Essa é a semana internacional do sexo virtual. Não sei se seria capaz, mas confesso, já fiz. Quer dizer, não fiz. Eu ficava escrevendo bobagens e animadinha com o que eu lia, mas só [não tinha ação, entende?]. Afinal as mãos estavam ocupadas com o teclado. Webcam nem pensar, porque eu não acho que sou boa na telinha. Até fiz curso de vídeo, mas não me saí bem, então para que insistir e quebrar qualquer encanto virtual, hein?

Hoje cheguei no trabalho e um amigo veio correndo contar para mim e para a minha vizinha de mesa sobre sua noite picante. Logo parei o que eu estava ouvindo para saber dos detalhes. No caso dele, ambos tinham webcam e tudo começou com a garota ameaçando levantar a blusa e de repente, uhuu... lá estava a telinha preenchida com o frontal avantajado da garota, que conforme a descrição dele estava tudo em cima.

Claro que ele se animou. E aí a história foi longe. O bom é que parece que sexo virtual demora mais do que sexo real. Muita provocação, preliminar, olhares, risinhos. Deve ser assim. Talvez eu crie coragem e experimente um dia. Quem sabe eu tiro meu ex-pretê holandês da geladeira e o presenteie com uma hot session?

Confesso que eu não teria coragem. Sei lá, já me vi em vídeo e achei tudo péssimo. A insegurança não permitiria. Certa vez eu o provoquei no msn. Nada de palavras diretas ou ação preliminar. Apenas entrelinhas. Era ótimo ver a expressão dele se alterando na telinha. Parou aí. Ninguém teve coragem de ir adiante. Ficar com vontade contida não é pra mim.

Até lembrei de uma crônica do Xico Sá em que ele aceitou fazer um teste [acho que era para a Trip] de transar com uma ovelha inflável. E não é que conseguiu e parece até que o negócio foi bom! É, noites solitárias existem, vontades incontidas também. Nada como ter uma válvula de escape para esses momentos. Eu preciso arrumar um.

E depois da história picante do meu amigo [ele contou para nós quase todos os detalhes], foi a vez de eu me surpreender com uma outra amiga. Ela também andou praticando tal ato através da telinha. E viva a banda larga!

Não sei se as coisas foram tão longe. No caso dela, ela teve mais sorte .Ele tinha webcam e ela não. Ele mostrou tudo e apenas ficou imaginando o que rolava do outro lado da telinha, enquanto [imagino eu] ela provavelmente contava detalhes de como estava. O rapaz ficou tão animado que disse que vai mandar uma webcam de presente para ela!
E viva pessoas que tem dinheiro para presentear as outras.

Vou tomar banho, porque depois de ter um dia recheado de histórias picantes, o clima esquentou e eu estou na fase em que parece que a lei é a abstinência. Coitada da minha pele.

Enquanto isso, do outro lado do trópico, um amigo me conta excitadíssimo que amanhã irá fotografar a bonita da Isabella Rossellini no Berlinale. É chique demais.

--> vcs viram que bonitinho meu ipod abaixo do meu profile? é só cilcar lá para saber o que eu ando ouvindo

Escrito por Desiree às 14h48
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Raramente um "ficante" de balada ultrapassa a porta do local com você, a não ser que seja para ir parar no seu quarto e, provavelmente, sumir na seqüência. Alguns casos fogem à regra, você recebe um telefonema inesperado e então vem o [muitas vezes temido] segundo encontro.

Baladas são geralmente escuras, o que melhora a aparência de quem as frequenta. E ainda a intensa produção a qual nos entregamos para ficarmos mais "atraentes", porque como disse uma amiga, quem para a pista é porque alguma coisa quer, mesmo não assumindo nem para si mesma. O alcool dá o toque final e melhora ainda mais.

Resumindo: geralmente a pessoa com quem você fica muitas vezes não é a que você encontra no segundo encontro.

Segundo encontro é cada vez mais raro e gera uma certa expectativa. Eu tive alguns e apenas um vingou em namoro. O duro do segundo encontro é domar a nossa própria insegurança. Geralmente imaginamos ele [fisicamente] melhor do que é, o que faz a gente acreditar que ele também tem uma visão de uma pessoa que não é você [sempre achamos que ele tem uma lembrança melhor do que somos na verdade... isso sim é o nosso pocinho de insegurança].

Eu já fui para segundo encontros com as mais temíveis dúvidas. O que rendeu em namoro, eu tinha cismado que ele estava bem acima do peso, apesar de não acha-lo gordinho quando ficamos juntos, mas a camisa larga dele parecia esconder alguma coisa e escondia o que eu já imaginava, uma barriga não muito atrativa. Claro que isso não foi um empecilho para meu interesse se esvair no primeiro sorriso. Ao contrário, eu fiquei de quatro e me apaixonei. Armadilhas do coração, claro.

Tive uns encontros bem desastrosos. Uns em que eu pareci até mais do que o outro imaginou e outros em que eu era muito menos do que ele esperava. Em uns eu fugi do terceiro encontro, em outros eu acendi velinha para ele rolar e não rolou.

Uma amiga me contou que para ela o segundo encontro foi quase traumatizante. Ela estava bem nervosa com os pensamentos normais desse momento: e se ele não gostar de mim? Pois bem, assim que o encontrou, a primeira frase dele foi "nossa! como você é baixinha!".

Eu já tive todas as impressões possíveis do que acharam de mim no segundo encontro que eu falava demais, que eu era decidida demais, que eu era independente demais, que eu era feia demais, que eu era magra demais, que eu era legal demais.

Alguns valiam a pena, outros não. Hoje lendo a coluna da Antonia Pellegrino na TPM, eu concordo quando ela questiona se o amor saiu de moda. As pessoas estão mesmo cada vez com mais medo de se envolver, o que faz um segundo encontro ser cada vez mais raro. E eu romântica como sou, sofro um monte por causa desse nosso mundinho moderno & confuso.

Pergunta a um amigo, mas respondida por uma amiga:

- O que faz você fugir de alguém?

- Achar que a pessoa está se envolvendo comigo. - responde ela sem titubear


Escrito por Desiree às 08h27
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Hoje fiquei brava porque um amigo que gosto muito andou falando mal de mim. O problema nem é falar mal, mas é falar mal de mim para um grande amigo meu, que aliás, foi eu que o apresentei. E além de falar mal de mim, acha que sou louca por ele. Pois bem, louca eu não sou. Louca sou de um dia ter cogitado a idéia de ficar com ele.

Ele é D, o tal "ex-pretê na roda". Diante da minha indignação pelos comentários tecidos por D., eu resolvi coloca-lo temporariamente na geladeira, o que representou deleta-lo das teias cibernéticas que nos ligavam. Claro que ele percebeu e perguntou se eu tinha batido a cabeça. Ignorei.

É isso, nunca deixe uma mulher furiosa, pois tendemos à vingança, mesmo que ela não seja necessariamente uma vingança clara. Depois, já no carro em direção à minha casa e com D na minha lixeirinha ciber, eu comentava indignada com a minha amiga o que D falou a meu respeito.

Ela concordou num ponto: como ele fala mal de mim para o meu amigo? É, esse foi o erro dele, porque como podemos falar tão mal do mundo o tempo inteiro?

Eu já fui uma pessoa mais bacana e ultimamente ando uma pecadora compulsiva. Talvez sejam as más influências, porque há fases que sou assim: altamente influenciável, em especial quando estou na tpm. E ando falando mal mais do que deveria [vários puxões de orelhas, por favor!]. Um hábito adquirido há pouco tempo, mas que tem me tornado uma pessoa detestável.

Obviamente eu não tinha sacado isso. Cá estou revendo esse meu ladinho "big brother" e me colocando na linha, senão eu corto alguns dos meus pequenos prazeres em vingança a mim mesma.

Homem fala mal das pessoas, mas num grau muito inferior às mulheres. Como podemos achar defeito em tudo, criar um problema em pequenas bobagens e achar desvio de caráter no mundo e achar que somos as únicas ótimas e perfeitas?

Pois bem: aqui está meu manifesto contra minha boca, que será daqui por diante mais generosa [ou muda] em relação ao mundo. Ah, e claro, hora de falar menos [também não é calar a boca para sempre], porque mulher que fala demais é muito chato e acho que muitos dizem por aí:

- Ela é legal, mas falaaaaaaaaaaaaaaaaaa que é uma coisa!

Já está na minha listinha básica de coisas que quero fazer e eu chego lá.


Escrito por Desiree às 15h35
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Tenho alguns amigos gays, mas poucas amigas lésbicas. Estou acostumada a ouvir deles as histórias mais surreais do planeta, já em relação a elas para mim tudo parece muito velado. Geralmente elas não me contam nada e eu fico curiosa em saber como as coisas rolam.

Eis que vem uma confissão na mesa do almoço. Tudo começou numa festa que fomos num final de semana. Minha amiga estava animadinha e parecia um ventilador, tanto virava a cabeça para ver a mulherada que chegava. O tipo ideal apareceu, mas acompanhada e ela foi enchendo a cara o suficiente para ficar mais generosa na escolha.

A essas alturas, uma outra amiga que nem é do babado também virava copos e copos. Enquanto uma pulava, a outra ia caindo cadeira abaixo. Eu, mais sóbria do que nunca, me divertia com a situação. Fui dar umas voltinhas e quando voltei, me deparei com as duas se agarrando. Ri e não acreditei. Ela com ela? Ahn?

No dia seguinte fomos todos almoçar [com exceção da minha segunda amiga] e já chegamos colocando a primeira na parede:

- E aí, ela dormiu no seu apê?

- Claro que não. Me deixou lá e foi embora.

E então tirou o celular da primeira amiga da bolsa e pediu para eu devolver a ela.

- Ué, mas como ela esqueceu o celular com você se foi ela quem te deu carona?

Tempo vazio, comida na boca, chama o garçom, acende um cigarro, ri.

E os três olhando para ela esperando uma resposta.

- Ela dormiu lá.

- Ahhhhh - quase em coro!

- Mas conta, o que rolou?

- Não rolou nada. Ela chegou, deitamos e dormimos.

- Sei. Conta logo!

E a cada espremida, um detalhe vinha à tona. No final tinha rolado tudo e ela estava passada com a habilidade da nossa amiga que nem do babado é, mas foi a mais ativa que ela cruzou na vida, que a fez ver estrelinhas tão rapidamente, já que nossa amiga parece ser dona de dez dedos mágicos e sabe bem o que fazer com cada um deles.

Os detalhes foram pra lá de generosos e eu não ouso compartilhar. A dona dos dedos mágicos virou para minha amiga a "referência". De acordo com P a dona dos dedos mágicos é dez e P já anda sofrendo com as comparações que fez depois da intervenção da dona dos dedos mágicos na sua vida.

Até eu fiquei curiosa com tal habilidade!!! Afinal não é sempre que você ouve [ou conhece] alguém dizer que alguém tem dedos mágicos.

ps: meu blog sempre fica mais picante quando minha vida está no banho-maria


Escrito por Desiree às 09h50
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Há sites que fazem eu esquecer do tempo e me deliciam. Ao invés de ter um delicious, eu optei por uma delicatessen, que é um blog anexo [já estava na hora de ter um "puxadinho"] com os links que fazem a minha cabeça no dia-a-dia.

Ainda está nascendo.... mas todo dia terão destinos novos.


Escrito por Desiree às 10h26
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Após um dia andando pra cima e pra baixo, eu arriei cedo na minha cama, mas claro, isso durou pouco, pois meu celular após às 21h de qualquer sábado assemelha-se a uma central telefônica. À 0h eu virava uma garrafa de vinho com um amigo enquanto assistíamos "Matrimônio à italiana" com os belíssimos Sophia Loren e Marcelo Mastroianni. Queria eu ter aqueles lábios carnudos e oferecidos da dona Loren.

Olho no espelho e parece que minha boca simplesmente sumiu após passar quase duas horas com a bocuda engolindo a tela da minha tv.

Depois chegaram outras pessoas e aí vieram outras e à 1h30 o grupo na minha sala já era outro. Éramos três balzaquianas e um amigo intruso. Claro que a essa hora da madrugada e embalados por um beck, o assunto era sexo.

Uma era a mais nova balzaquiana da roda, outra já tinha enfiado os dois pés na fase e a terceira caminha para a era da loba. Todas em plena forma, com os hormônios ululantes e se sentindo no auge dos seus vinte anos. O ouvinte da roda estava também na nossa faixa etária e dava vários pitacos na nossa conversa.

- É, sexo oral não dá para fazer na primeira.

- Eu também acho, mas olha, com o russo não deu para segurar. Ele chegou abrindo minhas pernas e me fez ver estrelas enquanto me devorava. Eu não ia mais vê-lo, então não deu para perder a oportunidade.

- Eu faço só a partir da terceira vez.

- Ai, eu nunca aguento esperar. Adoro. Vejo e já quero colocar a boca. Sabe, criança? É igual.- Há mais homens que não sabem fazer do que os que sabem fazer.

- Então eu dei mais sorte que você.

- Talvez você tenha feito menos sexo que eu.

- Eu prefiro que façam em mim a fazer nele.

- Ahhh... eu já prefiro mil vezes fazer!!!

- Sério?

- Sim... me dá um tesão danado. Você goza com sexo oral?

- Não. Pra mim é um caminho para chegar lá, mas tem que rolar o finalmente.

- É, eu também não consigo.

- Como não?? Eu tenho é que me segurar.

- Ah, quando eu fazia sexo oral na minha ex, eu sempre ficava cansado. Aí eu ficava com a língua dura e começava a mexer a cabeça. - fala o único homem da roda e mostra como era e todo mundo ri

- Credo! Jura que você fazia isso?

- É, ela olhava e dizia: você está cansado, né?

- Pra mim nada melhor que um 69.

- Jura? Eu não consigo. Não tenho coordenação motora. Ou faço. Ou recebo. As duas coisas ao mesmo tempo comigo não funciona.

- Como não?

- É, simplesmente não funciona.

- Qual é a posição mais fácil para fazer você gozar?

- Eu morro com a posição "indiozinho".

- Indiozinho? - os outros três que ouvem exclamam e é mostrado como é a tal posição

- Hahahahahahahaha... - os três riem - Mas é bom demais mesmo desse jeito. - concorda uma

- Eu gosto de costas, deitada e com o corpo suspenso.

- Como assim? Mostra.

E é feita a demonstração.

- Jura?

- Sim. E olha, tenho que me segurar, porque vem que vem, viu?

- Papai e mamãe eu acho um perigo.

Ninguém dá atenção a esse trecho.

- E odeio quando o cara já chega metendo a mão em tudo. Tem que ter muito beijo na boca.

- É, concordo. Mal te beija e já está enfiando a mão nos seus peitos.

- E aqueles que te dá um beijo e já leva sua mão para o pau dele?

- Ahhh... não dá! Não é assim que funciona.

- Olha, eu me masturbo desde os seis anos de idade. Fui transar pela primeira vez já com 20. E claro, não enfiava o dedo porque na santa inocência eu achava que ia perder a virgindade. Então imagina quando rolou? Não dá para chegar enfiando. Tem que ter um trabalhinho antes.

- É, eu só gozo se houver um estímulo. Tem que me tocar.

- Se eu estiver de costas nem precisa. É a única forma que eu consigo gozar sem ser tocada.

- Jura? Eu só consigo gozar se me tocam.

- E vocês não acham que quando chegamos aos 30 as coisas pioram?

- Com certeza. Eu estou muito pior. Quero muito mais do que antes. Esse papinho de que garota de 20 anos tem mais apetite é uma mentira.

- Eu também acho. Minha disposição hoje é muito maior do que quando eu tinha 20 anos.

- Eu prefiro os mais novos.

- Eu também. Eles tem mais disposição.

- Mas tem que ter qualidade, né? Chegar que nem coelhinho e mandar ver não dá.

E todas imitam um coelhinho e gargalham.

Placebo que estava tocando acaba. Hora de ir embora. Todos se despedem e se vão. Ficamos em duas na sala.

- Vem cá, quero contar o que rolou - diz minha amiga

Eu que ando numa abstinência de dar medo, não me sinto muito disposta para ouvir. O almoço já tinha sido recheado de picardias de uma amiga que terminou um namoro de muitos e muitos, mas muitos anos e foi passar dez dias no Rio. Aprontou até não querer mais. E eu apenas disse:

- Preciso viajar um pouco. Tudo rola quando não estamos na nossa cidade.

E enquanto minha traga seu cigarro, esboça um sorriso maroto e fica levemente vermelha, me conta sem muitos detalhes como foi sua primeira noite com meu ex-pretê. A descrição faz eu ter certeza de que não rolava mesmo química entre nós. Ela ainda arrisca:

- Jura que isso tudo não te chateia?

- Ai ai ai... já falei um montão de vezes que não. Quando nos beijamos, eu saquei que não tinha química. Então pra que tentar ir adiante?

- É, se não rola química não tem jeito. Comigo já rolou uma química legal.

- Então aproveita!! Boa noite...

E passei a noite sendo devorada pelo Bono Vox.


Escrito por Desiree às 05h42
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