São 6h da manhã e acabei de chegar de uma festa. O sábado foi bem agitado. Festinha a tarde, festinha à noite, cochilada e então, jogação na madrugada.

Animei-me em sair na madrugada, pois tinha grandes chances de encontrar alguém por quem estou bem caidinha. Logo que cheguei, nos encontramos e fui recebida com aquele abraço que tanto queria. Depois disso senti que havia um desconforto entre nós dois, então curti meus amigos, dancei com todo mundo, tomei minhas cervejas, fugi até em casa para trocar de sapatos, pois os meus estavam me matando, voltei mais animada e me joguei na pista.

E ele lá, dançando, provocando, rindo, agitando. Talvez seja o fato de sermos tão parecidos em alguns quesitos que, faça ele mexer tanto comigo. Dançamos, rimos, conversamos e por fim, ele beijou a garota que estava ao meu lado. Senti uma frustração tão grande. Pode ser pretensioso, mas sabe quando você olha para a garota e se pergunta "pq ela e não eu?".

Confesso que na vulnerabilidade em que me encontro, meus olhos encheram de lágrimas e

Escrito por Desiree às 21h56
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Dandy Warhols e vinho, combinação perfeita para uma noite de fossa. Não queria que fosse assim, mas o cansaço físico misturado com emoções em frangalhos, faz com que nesses momentos não exista disfarces.

Fiz o que há tempos eu evitava fazer. Cacei lembranças, que deveriam ficar quase ausentes. Elas não somem. Por que tanta dificuldade em esmiuçar até desaparecer no ar essas lembranças que não mofam, mas se fazem presentes nos momentos mais complicados.

Ouvi o seu "alô" e na covardia de me revelar, eu apenas o deixei ouvir a música que eu estava ouvindo. Talvez ele desconfie [o que é mais provável] que tenha sido eu, pois não desligou o telefone. Não tive coragem de esboçar qualquer sinal de presença humana. Talvez a música na hora certa traduziu o que eu sentia.

Evito chorar, mas o vinho evidencia minha fragilidade, me desnuda, me deixa vulenerável. Evitei por tanto tempo o pensamento, as fantasias, as lembranças... e de repente, é como se tudo viesse à tona de uma só vez. O que restam são essas lágrimas que eu queria tanto conseguir evitar.

É incrível como o amor nos dilacera, como ele demora a se diluir. Não sei se existe amor para sempre, não sei se existe uma pessoa que é a tal pessoa da nossa vida, não sei se existe amor irreparável, não sei se existe pessoa inesquecível. Penso nele e tento descobrir o que tanto me segura nesse sentimento, que hoje me faz mal. Não sei. Apenas não sei.

Sei que hoje estou triste, sei que hoje eu queria tê-lo de volta, sei que hoje eu tô foda. Espero melhorar logo e acreditar que há outras pessoas tão especiais quanto.

Sou sentimental demais.



Escrito por Desiree às 15h25
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Amanhã fará 3 anos desde a primeira vez que nossos olhares se cruzaram. Amanhã faria 3 anos juntos caso estivéssemos juntos. Seria uma dia de comemorações. Uma quinta alegre, com telefonemas no meio do dia, com um delicioso encontro à noite. Não haverá nada disso. Apenas saudades e por mais que eu tente, eu nao consigo me livrar dela. Como disse um amigo "eta cicatriz difícil".

Essa última semana parece até que vivi um pequeno inferno astral pré-aniversário que não mais existirá. Não nos falamos mais. Não nos vemos mais. Do lado de cá, apenas lembranças e olhos borrados. Do lado de lá, eu não sei o que há.

Fiz as contas e já se passaram seis meses. Ao mesmo tempo que parece tão distante, parece que foi ontem. O pior é que há o meu lado que se sente culpado, que acha que poderia ter feito as coisas diferentes, que acha que errou e que não consegue se perdoar. Há um outro lado que apenas acredita que isso tudo foi uma mera desculpa para ele dar fim em algo que não queria mais. E, ainda, um terceiro lado que lamenta a falta de generosidade e compreensão dele de um dia difícil que passei, de um momento ruim que eu estava vivendo e que ele simplesmente não quis saber.

Ele disse que o ciclo deles tinha terminado, mas nunca consegui acreditar nisso, pois agora ele parecia mais maduro para viver uma relação bacana, para compartilhar tantas novidades, estávamos mais amigos. Os dias que antecederam o fim não foram realmente fáceis. Ele estava distante, brigando por bobagens, não querendo muita conversa. Claro que tudo isso faz com que eu acredite na hipótese simples de que ele apenas não me queria mais.

Vivo dizendo o quanto um fim é difícil para mim, mas esse parece o mais difícil final de todas as histórias que viveu na vida. Tão dolorido quanto a morte de alguém querido.

Tenho vivido rapidamente para não pensar. Tenho conhecido um monte de gente, me interessado por algumas e tentando dar cabo a esta dor infindável.

Espero que as coisas melhorem logo... porque não quero que essa dor faça aniversário.



Escrito por Desiree às 14h37
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A maré parece melhor. O ritmo do trabalho diminuiu um pouco, estou conseguindo voltar a ler meus livros, fui em ótimos show nas últimas duas semanas, a casa está mais em ordem, descobri bandas novas deliciosas e o stress que andou me rodeando, também está indo embora.

O tal cara do post anterior virou amigo e já acertamos nossas arestas, assim como também dei o dedinho à minha amiga que o beijou e fizemos as pazes. A verdade é que sou a generosidade em pessoas [nem sempre, é melhor fazer este adendo].

Quem lê este blog, acha que minha vida gira em torno do universo masculino. Não é bem assim, mas os homens tem o dom de atormentar a minha vida. Ah, isso tem! Gosto deles e gosto de tê-los presente na minha vida. Talvez seja por isso que tenho tantos amigos do sexo masculino, por isso que meu pai é a figura mais forte da minha vida e por isso que meus dois melhores amigos são homens. Costumo me dar bem com eles e acho que me entendo melhor. Mulheres são geralmente complicadas, carregam síndromes diversas, gostam de concorrer, parecem ficar mais felizes e dispostas a estar com você, pois quando está tudo uma maravilha e você é o ser mais feliz do unverso, esse seu estado a irrita profundamente.

E claro, os homens [na minha visão] não são seres tão simples, mas são bem menos complicados, só fazem o que querem, não agradam por agradar, não ligam se não estão afim, são práticos e claro, são deliciosos.

Atualmente há alguns presentes na minha vida [além dos amigos e do meu pai, claro!]. É, homens com os quais eu tenho um interesse além do bate papo, da companhia para cinema ou café. Homens que quero beijar na boca, quero rolar na cama, quero compartilhar segredinhos ínfimos, quero viver fantasias.

Há umas semanas atrás eu decidi, diante de um amigo, que meu alvo agora seriam os "feinhos". Ok, isso pode ser muito mal interpretado, mas foda-se, porque estou cada vez menos aí. É, eles te acham linda, dão menos trabalho, te ligam no dia seguinte, te querem, te acham interessante. Enfim, eles se fazem presente. Tá, isso também não é regra. E não adianta um "feinho" desinteressante. Tem muito "feinho" estilosérrimo por aí que é muito mais interessante do que uns "lindões" que são meros cartões de visita. Não dá, né?

Minutos após eu concluir que a vida seria mais generosa comigo com um "feinho" a tiracolo, ele surgiu. Ele não é tão feio, mas não é tão bonito. Tem estilo, é bacana, tem bom papo, tem bom gosto e gostou de mim. O que mais eu quero?

Depois de alguns minutos de conversa e eu já desnorteada pela meia garrafa de vinho, nos beijamos. O beijo era bom e também aquelas mãos me apertando. O rapaz tinha futuro e usava all-star.

Voltei para casa e logo recebi um sms dizendo que eu era linda. Teoria 1 = confirmada. A teoria 2 foi confirmada no dia seguinte, pois o rapaz ligou dizendo que queria me ver de novo. Depois me achou no orkut, depois me mandou email e disse que tinha me achado interessante. Enfim, todas as teorias que listei para o meu amigo se concretizaram na prática.

Convidei-o para um café em casa. Batemos muito papo, demos muitas risadas, mostrei minhas bandas favoritas a ele, me senti uma adolescente, tomei vinho e ele não [ele não bebe... defeito 1 quando você, se rolar algo além, não terá um companheiro de copo], nos beijamos, nos despedimos e ele perguntou se ia me ver de novo.

Não vou fazer cu doce [hoje estou desbocada e foi isso que levou meu último namoro à ruína... preciso conter a língua... maldita por vezes!] porque não faz meu estilo. Se estou afim, deixo claro que estou. É meu lado mais masculino.

Nesta última sexta-feira ele aterrizou aqui em casa à noite e só posso dizer que a noite foi uma delícia, além de termos conversado muito [inclusive sobre nossos relacionamentos falidos], rido bastante, ouvido muita música e dormido grudadinhos.

Na despedida, a mesma pergunta "vou te ver de novo?".

O curioso é porque daí eu me deparo com teorias femininas falidas: gostamos mesmo de homens que não estão muito aí com a gente, pois quando ele está todo à nossa disposição, todo fofo, todo nos querendo, todo disponível... a gente trava!

Eu não estou acostumada com isso. Confesso! Ultimamente as coisas tem sido mais ou menos assim eu não sei lidar. Fico perguntando: "ah, será que estou afim?", "hmmm... será que no fundo eu me boicoto o tempo inteiro, porque não quero namorar?", "saco, será que gosto mesmo de homem malandro?", "será que eu não devo dar uma chance e deixar rolar, porque pode ser muito bom?".

Aí penso nas outras quatro opções que andam à minha volta. Todas muito incertas e parecendo até estar mais na minha imaginação do que calcado no mundo real!

E agora vou ao cinema e bater papo com mulher, porque é nelas que a gente se vê um pouco e talvez seja por isso, que elas me irritam tanto!



Escrito por Desiree às 09h38
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