Ontem assisti "tudo em família" com Sarah Jessica Parker. Confesso: fui assistir porque gosto dela. A personagem que ela faz é uma das mais chatas que já vi no cinema. Uma comédia bem feita que fez eu chorar no final. Ando mesmo um tanto sentimental.

Hoje almoço indiano para repor as energias por uma noite mal dormida e cinema à tarde para driblar o calor no ar-condicionado. Claro que a escolha foi um francês "a dama de honra" de Claude Chabrol. O protagonista, Benoît Magimel, me tirou suspiros durante a sessão. O filme é um romance que vai se transformando numa história de horror a la Hitchcock

Escrito por Desiree às 14h18
[] [envie esta mensagem]



Enquanto eu zapeava com o controle remoto a procura de um programa interessante, vi uma chamada para um que era algo como "boas perguntas merecem boas respostas".

Uma das perguntas era "você continuaria com alguém porque o sexo é fantástico mesmo o relacionamento não funcionando?". Foi ouvir a pergunta e ter uma das minhas histórias vinda à tona.

A gente sempre brinca com o termo "amor de pica". Não é nem amor, é paixão mesmo e daquelas avassaladoras. Quem não teve uma na vida? Estamos com alguém e não entendemos o porquê até o momento em que estamos no maior rala e rola. Chegamos a nos perguntar "como pode ser tão perfeito?". E no fundo nem é.

Tive uma relação assim. A nossa história não funcionava, pois éramos completamente diferentes, queríamos coisas diferentes, nossas opiniões sempre divergiam, gostávamos de músicas diferentes, tínhamos estilos diferentes. Enfim, éramos completamente o oposto. Eu insisti no "os opostos se atraem", mas hoje vejo que o único lugar que funcionávamos era na cama.

Eu percebi isso enquanto estávamos juntos, mas ao mesmo tempo eu negava que era só isso. Claro que não era só isso, pois havia várias coisas nele que me encantavam. O belo sorriso, a voz, a forma como olhava para mim, como me abraçava, as ligações no meio do dia, o jeito que cuidava de mim quando eu não estava bem. O problema é que ao colocar na balança os momentos turbulentos eram maiores que os momentos bons.

E aí vejo que não é simples responder esta questão, pois no primeiro momento a gente diz NÃO, mas quando estamos vivendo uma história assim, a gente quer mais é que ela continue.

Hoje quando trago esta minha história à tona as melhores lembranças é justamente esse encaixe que era tão perfeito que fica no topo delas.

E você, manteria um relacionamento apenas porque o sexo é magnífico, mas só ele funciona na relação?


Escrito por Desiree às 13h32
[] [envie esta mensagem]



Pensando um pouco no homem da minha vida, eu notei que o perfil dele mudou de uns tempos pra cá. Talvez seja a idade, talvez seja a crise do mercado, talvez seja minha ineficiência como conquistadora, talvez seja a libido, talvez seja minhas meras desilusões.

A parte mais drástica é que a faixa etária de repente começou a importar, não que seja relevante, mas conta e parece que finalmente estou saindo da fase teenager. De cancerianos eu também ando em greve e descarto cientistas sociais, filósofos e reacionários.

Claro que para tudo na vida há exceções e eu sou um ser bem flexível. Talvez meu homem ideal esteja menos gay do que outrora, mas ainda quero alguém que, pelo menos de vez em quando, diga o que sente, me liga no meio do dia, não carregue um troféu de rei do chopp, tenha mãos bonitas, goste de ir ao cinema, não ria das minhas fantasias e principalmente, que exija baixa manutenção, não seja turrão, tenha bom humor e não use sapato de bico quadrado caramelo.

E claro, preferencialmente que seja francês, pois como já afirmei: ando derretida pela terra do foie grás. E falando neles, hoje sonhei que F se declarava para mim. Nada como uma doce ilusão no meio de uma tpm.


Escrito por Desiree às 07h04
[] [envie esta mensagem]



Hoje tive um momento de desespero. Vi a chuva avançar o suficiente para a água cobrir os pneus do meu carro. Enquanto todos olhavam pela janela e comentavam, eu quase surtava. O pior, não tinha como ir salva-lo, pois não tinha como chegar até ele.

A chuva baixou e agora meu carro parece relaxado como se nada tivesse acontecido. Talvez estivesse ansiando por água e acabou na lama. Ainda não tive coragem de chegar pertinho dele e saber se houve algum dano. Espero que ele seja como meus homens: fortes.

Hoje foi um dia que eu não deveria ter saído de casa. Acordei virada do avesso, olhos fundos, olheiras e a cabeça prestes a explodir. Engoli uma aspirina e enterrei minha cabeça no travesseiro em busca de um mundinho mais confortável. Apaguei!

Acordei melhor, me enfiei numa ducha quase fria para tentar me animar e saí com um visual diferente. No trabalho a pergunta era se eu tinha mudado a cor dos cabelos ou se eu tinha cortado. Nenhum, nem outro. Apenas sequei diferente.

Ontem li um texto que resumindo era sobre viver o hoje como se não existisse o amanhã. O texto era muito bom, mas que raramente alguém coloca em prática. Não que não funcione, o que não funciona somos nós que achamos defeitos o tempo inteiro em tudo, tratamos as pessoas mais queridas nem sempre da forma mais apropriada. O texto falava sobre "amor" e é exatamente aí que mais pecamos. Sempre falo que devemos tratar nosso namorado como se fosse nosso melhor amigo. As coisas dariam muito mais certo. Mas não. A possessão sempre está a nossa volta permeada com nossas inseguranças tolas.

Eu já tive meus rompantes, já fiz muita chantagem emocional, já fiquei de mal por bobagens, já esperneei sem necessidade. E não adiantou muito. Só desgaste emocional e claro, no relacionamento. Somos, geralmente assim, mimadas e tolas.

Já falei várias vezes isso para mim: viver todo amor como se fosse o último. E vivi, porque sou intensa, porque mergulho, mas isso nem sempre foi a melhor opção, porque a intensidade muitas vezes cansa. Hoje prefiro uma sombrinha e água de coco.

O problema é que não somos práticas [especialmente as mulheres].

E chega de divagar, pois vou lá ver o que restou do meu carro e depois buscar um pouco de colo da minha mãe, porque estou precisando.

[post escrito em 19/01]


Escrito por Desiree às 11h05
[] [envie esta mensagem]



Recebi um email muito fofo de F. Vejo-o como um potencial pretê: é bonito, estiloso, simpático, cool, beija bem, aperta bem, é francês, gosta muito de poesia e literatura, é cinéfilo e tem um bom gosto musical. Resumindo: meu número.

O problema é, como qualquer um que seja o meu número, ele tem namorada, ama a namorada e está esperando a vinda da namorada para cá. Me lembro, como se fosse hoje, quando meu ex-namorado foi passar três meses do outro lado do oceano. Eu dei a maior força, mas meu lado emocional pressentia que as coisas não seria tão fáceis assim pra mim.

Afinal quem viaja [e tenho amigos nessa situação atualmente] tem, geralmente, data marcada para voltar. Tudo é novo, interessante, instigante... e até você passa a ser mais interessante, afinal você também é de fora. A nâo ser claro, que você seja o ser mais apagado e bege do universo.

Meu ex-namorado é bonito, tem um sorriso que faz qualquer uma derreter. Obviamente, um mês após a sua partida, uma ligação fria e um sexto-sentido que não erra, eu levei um fora.

Mesmo assim continuamos nos falando como se nada tivesse acontecido, afinal eu era apaixonada demais e não queria ceder tão fácil deixando-o em paz. Transformei-me na pessoa mais doce, mais instigante, mais interessante e até fazíamos planos de como seria nosso reencontro. Formalmente não namorávamos.

Ele voltou e tudo seguiu como antes. Quer dizer, mais ou menos, porque quem mais tinha mudado nesse período era eu e não ele. Um dia, naquelas conversas desnecessárias, eu perguntei o porquê dele ter terminado comigo. Ele apenas respondeu que não poderia ficar sem sexo por tanto tempo, mas não achava legal sair com outras pessoas namorando comigo. Ok, eu também saí com outras pessoas e até me apaixonei nesse período [a paixão acabou mesmo antes dele voltar].

Aí volto a F. Ele contou ao meu amigo que adora latinas. Eu não tenho um perfil muito latino. Quer dizer, tudo depende do que é ser latino. É ser "caliente"? Se for isso, eu sou latina, mas ainda acho que isso tem muito a ver com a minha idade e não exatamente pelo fato de eu ser latina. Agora tudo está mais a flor da pele e não é fácil lidar com isso.É como se dentro de mim tivesse uma revolução acontecendo que me deixa um pouco em frangalhos por essa vida "no-sex-and-the-city". É, porque as coisas só andam mesmo no verbo, porque na prática eu tenho que dar conta de tudo sozinha.

Estou com medo de estar pudica demais. Olho a lista de telefones quando estou em polvorosa e fico "hmmm... vou ligar para quem?". E não ligo para ninguém. Eles ligam querendo sair e saio pela tangente. Enfim, o que quero eu?

Como a intenção não é namorar neste momento, F parece ser uma boa opção. Porém, como ele não está tão a mão, ontem em um momento pós-cerveja eu liguei para T, o que faz eu achar que estou carente.


Acho que a TPM chegou.

Escrito por Desiree às 07h38
[] [envie esta mensagem]



Eu queria me apaixonar ouvindo "Howl" do BRMC. Tão linda e eterea. Música para fechar os olhos, beijar devagar, deixar as mãos escorregarem, roçar um corpo no outro. Eu tenho uma relação com esa música como se algo muito especial tivesse acontecido e ela tivesse sido a trilha daquele momento.

Não lembro. Talvez tenha sido algo muito inconsciente. Meu i-Tunes está sempre tocando, mesmo que eu não esteja em casa. É uma forma de deixar a casa alegre e ter uma trilha sonora para meus pequenos momentos cotidianos. Então essa música pode ter tocado em algum momento especial, seja um momento a sós comigo ou compartilhado com alguém e eu não ter me dado conta.

Eu acho super bacana quando temos uma música que marca um momento nosso com alguém. Você ouve a música e lembra da pessoa x. No meu último namoro a nossa música era "Love will tear us apart" do Joy Division, obviamente que nossa história não poderia dar certo [apesar de ser uma das minhas top 10 da vida].

O problema é que nem sempre a música que marca o momento é a melhor. Namorei uma pequena vida com uma pessoa e a nossa música era "Every rose has storm" do Poison. Não vamos comentar o fato de ser Poison, eu tinha apenas 17 anos e isso faz uma pequena vida e meia que aconteceu. O curioso é que essa música era o tema do ex-namoro desse namorado. Só que não teve jeito. Tentamos nos livrar, achar outra música, mas essa marcou e ponto.

Há não muito tempo atrás eu fui no casamento dele e para a minha surpresa a música tocou. Claro que eu me derreti em lágrimas. Como assim a "nossa" música tocando no casamento dele com outra? Será que a música era trilha de todos os namoros dele?

Vou ter que tirar isso a limpo enquanto espero um novo namorado para preencher essa lembrança vazia que Howl me traz.


Escrito por Desiree às 04h47
[] [envie esta mensagem]



O dia foi bem chato. Voltar da praia e se adaptar a rotina não é fácil, em especial quando o dia é tenso porque você desconfia que não verá o show que tanto quer.

Fui tocar numa festa e o repertório foi meio electro, meio rock´n roll. Tentei dar uma animada na pista, mas as [poucas] pessoas que apareceram queriam mesmo era conversar e trocar frustrações. Uma tinha ficado treze horas na fila e saiu de mãos abanando!

Cheguei lá e me deparei com Seth. Uma deliciosa surpresa sempre presente. Ah, esses meus homens sempre me fazendo derreter. Ficou ao lado da cabine o tempo inteiro, deu pitacos, riu quando soltei o cd errado. Artic Monkeys, Clap your Hands, The Adored, Editors, Placebo, New Order, Pixeltan, Audio Bullys, Chemical Brothers, Vive La Fête, Scissor Sisters, Interpol foi a mistureba que fiz [entre outros]. Foi um momento "estou na sala de casa e vou tocar o que sempre quis ouvir na pista e ninguém tocou".

Eu e ele dançando, rindo e tomando cerveja. Aí o F chegou e o Seth achou que já tinha cumprido sua missão e me deixaria em boas mãos. Eu abandonei as pickups e fui dar uma voltinha no bar atrás de um bom papo. O sono não permitiu que eu travasse uma conversa boa. E claro, as perguntas de sempre:

- E aí Dê, como anda o coração?

- Tá namorando?

- Arrasando muito por aí?

- E os bofes?

Parece até que vivo a caça de... ou que preciso ter alguém para estar bem. Que saco! A resposta hoje foi:

- To sozinha e ótima. - e ri...

Claro que dei uma paquerada básica num alemão que apareceu por lá, mas não meu deu a menor bola. Só me notou quando toquei Clap Your Hands, depois deu tchau e foi embora.

Quando F saiu das pickups veio todo afoito dizendo que tinha que me contar algo:

- Dê, eu tenho que dizer, eu fiquei com K.

- Ah, eu já sabia. - e ri, porque acho que K era a última pessoa com quem ele deveria ficar, é ótima, mas muito chatinha e já namoraram, não deu certo, ambos falaram um pouco mal um do outro.

- Me senti mal por ter mentido para você.

- Não entendi o porquê de ter mentido.

- Mas foi bom, vi que não tenho mesmo que ficar com ela.

- Tá, mas?

- Ah, era isso.

E então abraçou minha amiga que estava ao nosso lado e tem o namorado mais ciumento do planeta. Dei uma puxada nele e avisei que ele corria riscos de apanhar e não saber o porquê.

Fomos para a pista. Aí veio o comentário:

- Ah, pena que ela é noiva.

- Quem?

- A que casou.

Ou seja, já era outra.

- Você não tem amigos homens?

- Por quê?

- Não sei porque insiste em falar comigo sobre mulheres. Desculpe-me, mas não sou "camarada".

Aliás, já ficamos juntos, ele já pisou na bola, eu já fiquei puta, já perdoei e virei amiga. Aliás, sou ótima mesmo.

Resolvi ir embora a francesa Paguei minha conta e saímos. F me puxou e me deu um beijinho na boca. Tive vontade de manda-lo para aquele lugar, mas ele foi naquele momento o ser mais fofo do planeta. Só faltou dizer que me adorava e me abraçar. Eu não sei o que ele provoca em mim, mas acho que às vezes me irrita um pouco. É, tive um interesse no passado, mas que foi massacrado pela canalhice dele.

Vou dormir... e Artic Monkeys é a banda do ano mesmo.


Escrito por Desiree às 17h26
[] [envie esta mensagem]



O final de semana foi a delícia das delícias, em especial porque no meio dele F. me ligou com seu sotaque francês que me causa arrepios, mas que fez eu não entender quase nada que o rapaz falou. Sol, gente bonita, risadas, cerveja, corpos semi-nus, clima bom. Eu queria ir para a praia todo final de semana, mas meus compromissos já fazem uma nova viagem ser possível somente em fevereiro.

Eu estava com uma vergonha danada de tirar a roupa e me enfiar em um bíquini ínfimo, tanto que comprei dois novos um pouquinho maiores para dar uma disfarçada nas minhas formas. Sou magra, mas estou na fase imperfeição com a pele e com o culote que cisma em ficar ali para sempre. Quero malhar, mas morro de preguiça.

As pessoas dizem não reparar, mas pelos óculos escuros é possível ver os olhos do povo passeando pelo seu corpo. Praia é assim, ninguém passa em branco, mas o pior é o nosso olhar crítico sobre o nosso próprio corpo. Homem geralmente é mais desencanado [com eles mesmos], mas nós mulheres cismamos com qualquer mínima imperfeição.

A minha vida seria mais fácil com topless, porque tive que ficar driblando as ondas e de olho o tempo inteiro na parte superior do bíquini, pois a cada onda, era um pedacinho do tecido que ia para o lugar errado. Preferia não me preocupar com eles. Talvez eu me dê uma comissão de frente de presente neste ano. Acho bonito.
E os comentários que ouvi no final de semana:

- Dê você é menos magra do que parece quando está vestida. O corpo está ótimo.

- Nossa, é a primeira vez que te vejo sem qualquer produção. Que engraçado te ver assim.


- Tá branquinha mesmo, hein? - [só tinha gente loira na turma, eu era a única morena e mais branca e todas]

- Para que protetor 20? Desse jeito vai continuar tão branca quanto veio.

E após o retorno para São Paulo, a mãe de um amigo solta quando me vê:


- Ué, você não foi para a praia? Está mais branca que os meninos daqui de casa que não viajaram.

Ou seja, eu não passei mesmo incólume dessa vez. Na próxima eu apelo para um bronzeamento a jato e viajo me sentindo temperada no açafrão. Será que alguém vai reparar?

--> enquanto isso a tortura da possibilidade de não ver Franz Ferdinand continua


Escrito por Desiree às 10h00
[] [envie esta mensagem]



Segunda-feira tumultuada na cidade. Assim como milhares de pessoas, eu fui tentar comprar meu ingresso para o show do U2, mas desisti mesmo antes de estacionar o carro. Um amigo que pegou a fila às 8h e ainda está de plantão, sendo que nas últimas duas horas não houve sequer um passinho para frente.

Pela primeira vez eu sinto saudades da Ticketmaster, que monopoliza, mas funciona. E eu nem quero ver o U2 tanto assim, a minha ida é pelo Franz Ferdinand, que é outra coisa que me irrita, porque como trazem um Franz Ferdinand para tocar no máximo uma hora num lugar daquele tamanho? Não poderiam fazer um showzinho a parte? Que tal lá em casa?

Agora eu quero é que tudo aconteça na minha casa. Na próxima sexta vão filmar um longa na minha sala. Eu tentei, inultimente, conseguir trazer para a minha casa um irlandês que toca somente em apartamentos, mas morar no primeiro andar limitou as nossas negociações. Quarta tem bota-fora de amigo lá em casa. Enfim, vou começar alocar meu espaço, pois acho que posso faturar alguns dinheiros.

Sinta-se em Roma
aqui
!


Escrito por Desiree às 09h27
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]