E lá vou eu com minha malinha e dois pares de bíquinis tentar tirar esse mofo impregnado na minha pele. Mudei a cor do cabelo e estou me estranhando neste momento.

Vou nessa... daqui a pouco zarpo rumo ao interior [que a paz esteja convosco] e termino a leitura do "a vida sexual da mulher feia" [comprei e ao contrário do que pensei nas primeiras páginas, já não estou mais me identificando com o livro].

Feliz ano novo!


Escrito por Desiree às 10h42
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Vou virar assinante da revista VIP, pois é a mais divertida que li nos últimos tempos. A Vogue, que já foi uma das minhas favoritas [em especial nas minhas fases "pura imagem"] não tem me agradado muito ultimamente.

Nesta edição de dezembro [da Vip] há um matéria "com o sexo na cabeça" que fala sobre a chegada do verão, que consequentemente aumenta o tesão. Ai, ai, ai... preciso urgente de um casinho de férias. A matéria fala como os franceses lidaram com a teoria. Esbaldei-me de rir.

Que a França é um país libertino, todo mundo já sabe. Eu até, na minha última discussão sobre relacionamentos, demonstrei minha vontade de fuga para aquele país, pois aqui tudo me irrita demais no quesito sexo-sem-compromisso-dou-ou-não-dou-machismo-blá-blá. Ou você faz tudo escondidinho ou você é esquartejada moralmente até pelos seus amigos que se fingem de modernos.

Eu não sou atleta sexual, aliás, nem sexo ando fazendo. Cof, cof, cof... tá, domingão rolou revival e foi ótimo, porque revivais sempre são ótimos, principalmente se não rola ressaca moral no dia seguinte, mas em época de natal não tem como ter ressaca moral, já que a de álcool domina a área.

Descobri nesta matéria que o clitóris foi descoberto por um tal de Colombo em 1599. Salve, salve! Quer dizer, foi descoberto bem antes, mas quem queria saber de clitóris?? E, saber que nosso clitóris já caiu em desgraça por ter sido considerado responsável pela histeria, me dá uma certa comoção. Eu queria saber de histeria de quem. Só se foi por falta de uso, porque aí é histeria na certa. E não tinha uma palavrinha mais bonitinha para dar para a danada? Não há uma sequer que me agrade. Clitoris vem de kleitoris, kleis significando chave. Resumindo: é, a chave da felicidade mora aqui embaixo do nosso umbigo.

E, a autora ainda conta que a moda agora na terra do foie gras é o bacanal. E nada de par, o grande da vez é ímpar. Se não vira troca de casal, não é?

Hoje eu quase comprei "A vida sexual da mulher feia". Não é que minha amiga me olhou espantada e perguntou " mas para que? ". Aí eu expliquei que eu não tinha tido identificação alguma com o título. Ela sorriu aliviada, ou seja, ela me acha feia! hahahahaha...

Minha ida à Saraiva hoje trouxe algumas descobertas que eu só não comprei por preguiça [ótimos títulos para férias de verão]:

- a vida sexual da mulher feia
- a prostituta
- neurótica [é uma discussão sobre sexo feita por judeus]

E acho que agora, sexo só em 2006.... então vou voltar às minhas leituras, que pelo menos assim eu imagino alguma coisa, mesmo sabendo que por enquanto eu não vou fazer nada.


Escrito por Desiree às 16h05
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Hoje tive um almoço de mulherzinha. Almoço em que falamos sobre homens, relacionamentos, expectativas, $$$, trabalho e se der tempo, trocas de receitas culinárias, porque a mulher moderna é assim, dá conta de tudo!!! Auto-suficiente como dizem por aí [se bem que eu fujo disso, pois adoro minhas pequenas dependências alheias].

O papo hoje foi casamento. Das três, duas são casadas e uma delas é pretensa à vida de solteira. Casamento falido, desencanto, depressão. O que faz um casamento ser bem sucedido? Eu não sei, pois nunca me casei. Ontem também discuti relacionamentos. Os brasileiros demonstram pânico na hora de assumir um compromisso. Vivem se boicotando, dando um chega pra lá, não se aprofundam nas relações e ficam na borda piscina. Poucos são os corajosos que encaram um mergulho profundo [e felizes esses].

Eu morro de inveja dos europeus em que as pessoas estão sempre se relacionando, se casam e se não dá certo, não fazem qualquer cerimônia e colocam um ponto final na história e partem para outra. Prendemo-nos demais no "casamento até que a morte nos separe", mesmo a maioria não acreditando nisso. E aí vira aqueles casamentos hipócritas, em que não dá para entender o porquê da insistência.

Namorar é bom demais e mesmo assim muitos insistem em relacionamentos falidos, ao invés de se dar a oportunidade de viver outras histórias bacanas. Mas por quê? Ué, porque morrem de medo de ficarem sozinhas, de não conseguirem alguém, blá, blá, blá. Parece assunto de tia, mas é a pura realidade, pois vejo isso na rodinha em que convivo. Eu também tenho meus momentos pânicos "ah, ninguém me quer", aí depois de um tempo eu me dou conta que tenho meus requisitos mínimos para querer compartilhar minha vida com alguém. Não adianta eu ter alguém ao meu lado pelo simples fato de temer ficar sozinha. Quero estar com alguém que eu admire, que eu tenha tesão, que faça eu rir, que me ouça, que vá ao cinema comigo. O que diferencia isso de um amigo é apenas um item: sexo. É, você também pode fazer sexo com seu amigo, mas aí a história é outra.
Eu tenho alguns amigos que são verdadeiros maridos [de casamento sem tesão, porque eles não fazem sexo comigo], mas tudo funciona: falo com eles diariamente, vamos juntos ao cinema, durmimos juntos de vez em quando [só ganho cafuné], damos risadas, cozinhamos, fazemos planos, eles me ouvem, brigam comigo de vez em quando e eu sempre morro de saudades.

E aí eu penso: eu quero um namoro assim, em que o cara que estiver comigo seja amigo, cúmplice e também tenha tesão, que é o que diferencia da amizade [entre outras coisinhas]. Geralmente não tratamos nossos "partners" como amigos, ao contrário, estamos sempre cobrando, esperando, querendo, pedindo, podando, brigando.

Namoro muitas vezes é um grande show de horror. Brigas, desrespeito, ciúmes, insegurança, cobranças intermináveis, tudo tem que fazer junto. Amizade geralmente não, então por que quando alguém muda do status de "amigo" para "namorado" tudo muda? E estamos com alguém por livre escolha, ninguém nos amarra numa árvore e diz "só solto você, se você ficar com fulano", então não dá muito para entender relacionamentos sofríveis. Ou somos mesmo um bando de masoquista?

Sei que na teoria tudo é fácil, mas eu sempre procurei fazer com que meus namorados fossem meus amigos, mas falhei. Cobrei também, me senti insegura, fiquei puta quando eles não quiseram me acompanhar em uma festa e por aí vai, porém ainda assim acho que fui uma namorada razoável, pois eu respeito o limite e o espaço do outro e não abro mão das minhas amizades. Ok, estou sozinha.

Minha amiga está casada há dez anos e está há quinze anos com ele. Pelas minhas continhas, ele foi um dos primeiros namorados dela. Porém, acabou o encanto e o tesão. A dependência que ele criou por ela a sufocou. De repente, a existência dele parecia ter sentido apenas se estivessem juntos. E o pior, estagnou. Ela acordou e disse "vamos nos separar". Ele a culpou por um monte de coisas e mesmo assim está tentando reconquista-la [o que geralmente não dá certo, porque nesse estágio, a tentativa de reconquistar só tende a piorar a situação, pois precisamos "respirar"] e diz que ela não pode jogar os quinze anos no lixo. Mas quem disse que ela está jogando os quinze anos no lixo? Não há como voltar atrás, foi bom enquanto durou, próximo. Ao mesmo tempo ela diz que tem medo de ficar sozinha, de ter que começar tudo de novo.

A graça está aí. Conhecer alguém, conquistar e fazer a relação crescer. E conquistar é todo dia. Acomodar-se nas nossas próprias histórias é o que faz tudo desandar. Pronto, conquistei e acabou! É, relacionamentos são bem complexos e não há fórmula. Cada um lida de uma maneira, quer as coisas de uma forma. Não há ideal, mas há limites [que muitas, mas muitas, vezes não são respeitados].

Enfim.... estou sozinha e bem acompanhada dos amigos. Quero um namorado, mas não quero alguém que seja um problema na minha vida. E é esse que está difícil encontrar.

Adoro clubinhos da luluzinha [mas só de vez em quando], pois as neuras geralmente são as mesmas e aí nos despedimos e nos sentimos seres normais.

-->
ouvindo Own do Snow Patrol [e entediada]


Escrito por Desiree às 10h22
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Ontem eu tive uma pequena ressaca pós-encontro-com-o-ex-que-me-odiava. É uma sensação estranha que eu não sei explicar. É um misto de vontade de ver de novo, mas saber que é melhor não. Sou teimosa e não levo algumas coisas, que eu deveria, a sério demais.

Hoje recebi email de uma ex-amiga. É, eu tenho ex-namorado, ex-amigo, ex-amiga, ex-amante, ex-chefe, ex-cachorro. Acho isso tão estranho, mas sei que não podemos agradar sempre e eu tenho meus rompantes. As pessoas são sensíveis demais. Eu sempre fui muito sensível, mas aí levei tanto safanão na vida, que aprendi a ser mais dura e não levar tudo tão a sério. Eu procuro levar a vida brincando, assim ela fica mais leve e descontraída. Ah, e eu fico feliz.

Ontem [mesmo de ressaca] fui num jantar francês. No quarto prato eu já estava arriando. Entradinha, depois outra entradinha, queijos deliciosos, pró-seco, depois para acompanhar o terceiro prato a bebida era vinho rosé, no quarto prato regado a muito foie gras [dos deuses! sorry, queridos gansos] o vinho era tinto e eu já estava bêbada. Rolando de comer e bêbada. Ainda tinha mais, mas eu já mal podia olhar para a mesa. Até os vários tipos de taças [já todas vazias] à minha frente começou a ser motivo de dar uma embrulhadinha no estômago. Enfim, serviram água e na sobremesa, eu peguei um "tiquinho" só para não fazer feio.

Quatro horas comendo e bebendo!!! Quero ser francesa, até porque elas são chiques, não engordam e usam maquiagem Givenchy, Chanel ou ISL comprada com o salário do mês. O segredo não está só nas pequenas quantidades digeridas, mas no pomelo. Tudo tem pomelo, que eu acho um horror de tão amargo. Sorte que tenho espaço para gordurinhas e pude dispensar o pomelo. Ah, quanto ao foie grás eu não consegui me manter politicamente correta, tirar a bandeirola da bolsa com uma foto cruel de um ganso bem acabado e camiseta da liga protetora dos animais [camiseta molhada para não levar foie gras na cara?] e discursar sobre a crueldade contra os gansinhos para fazer todo mundo ter vontade de vomitar em seguida.

E aí foi hora de me despedir e voltar rolando para casa. Já em casa, encontrei minha amiga, que está numa fase reclamona e eu ando numa fase sem qualquer paciência, e meu amigo Seth com as pernas esticadas na varanda e uma taça de vinho na mão. Conversinhas, risadinhas, historinhas e vamos dormir, que hoje tenho que trabalhar!

Vou dar uma polida na minha lista de desejos e volto depois.

--> ouvindo Odelay - Beck



Escrito por Desiree às 08h23
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Hoje recebi um email de natal de um amigo que me deixou emocionada. Raramente mensagens de natal me emocionam, pois geralmente remetem à imagens que nao tenho na minha cabeça. Segunda-feira de emoções.

Uma amiga tem insistido em fazer um reveillon diferente, mas o que é um reveillon diferente? Eu não quero um reveillon diferente este ano. Eu quero um bem comum para assim abrir 2006 de mansinho e sem grandes sustos.

2005 entrou num galope só. Fiquei derrubada. Eta comecinho de ano. A festa foi ótima, os amigos eram ótimos e a casa em que estávamos era maravilhosa. Tudo perfeito, se não fosse meu coração que na época estava em frangalhos, meu emprego que estava um desânimo, minhas finanças que estavam um lixo. Enfim, não tinha nada muito bom acontecendo à minha volta.

Na virada fingi que estava tudo bem. Nesta próxima virada eu resolvi não fingir nada. Não estou melancólica, não estou afoita, não estou feliz da vida, não estou desanimada. Tá uma calmaria bege. Não fiz nem minhas santas resoluções para o próximo ano. Sempre fiz listinhas, que obviamente não cumpri, mas elas são necessárias para me dar um norte, que eu sei que não vou seguir.

Então decidi que mesmo sendo necessária, eu não vou fazer listinha. Vou ficar com meus sonhos escondidos debaixo do travesseiro e quando possível, trazê-los à tona. Então vou fazer a listinha de sonhos:

- uma viagem marcante, preferencialmente longa e para o velho continente
- uma paixão arrasadora [mas só depois de fevereiro, antes eu tenho muita coisa para fazer e não vou poder dar conta de tanta coisa, principalmente emoções fortes]
- grana extra
- trocar de carro
- ler um livro por semana [ultimamente não estou lendo nenhum ao mês, o que eu acho vergonhoso]
- ficar mais musical
- fazer yoga
- plantar uma árvore
- escrever um livro
- ter um gato [porque filho não está nos planos]
- ter prazeres mundanos
- ter noites orgásticas
- ter um fã anônimo que me mande flores
- terminar de arrumar a minha casa
- cozinhar de vez em quando
- beber menos [alcool]
- derreter menos
- ter uma vida sexual ativa
- dar uma geral no corpinho
- correr
- enquadrar todos meus posters e colocá-los na parede
- voltar ao francês
- fazer algum curso bacana [aliás, recebi a programação da Casa do Saber e passei mal com a programação do primeiro semestre, especialmente com os preços... alguém pode patrocinar este estabelecimento para que os cursos fiquem mais acessíveis? ou patrocinar minhas pequenas felicidades?]
- ir mais à praia
- dormir mais
- badalar menos
- ser menos inconstante
- parar de roer as unhas
- ser fiel à depilação
- parar de ter espinhas a essa altura da vida
- ter momentos mais "família"
- ter uma história suspeita, só para ter alguma coisa diferente para contar
- ser dama de honra do casamento da minha melhor amiga
- aprender que amizade com ex-namorado nem sempre dá certo
- trabalhar menos
- falar menos
- ouvir mais
- comer mais
- ir ao parque no final de semana
- ter sucesso
- continuar rodeada de tantos amigos ótimos
- continuar dando vazão aos meus desejos, mesmo quando eles são inconfessáveis até para mim
- dançar bastante
- rebolar
- chupar laranja
- ir ao cinema no sábado a tarde
- não fechar a gaveta de projetos
- jantar pelo menos uma vez por mês num restaurante bacana com algum amigo ótimo a tiracolo
- ser mais centrada
- ser menos grossa
- ser menos ansiosa
- tomar menos café
- parar de propagar pirataria
- ler jornal
- ir aos shows que prometem abalar 2006
- conseguir um bico qualquer nos shows só para acessar a área vip
- ser mais glamourosa
- amar o próximo sempre
- não desejar o mau nunca
- ser mais paciente com os amigos carentes [comprar um estoque de chocolate para eles]
- continuar feliz
- ah, ter uns tremeliques de vez em quando só para quebrar a rotina
- um namorado [mas só depois de abril, acho que namoros que começam em abril podem dar mais certo]
- continuar não reclamando de nada [ou muito pouco]
- largar de ser pão dura e me dar um ipod de presente
- cuidar da felicidade que às vezes é esquecida na sala
- levar minhas listinhas de desejos a sério

E ninguém merece trabalhar no dia pós-natal. O tédio aqui está mortal.
--> ouvindo Nine Inch Nails


Escrito por Desiree às 10h49
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Há situações que passamos que são difíceis de serem distinguidas entre o real e o imaginário. Essa última noite foi assim. Resolvi sair para dançar, pois tinha a certeza de que encontraria T. Logo ele, que eu tinha quase deletado da minha vida. Não sei, mas bateu uma nostalgia. Natal é assim, sempre me deixa nostálgica. D quis ir comigo, mas eu dei um perdido. Arrumei-me e fui. Estava ansiosa. O lugar não estava cheio. Encontrei alguns conhecidos e fiquei na pista dançando. De repente vejo T sorrindo para mim. Tremi. Ele veio na minha direção e disse:

- Eu vim para cá hoje porque tinha certeza de que iria encontra-la.


- Eu também. - respondi e sorri, ainda meio aturdida
Ficamos dançando e ambos estávamos bem sem graça.

Tivemos que apelar para a cervejinha, que eu tinha prometido que não ia beber, para quebrar o gelo. Dançamos, conversamos sobre nossas vidas atuais. Parecia que tinha passado tanto tempo e ao mesmo tempo parecia que o tempo tinha sido congelado. Eu fiquei emocionada.
Fomos para a minha casa e meu celular não parava de tocar. D deixou um recado dizendo que estava indo para lá me encontrar. E foi. E não me encontrou.

Fiquei dançando na minha casa, conversando, rindo e meio aturdida ainda. Era muito estranho tê-lo na minha casa. Quando me dei conta, estávamos nos beijando. A emoção era diferente. A certeza de que o encanto que sempre houve entre nós dois já não existia mais. O mesmo beijo, o mesmo toque, as mesmas risadas, as mesmas palavras, os mesmos costumes. Às vezes eu apertava os olhos e abria para ter certeza de que o que estava rolando era real. No início da manhã, ele se foi. Deu-me um beijo, um abraço, disse que tinha adorado nosso encontro casual e que me ligaria.

Eu não sei se ele vai ligar. Provavelmente não. E assumo que foi bom.

--> ouvindo Funeral - Arcade Fire


Escrito por Desiree às 05h30
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Fazia tempo que eu não tinha um final de semana tão tresloucado. Sexta-feira eu pisei na jaca e com os dois pés. Depois dei aquela esmagada para não ter dúvidas. Valeu. Às vezes é bom pisar na jaca.

A festinha tinha tudo para ser sem grandes emoções, mas de repente elas começaram a rolar. Troca de presentinhos, música boa, gente divertida, muito álcool e algumas substâncias ilícitas, porque às vezes elas fazem parte do repertório. Não sempre, mas às vezes. E eu não ligo.

No meio da madrugada, todo mundo já em outra dimensão, fomos para uma festinha nada típica para nós. Dançamos, transpiramos, rimos, bebemos e tentamos [em vão] conversar. Ninguém tinha condições de muitas coisas.

Quando me dei conta, eu estava beijando um menino gótico bem estranho. Góticos são sempre bem estranhos e sempre tenho a impressão que eles vieram do túnel do tempo ou de uma cápsula maluca vinda de outro planeta. Tá, eu já fui gótica, então eu posso falar.

D. foi conosco, o que foi uma surpresa das grandes. Ele andava insistindo comigo que precisa de um porre daqueles e parece que eu era a pessoa mais indicada para acompanha-lo no porre [ou cuidar dele?]. Sei que D., que nunca tomou qualquer atitude, me arrancou do gotiquinho e me lascou um beijo de cinema. É, isso que é atitude, mas morreu aí.

Seis da matina estávamos batendo na casa de um amigo, mas sem qualquer condição de raciocínio, eu resolvi voltar para casa. Apaguei até o meio da tarde e ontem só levantei para ir na ceia de sempre, com as pessoas de sempre, mas dessa vez levei D. a tiracolo comigo e foi divertido, mas às 2h30 eu já estava em casa apagada.

E, hoje o dia foi calmo. Bem calmo. Fui visitar meus pais. Revi a família, almoçamos, revi uma velha amiga [a que virou bege, mas hoje ela estava mais "colorida"], comi muito e aqui estou na dúvida se saio para dançar um pouquinho ou morro de tédio.

Feliz Natal!!

--> ouvindo "Elephant" do White Stripes


Escrito por Desiree às 12h37
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