Último diálogo com J:

- Você sumiu mesmo, hein? - falou J

- Oi! Não, eu tenho é trabalhado bastante. - respondi [e lembrei de algumas vezes que alguém em que eu estava interessado dizia isso]

- A gente vai se ver de novo?

Ele sempre me pergunta se vamos nos ver de novo. Essa pergunta é chata e classificada como desnecessária. Poderia ser algo mais prático como um convite para fazer algo.

- Podemos combinar alguma coisa. - respondo simpaticamente

- Quando?

Detesto pessoas que deixam toda a responsabilidade das decisões comigo. Gosto de pró-atividade e atitude. Pessoas assim me deixam entendiada. E isso pode se refletir na cama. Pessoas chatas nunca são boas de cama. A chatice fica à tona demais.

- Sei lá. [Talvez em 2008 - pensei]

J é um cara legal, mas muito lento! Até falamos sobre namoro nesta conversa e a derrocada final veio com:

- Você namoraria um cara feio, duro e sem futuro como eu?

- Mulheres não são tão ligadas a beleza como você parece pensar. [tentando não ser indelicada e não deixar a resposta no vácuo]

Se eu namorasse alguém assim, eu estaria namorando com ele, não? Não consigo me ver com alguém que parece apenas apreciar o tempo passar. Quanto a feiúra, ele não é de dar medo. Ele é fofo, gostoso, beija bem e tem estilo, mas as tatuagens dele não são de muito bom gosto e eu o acho desligado demais. Eu enlouqueceria.

- Você me dá medo.

Como eu namoraria alguém que tem medo de mim?

- Medo? Isso é ruim.

- É, não sei se é medo, mas você me intimida demais.

Eu intimidar alguém? Isso denota insegurança e em alto grau, isso pode ser prejudicial a um relacionamento comigo.

- Quer fazer alguma coisa sexta? - pergunto eu sei lá porque

- Sexta? Ah, não sei, porque no sábado eu tenho que trabalhar cedo.

[Então sai do meu pé - pensei]

Vai entender. Pergunta se vamos nos ver novamente, pergunta quando e quando sugiro algo, ele não pode, porque acorda cedo no dia seguinte.

- Tenho que ir. Você me liga?

- Ué, por que você não me liga? - pergunto eu achando a conversa surreal

- Só não esquece uma coisa. Eu gosto muito de você. - diz ele

A questão é essa. Ele é uma ótima pessoa, quer namorar e gosta de mim, mas é passivo demais, não bebe [tomar cerveja sozinha é ruim demais... e jantares românticos regados à suco! nem pensar] e falta criatividade.

É, acho que vou deixar nosso encontro para 2008.



Escrito por Desiree às 16h33
[] [envie esta mensagem]



Ontem me irritei com uma amiga. Há pessoas que fazem questão de demonstrarem o quanto de amor as demais pessoas sentem por ela. Até aí nenhum problema. Se você é carente e inseguro, lide com isso tudo da maneira que achar melhor, mas não me use.

Depois da irritação, eu precisava mesmo era de uma cervejada e lá fui eu com um amigo para um boteco. A cerveja rendeu. Garrafas chegavam e saíam de nossa mesa. Conversamos basicamente sobre sexo e nossas aventuras e desventuras. Rimos muito e até nos provocamos. Saí de lá precisando de uma companhia.

Sábio Nietzsche [que eu desconfio que não fazia sexo, mas na teoria sabia tudo] quando afirmou que o sexo não escraviza, liberta!

Não penso só em sexo, mas penso bastante. E penso mais do que faço. Essa é a descompensação.

Fiquei com vontade de sair. Quer dizer, eu fiquei com vontade de fazer sexo. Resolvi deixar para outro dia, pois queria que fosse com alguém conhecido. Descobri que preciso ter um stand-by para momentos assim. Até tenho um, que é meu marido três, mas sexo com ele não funciona e eu ando cada vez mais chata com isso. Prefiro fazer sozinha, mas estava com preguiça, então dormi.

Vou ter que arrumar muita coisa para fazer no final de semana para me distrair. As espinhas já começam a estourar. Malditos hormônios!



Escrito por Desiree às 09h15
[] [envie esta mensagem]



Terças são únicas. É um dia simpático da semana. É quando enfim a semana começa a deslanchar, porque na segunda-feira eu simplesmente não funciono.

Ontem fui a tal festa. Algumas surpresas e alguns amores à minha volta. Nada melhor que encontrar seus deliciosos amigos em plena terça-feira. Bebi um pouco. No início da madrugada eu já estava rindo à toa. Foi a noite mais divertida da semana. Ah, a semana ainda terá quatro noites [sem contar a de hoje, pois quase não existo].

Costumo brincar que atualmente tenho três [pseudos] maridos. Obviamente não faço sexo com nenhum deles e apenas um, eu beijo na boca de vez em quando.

Marido 1 - mais velho que eu, loiro, bonitão, olhos azuis, culto, viajado, instigante, ácido, me liga todos os dias, me leva para jantar, me leva para almoçar, me leva ao cinema, me dá broncas e quando estou mal, faz jantarzinho especial para mim. Beijamos uma vez na boca.

Marido 2 - mais novo, moreno claro, cabelos pretos, magrinho, gostoso, divertido, inteligente, culto, fala comigo todos os dias [geralmente pela internet], me ajuda pintar parede, faz pequenos consertos na minha casa, me proporcionou a melhor "viagem" da minha vida, tem o pescoço mais gostoso que conheço, de vez em quando escapa e vem dormir comigo, é o mais paciente, puxa minha orelha quando precisa. Beijamos uma vez na boca, mas eu sempre arrumo uma desculpa para beijar o seu pescoço.

Marido 3 - o casamento mais recente. Quase a mesma idade que eu, moreno, alto, sorridente, bonito, engraçado, mulherengo, faz tudo que eu quero, me liga de manhã para lembrar o meu horário no dentista, passa o final de semana comigo, dorme comigo de vez em quando, cuida de mim quando precisa, dirige meu carro, quer saber minha opinião em tudo que faz, anda de olho na minha amiga [mas prometeu que não me abandonará], me elogia quando preciso, fala comigo todos os dias [se não fala, manda email]. Fizemos sexo duas vezes, mas funcionou apenas meia vez. Beijamos na boca sempre que estamos sem fazer nada e sozinhos.

Os três se dão muito bem, apesar de serem bem diferentes.

Acho que as coisas não andam tão ruins, mas preciso arrumar um que tenha várias das qualidades citadas acima e que faça sexo comigo.


Escrito por Desiree às 16h22
[] [envie esta mensagem]



Hoje passei boa parte do dia navegando em blogs. Há mais blogs interessantes do que eu supunha ter. E eu aqui com meu amontoadinho de divagações pessoais olhando apenas para o meu umbigo. É, o meu blog é isso mesmo, extremamente pessoal. E como meu blog tem seus momentos apimentados, preferi deixar tudo anônimo, afinal ninguém precisa se entregar por aí de bandeja.

Aí me pergunto: mas para quê eu escrevo? E para quem? Escrevo porque amo escrever, mesmo com um português um pouco capenga. Um amigo disse que se irrita com minhas mudanças de pessoa o tempo inteiro nos meus textos. Começo na primeira, de repente estou na terceira. Vício. E quando escrevo é como se eu estivesse falando. E falo assim. Gosto de colocar as pessoas nas situações. Imagine isso! Imagine aquilo! Ele disse que na faculdade onde estuda, há professores que até são defensores de que este estilo não é errado. Não sei se é, mas é o meu estilo. Não vou mudar.

E escrevo para poucos, pois poucos aparecem por aqui. De qualquer forma, gosto de escrever e reler. Gosto de achar que talvez eu instigue a imaginação de desconhecidos. Apesar que ultimamente os desconhecidos devem estar querendo me pegar no colo [tal a minha carência explícita]. Ou me bater [de tão reclamona que ando].

Mulheres são assim, geralmente emotivas ao extremo. Eu não sou exceção. Até tento dosar minhas emoções quando escrevo. Simplesmente não consigo. Li em lugar que as pessoas tem usado o blog como terapia, como não tenho dinheiro, eu criei um para mim. Não errei na escolha e faz um bem danado. E é um exercício e tanto.

E um post sem falar sobre homens. Mas vim até aqui porque é deles que eu queria falar. Fiz esse blog com a intenção única de divagar sobre minhas relações mundanas, que tem seus momentos bons e tem seus momentos pânico.

J (Brian) falou mal de mim. Fiquei chateada. Logo ele que é tão adulto. Disse que se afastou de mim porque de loucos quer distância. Logo eu que sou tão normal. Curioso como as pessoas mal te conhecem e já traçam um perfil de você. Ele até me comparou com uma amiga. Disse que somos iguais. Somos tão diferentes. Não deveria ficar chateada, porque sei que não vale mesmo a pena, mas fiquei porque sou um poço de emoções incontidas.

R sumiu de novo. Parece até que estou me relacionando com um gasparzinho. Mandei email e não teve resposta. Acho uma falta de educação tremenda não responder um email. É como se eu cumprimentasse alguém e esse alguém me ignorasse.

Hoje tem festa e quero me divertir. Vou dançar e dançar sempre me faz bem. Vou ver amigos e ver meus amigos sempre me faz feliz. A noite promete ser longa e espero que seja realmente boa.

Estou apática hoje... preciso melhorar meu humor! E não pára de chover, o que pode implicar em festa vazia. Quero voltar a dormir.



Escrito por Desiree às 09h07
[] [envie esta mensagem]



Tive o final mais maluco dos últimos tempos. Tenho meus momentos de sobriedade profunda, mas tenho também momentos de loucuras intensas.

Casamentos já me emocionam. Imagine então quando o casamento é do seu primeiro namorado, seu primeiro amor, sua primeira transa! Até achei que seria numa boa, pois hoje eu não sinto nada por ele além de um carinho imenso. Meus pais foram comigo, o que me confortou um pouco. Lá encontrei alguns velhos amigos que tínhamos em comum e eis que chega o grande momento. Ele entra com a mãe e eu desabei de chorar. A trilha sonora do casamento era bem rock´n roll e tocou várias músicas em que fomos juntos ao show. Apesar de ter vindo em casa me convidar pessoalmente, ele em nenhum momento olhou para mim.

Depois foi a vez da noiva e eu tremi. Foi uma experiência difícil. A cerimônia foi linda e comovente. Para mim foi tudo em dobro.

Nem fui à recepção. Voltei para casa e me sentia arrasada. Tomei uma taça de vinho, troquei de roupa e fui para outro casamento.

***

Festa bacana e divertida. Presentinho inusitado do noivo. Muita champagne. Gente bonita. Música boa. Todos derretendo.

Passei a noite toda beijando os meus amigos. Isso que é celebrar e selar as amizades. Todo mundo se jogou e ficou no mesmo estado. Bolhas de sabão sobrevoavam a festa. Às 4h30 eu fui embora porque não estava muito bem. A coisa boa nesses momentos é você estar com os amigos certos. Trouxeram-me em casa, me colocaram para dormir e hoje eu acordei com uma enxaqueca terrível que fez eu lembrar da noite louca que passei.

Encontrei uns amigos, fomos almoçar e depois comprei uns livros e cd. Voltei para casa e aqui estou ouvindo Depeche Mode e com os olhos caindo.

Hora de dormir!


Escrito por Desiree às 13h43
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]