessoa com quem ela está transando. Claro que temos nossos dias ruins e isso pode nos acarretar desapontamento do outro lado. A verdade (no meu caso) é que mesmo no dia de extremo cansaço em que eu consigo pensar apenas na minha ducha e a cama na seqüência, se o ser que faz as minhas pernas tremerem, causa aquele frio na barriga e me excita incontidamente, não há cansaço que seja desculpa suficiente para eu arriar.

Óbvio que se namoramos isso passa a ter outra dinâmica, pois aí você pensa "ah, estou com o maior tesão, mas vou deixar para amanhã", afinal amanhã o ser estará lá disponível para o seu deleite. Ou se entrega a um sexo preguiçoso.

Infelizmente não é sempre que somos dotadas de sorte e pode ser que seja aquela oportunidade única. Aquele puto que só tem tempo para você justamente nos seus dias nada favoráveis. Apele para um energético e manda bala, porque essas coisas não dá para deixar passar. Fora que sexo relaxa, melhora o humor, devolve brilho aos olhos e a pele fica incrível. Quem não percebe?

A discussão veio à tona um dia desses quando eu e minha amiga estávamos trocando confidências para lá de calientes. É, todo mundo está careca de saber que a gente acaba contando detalhes mesmo. É feio, mas a gente fala, a gente ri, a gente fica com vontade, às vezes desdenha, reclama, fala do tamanho, se gozou ou não, se o cara é rápido ou devagar demais.

A melhor confidência que nos fez rir como crianças foi sobre a ejaculação feminina. Confesso, que pelo menos comigo, ela não rola sempre. Acontece em relações que o tesão é algo desmedido.

Minha amiga começou a contar a história da noite anterior. Lá estava ela com o namorado na cama quando se deu conta de que a cama estava molhadíssima. Riu feliz, comentou com o namorado (recente) que aquilo acontecera pouquíssimas vezes na vida e naquela intensidade era a primeira vez. E caiu "morta" ao lado dele. O moço, nerd de primeira linha, esticou o braço, pegou o laptop e em menos de um minuto mostrou alguns vídeos para ela de mulheres tendo ejaculações que a fizeram ficar inibida, pois a dela tinha sido uma merreca.

Eu amo nerds, mas depois do relato, eu decidi que só me jogo na cama com um caso não tenha qualquer laptop ou gadget à nossa volta. Cortar o meu barato assim e ainda mostrar que tem gente que vai mais longe poderia causar danos nocivos a ambos ocasionado pela minha brusca mudança de humor.

Por coincidência nós duas andamos com histórias similares na vida. Não tenho um namorado, mas fui abençoada por um moço nerd/gato/divertido/instigante/gostoso que tem causado feitos similares aos da minha amiga.

Claro que depois de um bom tempo sem sexo selvagem na minha vida e alguém fazendo eu virar os olhos literalmente, eu ando demonstrando todos os efeitos como pele boa, ser assaltada por pensamentos infames durante o expediente de trabalho acarretando em telefonemas escusos para sussurros abafados, ansiedade para a chegada do final do dia, aumento de apetite, bom humor exacerbado e cara de sonhadora (ou tonta se assim você preferir).

Então se algum dia você desconfiou que não é boa de cama eu aconselho rever o tipo de pessoa com quem você tem saído durante a sua vida. Se mesmo assim você achar que o problema está com você, eu dou duas alternativas:

- vá fazer terapia ou
- compre um bom vibrador e aprenda a se virar sozinha

Escrito por Desiree às 01h31
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4 mulheres e alguns anseios
Hoje saímos pela manhã em 5 pessoas para uma reunião, sendo apenas 1 homem no grupo. O caminho de ida e volta foi recheado de conversas profissionais e amenidades. No retorno ficamos apenas as 4 mulheres e mal o quinto elemento desceu do carro, a conversa já mudou de rumo totalmente e claro, os homens vieram todos à tona.

Ultimamente eu tenho tido muito pouca companhia feminina, sendo que a mais frequente está namorando, então há tempos que ela não me conta uma história tão picante ou desastrosa o suficiente para render um post. E eu sigo na luta sozinha. Me interessando aqui, escapando por ali. Sinto falta dos cafés recheados de amigas desesperadas à volta vomitando aos borbotões suas alegrias e desilusões. Talvez seja por isso que o blog esteja um pouco abandonado.

Hoje, porém, eu saí satisfeita do almoço, pois cada uma de nós tínhamos uma história atual muito distinta. Uma delas contou sobre sua separação após 15 anos de casamento e o que a levou a se separar foi que a relação se tornou burocrática. Ela ainda tentou um retorno poucos anos depois, porém o ex só queria arrancar-lhe uma coisa: o que ela tinha aprontado durante a sua ausência.

Enquanto nós mulheres nos preocupamos se a outra é mais bonita, os homens se preocupam se nós fomos para a cama com alguém. O problema não parece ser o fato de ter transado com alguém que não seja ele, mas o fato do outro ter sido melhor. Nós, mulheres, padecemos diante de futilidades também, mas geralmente centralizamos na beleza. Minha amiga se encheu e disse que estava com ele para tentar um futuro e não resgatar um passado. Novamente lhe deu um pé na bunda, afinal o que queria o moço? O seu diário escondido debaixo do colchão com todas as suas confissões?

Agora arrumou um casinho. Perguntamos se as coisas iam bem, porém ela está prestes a dar um novo chega pra lá, afinal o ser é separado, tem uma filha pré-adolescente e passa o tempo alugando minha amiga com seus problemas relacionados à filha. Como disse ela, mal se comprometeu e já está tendo que lidar com a parte chata da relação. Fora que as saídas tem sido geralmente a três.

A segunda amiga é a mais estável. Namora há 9 anos e atualmente mora com o namorado. Disse que nas crises que tiveram ela até pensou em tentar uma história nova, mas olhava a sua volta e achava tudo puro desalento. No trabalho ninguém a interessava, no círculo de amizade também não e pique para balada é algo que ela não tem. Agora já pensa em filhos e deixou a tentativa de uma história nova para lá. Vou mandar o link do par perfeito para ela.

A terceira, a mais nova das quatro, ao ouvir os relatos de filhos, preocupação com o prazo de validade que parece que estampam em nossas testas "tenha um filho agora, seu tempo está acabando", disse não conseguir visualizar qualquer futuro a dois. Até se apaixonou no ano passado. O rapaz tinha um filho e ela desistiu dele quando ele sugeriu deles irem morar juntos, mas o filho ficaria com os pais. Logo o filho que era justamente o que a fazia mais feliz na relação. Desconsolada por ele deixar o filho em segundo plano, ela deu um basta e descobriu que o que a mantinha com ele era de fato o enteado.

A quarta, neste caso EU, anda numa fase montanha-russa. Passa dias babando em algumas possibilidades, mas logo se desinteressa por incompatibilidades vindas à tona. O problema, obviamente neste caso, é que nessas desilusões ela dá uma corridinha lá atrás e revira seu passado para sofrer um cadinho, como se isso fosse ensiná-la que deixar as coisas rolarem é mais legal do que ficar pensando nas combinações com seus pretendentes.

50% do grupo está sozinha e 25% está pensando em ficar. Desconfio que não é uma estatística favorável, mas ainda há chances! Eu não me preocupo muito com o tal relógio biológico, talvez porque aquela vontade incrível de ter um filho ficou há muito para trás no dia em que o último pretendente a homem da minha vida partiu.

Claro que eu não dispenso uma boa história, mas acho que ando tendo um problema de interesse, pois o seres que me despertam a vontade de ter boas histórias não se interessam o suficiente por mim para querer também e os que se interessam por mim não me atiçam o suficiente para eu seguir adiante.

Hoje tudo que eu queria era só um pouco de emoção, porque repentinamente a segunda-feira ficou bege. Alguém sabe uma farmácia que venda borboletas para serem soltas no estômago?

Escrito por Desiree às 23h03
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It's raining man... aleluia!
Passada a fase namorofóbica, afinal sou uma mulher de fases que raramente sabe bem o que quer, cá estou em uma fase querendo namorar. Vamos ver quanto tempo dura!

Vi-me no casulo por algum tempo por diversas razões. Fases na vida em que é melhor se recolher do que dividir sua chatice com alguém. Se precisa passar meses a fio reclamando é melhor pagar um terapeuta. Eu falo pelos cotovelos, mas nos meus momentos extremamente femininos, eu me tranco e tento nem dar muita vazão às minhas neuras, pois elas de fato não merecem. Então mergulho nas futilidades das revistas e televisão para simplesmente não pensar.

Pois bem... sair da toca representa voltar ao mundo e claro, às tentações. Eu geralmente não sou boa para lidar com elas, já que me entrego a maioria sem muito pudor.

Andei espalhando de forma bem-humorada a quatro ventos e, só faltei enviar carta registrada, que eu quero um namorado. Confesso que essa tarefa é bem divertida, porque as pessoas param, te olham e ainda ficam preocupada te levando extremamente a sério. Pensam, e às vezes passam dias, em todas as pessoas que conhecem e quem seria o seu par perfeito. Como eu tenho preguiça para isso, eu decidi dar o trabalho sujo ao amigos e eles até que andam cooperando.

Na semana passada me deparei com um casal que não só queria me ajudar, como também queria ajudar um amigo "carente". Eu sempre acredito que a história funciona bem se apenas um dos dois "interessados" sabe que tem um cupido ali trabalhando a favor dele, senão a situação se torna constrangedora. Foi assim que aconteceu. Nunca fui tão tímida quanto neste encontro, que por sorte tinha ainda um outro amigo, ou seja, o meu casal de amigos e mais dois amigos disponíveis, então não ficou uma situação forçada. Inicialmente eu não tive interesse por nenhum dos dois, pois quando você conhece alguém e este alguém está bêbado, nada além da aparência lhe convém. E conversa de bêbado não muda muito e raramente me interessa se eu estou sóbria.

Fui embora e ainda deixei a impressão que tinha rolado uma química com o outro amigo, mas meu tipo físico, que não é muito exigente, gosta mesmo de um tipo diferente.

Nesta mesma semana, também através de amigos, eu conheci um ser potencial. Este já me pegou de primeira pelo físico. Não que fosse necessariamente bonito, mas estiloso e com cara de nerd. Alto, bem-humorado, inteligente, bom gosto musical e um ótimo papo. Passamos a noite inteira conversando, rindo e dançando. Os amigos sumiram e quando me dei conta eu estava atirada nos braços do rapaz, que não tardou a sumir (não de forma tão rápida quanto parece no post, mas apenas para não me estender).

Se não bastasse surgiu um terceiro em um momento de trabalho alguém que me deu uma estremecida. Trocamos vários emails até nos encontrarmos e pelo apelido eu não sabia se era homem ou mulher. Quando finalmente o interfone tocou e eu atendi, eu sorri animada, afinal a pessoa com quem eu andava falando há alguns dias me parecia muito interessante e eu ficaria desapontada se fosse do sexo feminino.

Enquanto aguardávamos os demais para o trabalho, ficamos um bom tempo conversando, bebendo e eu cada vez mais me convencia de que ele era a pessoa mais interessante (em todos os sentidos) que eu tinha conhecido nos últimos tempos. O tipo com quem converso horas a fio e o tempo simplesmente desaparece. Fiquei uns dias pensando nele. Sabe quando você acha que é a sua alma gêmea? Que vocês sempre terão assuntos novos para falar, lugares para ir, experiências para trocar? Isso sempre é um problema...

E além dos três, ainda tem o do post anterior que também me causa frio na barriga demais, mas que achei que pela dificuldade toda envolvida foi melhor fingir que nada aconteceu entre nós.

E no resumo geral eu posso até afirmar que houve uma recíproca. O primeiro saiu para me encontrar novamente; o segundo me procurou uma semana depois; o terceiro teve que refazer o trabalho comigo porque deu problema na primeira versão e o último achei melhor me fingir de morta, além de um quinto que resolveu ressurgir das cinzas e por mais interessante que um dia ele tenha parecido, hoje acho simplesmente que não combinamos (?).

Em tempos de vacas magras, estou achando que o universo anda conspirando a meu favor. Talvez eu tenha reclamado o suficiente para ele se cansar e resolver cooperar um pouquinho. Eu estou no momento em que não sei para onde vou e no que invisto. Sei que quem muito quer, costuma nada ter, mas como passei um tempo de mãos abanando, eu não estou muito preocupada, afinal chega de chateação nesta vida!

Só posso atribuir esta bonança à chegada do outono. Espero que ele seja bem longo....

Escrito por Desiree às 00h51
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O que fazer quando uma tensão sexual se instala?
Eu não nego que sou uma pessoa sexual. Ando há bons meses trancada numa bolha gigante e nada me faz sair dela. Hoje entre um copo e outro de cerveja, meu amigo (e confidente) disse hoje que tem me achado muito apática e sem muito empenho, enquanto fujo dos encontros que me são armados pelos próprios interessados.

Ando com uns casos rasos que mal me comovem, quem dera me desperta aquele tesão de subir pelas paredes. Entre várias constatações eu cheguei à conclusão que faz um bom tempo que eu não faço um bom sexo.

No momento eu ando virando os olhos por alguém. É daquelas histórias estranhas. Alguém que está na sua vida há um bom tempo (e bota tempo nisso), mas você sempre o considerou inatingível. Bonito, gostoso, interessante, mas no seu mundinho ele sequer prestava atenção à sua existência, tanto que você chegou a brincar que ele deveria apresentar algum amigo para você. Um dia ele faz confidências capaz de fazê-la enrubescer, mas você resiste porque chega a achar que não é com você. Não são confidências relacionadas a sexo, mas da forma como a vê.

Depois disso se instalou uma alta-tensão entre vocês que há tempos não sentia por alguém. E o que você mais gosto é quando a tensão é adiada até chegar ao insuportável. E chegou. O máximo foram lábios gulosos, mãos ansiosas, corpos querendo explodir até se dar conta do local impróprio e então cada um rumar para a sua casa.

Claro que após uma depressão que pareceu infindável, sentir isso a fez sentir viva novamente. A cabeça afundada no travesseiro com uma imagem fixa na cabeça, um sorriso safado, a saída sonolenta em plena madrugada apenas pelo risco de se cruzarem, a risada nervosa entre os dois, a mão apertando a sua cintura repentinamente, as conversas e tiradas de sarro que não terminam, os copos batendo uns aos outros e brindes intermináveis, a troca de olhares e a tensão, a maldita tensão que ambos parecem não saber o porquê segurá-la. Talvez porque como toda boa história há nesta algumas coisas a serem pensadas, afinal o risco não é pequeno e talvez seja esse risco que faz a tensão ser ainda maior.

Você idealiza do quanto, se as coisas acontecerem, vai ser ótimo ao mesmo tempo que sabe o risco que isso implica, mas o que importa isso agora se tudo o que você quer é sair desse torpor?

Escrito por Desiree às 22h33
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Namorofóbica, eu?
Ando bem inspirada, mas falta tempo para me debruçar aqui e deixar as idéias (ou constatações?) se espalharem por aqui.

Estava tomando cerveja com um amigo, que aliás, é o que mais me conhece, talvez quase melhor que eu, já que eu vivo me disfarçando para não me dar conta dos meus infortúnios. A surpresa da nossa conversa veio quando ele riu e falou:

- Dê, você já se deu conta de que é "namorofóbica"?

Eu ri, afinal sempre que estou sozinha eu me ajoelho no cantinho da sala, acendo uma vela de sete dias e oro para que Deus não se esqueça de mim e me presenteie logo com um príncipe encantado.

Conhecendo-me como ninguém ele narrou todas as histórias que vivi desde que nos conhecemos. Perdi o fôlego, pois nem eu tinha me dado conta de que foram tantas e para a minha surpresa ele tinha praticamente todas na ponta da língua. Para que terapia se você tem um amigo com memória de elefante que vive cutucando suas feridas enquanto a minha é de um peixe dourado que esquece das próprias histórias que viveu não muito após tê-las vividos? Será que sou um ser superficial?

Confesso, isso tudo é uma grande mentira, pois eu lembro sim de tudo e de todos os detalhes, mesmo quando disfarço que não lembro do que fiz. É puro disfarce para fazer de novo.

E enquanto ele me ajudava com a minha lista eu me vi com aquele sorriso do emoticon do messenger que parece um S para baixo.

Após ele desfiar as minhas histórias e apontar todas as pessoas com quem eu poderia ter namorado, mas que eu simplesmente FUGI, me fez estremecer ao me dar conta de que ele tinha um pouco de razão.

Nossa constatação final foi de que eu só me apaixono por quem não oferece qualquer risco de ficar comigo! É, exatamente isso... não me apaixono porque o ser é difícil e um desafio (claro que isso ajuda), mas porque ele não oferece risco à minha solteirice. Se há qualquer expectativa da história dar certo, eu logo me vejo interessada em outra pessoa.

Quem está lendo este texto pode até pensar:

- Nossa, que triste isso!

Pode soar, mas não sei se de fato é, já que raramente me vejo afundada por histórias mal sucedidas de alguém que não me quis e já namorei por 8 anos com a mesma pessoa, o que me dá um certo crédito para eu gostar tanto de estar solteira.

Não me venha com psicologia barata dizendo que isso é um escape para não sofrer desilusões, já que com as tais paixões impossíveis que eu me embrenho, eu já me desiludo o suficiente.

Como diz o velho ditado "a fila anda".

Escrito por Desiree às 22h06
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Maria do Bairro - uma novela dramática
Encontrei uma amiga que eu não via há tempos e depois da cerveja e a novela relatada, eu entendi o seu sumiço. Gosto de histórias picantes, mas as enroladas demais me cansam. Não deixo de assumir que, às vezes, eu acabo tendo algumas. Talvez seja para também ter alguma história para viver enquanto não se tem muitas opções (e emoções) à volta. Realmente não sei, mas a história dela me fez questionar o porquê nos deixamos envolver por histórias enroladas.

Há um tempo atrás ela começou a sair com um cara. Não havia compromisso, cobrança. Havia muito papo, risadas, cerveja e um pouco de sexo, que era sempre bom. O problema começou quando ela se deu conta de que estava apaixonada. Talvez já estivesse antes, mas não tinha parado para pensar. Quanto a ele, ela não tinha muita idéia do que "ela" era para ele e talvez não tenha até hoje. Claro que se considerou especial para ele algumas vezes, mas muitas vezes se sentiu "protelada", mas a paixão não a deixou escapar.

Foram alguns meses e no máximo 5 encontros e todos bem intensos, porém se falavam todos os dias pelo messenger (ela o namorava virtualmente). Mesmo na falta da eminência de uma história mais profunda, ela foi se deixando levar com os vários furos dele e com ele fingindo a não existência dela nos finais de semana. Quando ela me contou esta parte, eu perguntei se ele namorava ou era casado, mas ela garantiu que neste meio tempo não. Confesso que ela não me convenceu, afinal em meses por que alguém, que ela disse que a considerava especial, a ignoraria nos finais de semana e sempre tinha uma boa desculpa para as promessas de aparição em alguns lugares em plena sexta-feira, que obviamente nunca ocorreu? O mais curioso foi ela me confessar que sonhava passar um mísero final de semana com ele ou mesmo se jogar em alguma balada juntos. Achei tão pouco, mas enfim....

Nas férias eles foram para lugares muito próximos em datas muito próximas, mas mesmo ela com uma expectativa de encontrá-lo por lá e que era totalmente possível, chupou o dedo porque os interesses dele eram outros. Voltou de férias com a mala de saudades maior do que a bagagem de compras, mas foram quase três meses até ele ter um espaço na agenda para poder encontrá-la, mesmo confessando que andava mexido por causa dela. Ela disse que a essas alturas já estava desiludida em relação a ele e magoada pela forma como se viu tratada, afinal nós duas admitimos que quem quer faz, quem não faz acontecer é porque não quer. Procrastinar para mim é falta de interesse.

E lá foi ela ansiosa encontrá-lo depois de tanto tempo, mas com várias coisas entaladas na garganta que não sabia se falaria, porque já não tinha mais certeza se valia a pena qualquer entendimento de tudo que rolou. Mas, não é porque ela é minha amiga, mas eu tive que interrompê-la e dizer "ai, mulher é tudo burra mesmo, né?". Tá, eu também já fiz isso, então eu me incluo no pacote das burras, afinal não olhamos para o espelho pela manhã e repetimos religiosamente "eu só quero quem me quer"? Mas não, a gente sempre quer quem não quer a gente. Eita natureza humana ruim de entender. Nós duas nos assumimos como masoquistas. Adoramos um melodrama e algum ser a nossa volta nos enrolando. Por que não conseguimos seguir as malditas bíblias femininas?? Porque às vezes não passamos de "mulherzinhas".

Enfim... voltando à novela. Antes deste encontro, ela, sei lá porque raios, ficou amiga de um amigo dele, que pelo que ela sabia, estava por dentro do que rolava. Então tratou de ir cheia de dedos porque não queria misturar as coisas e nem fazer com que o moço em questão fosse o motivo de elo na amizade entre eles. O problema é que o tal amigo se tornou próximo demais e começou a pintar um clima entre os dois e uma ansiedade por um encontro ao vivo. A minha amiga que andava carente e desiludida se deixou levar e quando viu estava no sofá dele tentando se render às tentativas dele beijá-la. E o que a fez não seguir em frente foi o moço em questão ter vindo à tona no assunto e o amigo fingir que não sabia de nada e pior, soltar "sem querer" (?) que o moço era casado. Ela ficou arrasada e na sua vulnerabilidade acabou beijando o amigo, mas fugiu a tempo de não deixar as coisas esquentarem.

Chegou em casa com um nó gigante na cabeça que não parava de girar. Claro que tudo fazia sentido: os furos, os perdidos nos finais de semana, a distância que ele sempre deixou existir entre eles, a confissão de que ele andava gostando dela, mas que estava confuso porque a ex tinha virado atual e ele não sabia o que fazer, o que justificava o sumiço dele por meses após a volta dela de viagem. Claro que ela se sentiu idiota e novamente eu tive que repetir "ah, não liga não, você não é a única, eu também já me deixei enganar", mas não tinha o que fazia ela se conformar.

Corta! Volta para o último encontro e as coisas entaladas na garganta, que eu não tenho dúvidas de que também estaria, mas como eu ando uma grossinha de primeira linha, eu já teria mandado ele e o amigo para o inferno, afinal eu sempre acreditei no ditado masculino "eu perco a mulher, mas não perco o amigo" (isso ainda vale?) e quem está afim faz e não enrola.

E lá estavam os dois tomando cerveja, contando causos e ainda para o ódio dela (e falta de sensibilidade dele?), tendo que ouvi-lo contar uma aventura amorosa/sexual que teve na viagem que fez na mesma época que ela (aquela que ela queria encontrá-l0), mas claro, ela sorria, bebia e fingia que nada a estava atingindo, apesar de naquele momento ela sentir vontade de mandá-lo para o inferno. Foi quando eu a reencontrei. Ela me pareceu bem e feliz. Fui para a minha mesa e depois nos reencontramos por acaso no banheiro e aí me deparei com minha amiga chorando. Que merda ver uma mulher chorar no banheiro de um bar! Eu nunca sei como lidar com essa situação e o que dizer. Eu abraço ou faço uma piada? Ou eu finjo que não a enxerguei devido o meu alto estado alcóolico? O que eu fiz foi anotar meu telefone e pedir para ela me ligar, porque minha curiosidade feminina queria saber o que o bonitão que estava na mesa com ela andava provocando na vida da minha amiga.

Depois eu vi os dois saindo do bar, ela tentando disfarçar as lágrimas e se manter em pé, porque pelo que percebi ela bebeu além da conta e por isso (acho) desabou, porque essa minha amiga sempre foi a mais durona de todas nós. Em anos de amizade eu nunca tinha visto ela chorar. É o tipo que sempre faz piada das próprias desgraças, mas lá estava ela frágil como um passarinho por causa de um homem.

Ela disse que acabou contando sobre o amigo e que ele sustentou a mesma história de sempre, que era separado há tempos, mas que tinham voltado a sair em novembro e que agora estão "quase voltando", inclusive se vêem todos os dias. O que é quase voltando se eles se vêem todos os dias? Ela, no alto da sua bebedeira, nem quis discutir muito, porque preferia acreditar nele não só porque gosta dele, mas porque disse que o que ela sempre gostou nele era sua extrema sinceridade e prefere acreditar que não se enganou em relação a isso. Eu, como não o conheço, preferi não esboçar qualquer opinião a respeito (mas confesso que a impressão não foi boa).

A minha amiga está bem, não chora por ele e continua tendo seus casinhos eventuais, pois se há algo que eu admiro nela é que nesses meses todos ela, mesmo querendo uma história diferente, não ficou bonitinha sentada no sofá esperando por ele. Ela saiu muito, conheceu um monte de gente, teve alguns casinhos e até dispensou alguns bons partidos, o que ajudou ela não ter sua auto-estima afetada. No dia que saímos ela foi roubada de mim pelo homem mais interessante da festa, que se desdobrou em elogios do quanto a acha uma mulher interessante. Quando a devolveu, eu reconheci seu velho brilho nos olhos e o sorriso maroto de sempre. Era minha amiga de volta! Eu voltei para casa me perguntando o porquê alguém como ela se deixou abater como um pássaro ferido numa história que mais lhe rendeu expectativas do que "atos" de fato. A sua resposta foi de que há tempos alguém não mexia com ela tanto quanto ele mexeu e que para ela foram boas sensações, das quais ela sentia saudades de ter.

Às vezes temos uma paixão tão foda que achamos que não nos apaixonaremos na mesma intensidade por outra pessoa, mas aí lembramos de todas as paixões que tivemos, do tempo que as apagou deixando apenas as boas lembranças e das outras que vieram. E assim como quem quer faz, cada um vive a história que está afim, por isso eu desisti de pensar nas possibilidades que fizeram minha amiga se jogar de cabeça nesta história porque quando eu penso nas minhas, eu vejo que não me arrependi de ter vivido uma delas sequer e parece que a minha amiga também.

Quem vai entender quando a nossa natureza resolve ser burra?

Escrito por Desiree às 20h11
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Diálogo da semana
- Eu não acredito que uma mulher como você não tenha namorado.

- E eu não acredito que todos os homens interessantes que eu conheço estejam comprometidos com alguém que não seja eu.

Escrito por Desiree às 17h03
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Por que fazer sexo?
Ainda não li, mas já quero compartilhar porque o tema é interessante. O artigo se baseia em uma pesquisa feita com 1549 estudantes, sendo 503 homens e 1046 mulheres. O resultado são 237 razões diferentes pelas quais as pessoas fazem sexo e tem algumas bem interessantes. Os 10 principais motivos:

1) se sentem atraído pela pessoa
2) quis experimentar o prazer físico
3) faz se sentir bem
4) quis mostrar sua afeição pela pessoa
5) quis expressar o amor pela pessoa
6) estava sexualmente excitado e quis liberar isso
7) estava com tesão
8) por diversão
9) porque se deu conta de que estava apaixonado
10) estava no "calor" do momento

E você, por que faz sexo?

by desculpe a poeira

Escrito por Desiree às 17h44
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Minhas paixões em 2007
2007 foi um ano que eu me apaixonei algumas vezes. Contando nos dedos foram quatro as vezes. Claro que neste número eu tirei as ameaças, que são as pessoas que somem antes mesmo de provocar um friozinho maior na barriga.

Cada uma foi uma história diferente e uma substituiu a outra. As quatro também tiveram relevância e intensidade diferentes, mas nenhuma foi menor que a outra.

A primeira paixão veio em formato de presente de natal. Lembro-me ainda eu na pista de dança na festa de natal e ele, com quem eu tinha esbarrado dois dias antes, me olhando com um sorriso maroto no rosto até eu ser levada pelo champagne para os seus braços. A história virou o ano e se não fosse o receio de ambos em se envolver, ela teria ido além do carnaval. Não vingou porque todo mundo resolveu meter o bedelho. No carnaval ele já estava nos braços de uma amiga e eu embarcando na minha segunda paixão do ano.

Ele era amigo de amigos em comum e sabia quem eu era. Eu não tinha a menor idéia até ele começar a falar comigo pelo orkut como se me conhecesse. Perguntava porque eu não tinha ido a tal festa, que tinha gostado do meu vestido verde. Não demorou muito para ele aparecer no meu msn e começarmos nossas trocas de torpedos. Isso tudo foi enquanto eu ainda estava embalada na primeira paixão. Tentei não dar muita vazão à minha curiosidade para não atrapalhar algo que eu estava tentando deixar bem. Não teve como.

Quando vi eu estava abrindo a porta da minha casa, ele entrando sem qualquer cerimônia para uma tarde regada a cerveja, conversas pelos cotovelos, risadas e quando me dei conta eu já tinha sucumbido aos seus beijos. Foi início de uma daquelas paixões avassaladoras que tiram nosso sono, nosso apetite, nos causam devaneios, dores de cabeça, palpitação no coração, ansiedade e ódio em algumas das vezes. Essa paixão passou o carnaval, a semana santa, a páscoa e foi até o meu aniversário, já no meio do ano, quando eu recebi no meu orkut uma resposta mal-educada de um sujeito que eu mal conhecia em resposta ao meu convite de aniversário.

Eu estava em uma festa quando ele apareceu. Eu nutria uma certa antipatia porque tinha achado tal atitude desnecessária. Quando ele sorriu para mim, eu vi que tinha me enganado. Passamos a noite falando sobre bandas, filmes, livros, rindo até fugirmos da festa para comer alguma coisa e voltando para pegar as coisas já com o sol raiando. Depois comecei a desencanar da segunda paixão e curtir minha nova história que durou até o dia em que ele disse que eu parecia não precisar de alguém e parece que tal independência o assustou. A essas alturas um quarto já me provocava e devido à indecisão do terceiro, eu decidi deixar rolar para ver até onde a história iria dar e foi aí que eu tropecei e caí de cara no chão na nova história.

Ele é engraçado, inteligente, tem um monte de afinidades comigo, quando conseguimos nos encontrar é difícil nos despedirmos. Sua displicência que me enlouquece, me prende. Uma hora está próximo, outra é o mais distante. Não sabe muito o que quer e parece não querer. É o tipo que os amigos já reprovaram há tempos, mas como sou geminiana eu insisti para que fosse um pouco além, mas parece não ter sobrevivido ao movimento do final de ano. Apenas lamento e desta vez o quinto não chegou, mas eu não tenho pressa.

O balanço de tudo isso é que 2007 foi um ano movimentado e cheio de emoções. O coração palpitou a maior parte do tempo, roí unhas, parei, ri e chorei. Tive experiências ótimas, vivi histórias interessantes que me ansiaram por mais. Algumas vezes foram possíveis, outras não. Eu olho à minha volta e vejo amigas reclamando que nada acontece, por isso eu não ligo até onde foi, mas o que rolou enquanto durou.

Feliz 2008 e que seja um ano recheado de tantas histórias ótimas como 2007 foi!

Escrito por Desiree às 18h15
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Levando o leitor para a cama
Geralmente não divido minhas próprias estórias por aqui, vivo roubando estórias alheias descaradamente, porém ando com vontade de discorrer o que este blog trouxe à minha vida e claro, assunto suficiente para posts intermináveis relacionados ao tema do blog.

Eu sempre recebi emails de leitores buscando uma aproximação, talvez para matar a curiosidade de quem é a dona destas costas aí ao lado e eles sempre vieram da ala masculina. Tiveram emails com simples elogios ao blog, mas nas entrelinhas era perceptível um mínimo de interesse. De todos os emails que chegaram eu respondi à apenas duas pessoas. Uma porque era de um blogueiro que eu gosto muito e me senti lisonjeada por ele ler meu blog, já o outro foi porque seu email mostrava que ele trabalhava em uma revista e mesmo sendo um email apenas elogiando, eu respondi com algum interesse por, quem sabe, cavar ali alguma oportunidade.

Não demorou dois emails para estarmos um no msn do outro e alguns meses para estarmos na mesa de um bar tomando cerveja e descobrindo uma afinidade enorme. Apesar de ser alguém bem interessante, eu nunca o olhei com algum interesse, o que é raro, já que homens interessantes sempre despertam a minha atenção e desejos. Não lembro se na época eu estava namorando, mas esta pode ser uma explicação plausível.

Ele, por sua vez, também não denotou qualquer interesse, o que pode ser outra explicação para inibir qualquer interesse. Saíamos, bebíamos muito, dávamos muita risada, falávamos pelos cotovelos e íamos cada um para sua casa após 5 horas juntos, sempre se despedindo displicentemente. Em todos esses encontros somente uma vez que ele me deu carona até a minha casa, e eu virando os olhos pelo efeito alcoólico, torci para que na despedida ele me desse agarrasse, mas ele foi um gentleman e me deu um beijo na bochecha. Foi a primeira vez que eu entrei em casa frustrada após um encontro nosso.

Depois disso saímos novamente para um chopp rápido que novamente durou cinco horas e uma dificuldade imensa em nos despedirmos. Nesta época eu estava envolvida com outra pessoa, então voltei ao status anterior de não pensar em muita coisa, mas obviamente depois de vários cajus-amigo tomado eu o olhei diferente.

Depois disso ele começou a se comportar de maneira mais descarada, o que confesso, me surpreendeu deveras e despertou minha curiosidade. Dei um pouco de corda, mas não muito, porque eu estava ainda saindo com o mesmo ser do último encontro.

A minha estória acabou e não demorou muito para nos encontrarmos cheios de más-intenções. O mais curioso para mim em uma estória assim é como é difícil avançar o primeiro sinal, porque você desenvolve um laço afetivo que a faz temer colocá-lo em risco. Eu posso até ser moderna nas idéias, mas na prática eu acabo muitas vezes me comportando como uma “mulherzinha” à risca com emoções exacerbadas.

Tomamos as nossas de sempre, falamos pelos cotovelos, mas o olhar (pelo menos o meu) já era diferente. A vontade de me aproximar foi aumentando, mas eu lá, me segurando e fingindo que não era comigo. Obviamente veio meu blog à minha mente e a tentativa de imaginar o que se passava na cabeça dele, incluindo se rolava uma expectativa por tudo que ele leu aqui. Não sei como foi e quando foi, mas quando me dei conta estávamos nos agarrando: 1 ano depois!

Desde então temos nos encontrado com maior freqüência. Muitas vezes me pergunto se quem ele leva para cama sou “eu” ou a Desiree, já que parece que não somos as mesmas. E também se o que o permeou a mente dele neste tempo todo foi correspondido. Gosto do que o blog no final das contas me presenteou, pois se não fosse ele, as chances da gente se cruzar seriam mínimas.

Esse foi um bom motivo que fez eu me ausentar do blog: o leitor que levou a blogueira para a cama. E do jeito que andam as coisas, eu espero que a leve cada vez mais.

Escrito por Desiree às 16h00
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Complexidade humana
Tem coisas no ser humano que eu até entendo, mas é difícil digerir. Você já saiu com alguém que só fica com você quando está bêbado? Todo mundo já teve alguém assim. Pois bem... concluir que a pessoa só tem tesão por você quando está bêbado é um péssimo sinal, afinal não serve nem para trepê, pois você pode estar em casa afim de um rala e rola e lembra do fulano. O que faz? Se entrega inteira, mas o horário não é propício para o álcool, então desista, ele não vai aparecer, porque ele só consegue ficar com você se estiver num nível elevado de bebedeira, fora isso, o máximo que ele consegue, é te instigar... e de longe.

Às vezes fazemos isso também e confesso, é uma bosta. Eu já tive alguém assim na vida, que era exatamente o estepe que eu precisava. Massageava meu ego, fazia eu me sentir a melhor das melhores, mas eu só o considerava nos meus dias nebuloso e jamais o levava para qualquer encontro social em que meus amigos estivessem presentes. Péssimo? Sim, mas somos seres humanos e falíveis.

Tenho uma amiga que descobriu o melhor trepê dos últimos tempos, mas ela, que tem uma queda pelos bonitos e verdadeiros cartões de visita, confidenciou que é o cara para você ter prazer, mas jamais apresentar para os amigos. E às vezes parece que somos alguém assim na vida de alguém.

Para mim o difícil em qualquer relação, seja amizade ou qualquer outro nível, é quando apenas um lado investe. O outro aguarda e na sua comodidade a encontra quando não tem nada muito melhor para fazer. Eu canso fácil de relações em que somente eu invisto. Já ouvi falar do amor incondicional, mas parece que ele anda meio fora de moda no século XXI, a não ser o que sentimos pela família e olha lá.

Eu sempre tive vício por pessoas, mas elas andam me cansando, tanto que tenho ficado cada vez mais sozinha. E hoje decidi que só me dedico a quem eu sinto reciprocidade na minha dedicação, então talvez restem bem poucos e acho que prefiro assim, pois assim ficam somente as pessoas que valem a pena.

Acho que atualmente eu desaprendi a amar.

Escrito por Desiree às 19h35
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