Uma das piores situações que alguém pode passar é ser flagrado de forma comprometedora. Eu já passei por isso e foi constragedor [como deve ser sempre]. Lá estava eu no maior rala e rola com um ex-namorado, quando o irmão dele entra no quarto sem ao menos bater na porta. Por que não trancamos? Sei lá, flagras sempre acontecem porque esquecemos de alguns cuidados básicos.

Hoje fiquei sabendo de uma amiga que foi flagrada pela mãe do namorado. A cena foi a mais tosca: os dois estavamo absortos num 69 quando a distinta senhora entrou no recinto, que além de estar abrigando a cena, deveria estar com o típico cheiro no ar. Será que ela sentiu da cozinha?

Os dois se enfiaram debaixo das cobertas, mas claro, não dá para disfarçar. A minha amiga ainda disse que olhou para a boca do namorado e estava naquele estado "lambendo os beiços".

Claro que agora ela vai dar um tempinho até voltar a casa dele. Uma outra amiga, que também ficou chocada com o flagrante, sugeriu pedir desculpas à sogra. Desculpas do que? Como a própria flagrada disse:

- Mando flores e um cartão dizendo "desculpas pelo boquete".


Escrito por Desiree às 08h22
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Eu até gostaria de ver Rolling Stones novamente. Tenho ótimas lembranças da sua última passagem pelo Brasil. Segundona fria e molhada e eu nas mãos de cambistas. Sorte de última hora, a chuva afastou os menos animados e acabei saindo sem prejuízo e ainda com uma camiseta de brinde. Encarei a empreitada sozinha e depois, sem ter como voltar para casa, eu fui dormir no namorado embalada por "satisfaction".

Agora o rock está na moda mais do que nunca. O mundo curte rock, nossos pais curtem rock, os vizinhos curtem rock. O que um dia foi sinônimo de transgressão, hoje é unanimidade permeada por anseios.

Não vou para o Rio. Uma preguiça danada de encarar o provável aperto e até um medinho. Há um lado que queria muito estar no meio da bagunça, mas o lado velho não permite, assim como a conta bancária colabora para o lado preguiçoso.

Enquanto aqui no trabalho todos estão de malinhas prontas para o Rio, eu encaro uma ressaca a base de café e analgésicos para aliviar a enxaqueca. E fico embalada por "you could have is to much better" para aumentar a vibração que antecipa a chegada do Franz Ferdinand aqui pelos trópicos.

Depois de encarar o stress de achar que ficaria fora dessa, agora chovem ingressos por todos os lados. Quem dá mais? Até para amigos mais desavisados eu consegui ingresso de última hora pagando o preço dos justos: o da bilheteria. Amigos enviam emails perguntando se sei quem quer ingresso, mas claro, com reajuste astrônomico. Todo mundo querendo ganhar em cima do desespero alheio. Eu que pude comprar oito ingressos, comprei apenas cinco, pois não sei super faturar minhas vendas, talvez por isso eu seja uma pessoa tão falida.

Assim como amanhã será um sábado especial para muitos, terça será bem especial para outros muitos incluindo eu, que estou em polvorosa pela chance de cantar "Walk Away" e "Do you want to" com Alex Kapranos e morrer um pouquinho, já que dizem por aí que o orgasmo é uma pequena morte e show de rock de banda que gosto é sempre orgástico [que bom, assim eu libero o que está contido e dou um jeito na pele, já que chocolate não está dando conta].

E viva o rock´n roll!! Que o rock continue em alta e que venham muitas bandas abalar nossos corações moles e acabar com nossas cordas vocais.


Escrito por Desiree às 06h47
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Eu ando cheia de más intenções. Talvez eu até tenha nascido má intencionada e passado parte da vida disfarçando. Até o final da adolescência eu era pudica, cheia de preconceitos, ingênua e sempre que passava o caderninho de recordações no final do ano vinham mensagens que na interpretação soava como "que você continue essa pessoinha medíocre e ingênua".

Hoje eu estava de pernas para o ar na varanda, ouvindo Coldplay e lendo sobre a chegada da temida velhice. Eu que sou uma balzaquiana tenho de vez em quando terríveis medos de envelhecer. Às vezes me olho no espelho e me deparo com minhas linhas de expressão mais marcantes e fico desconsolada.

Depois passa, até porque em todos os outros quesitos eu me prefiro hoje. Ontem tive um almoço com amigas com quem eu trabalhei há um tempo atrás. Todas são casadas e mais velhas que eu. Enquanto eu desfio meus últimos afetos e desafetos, elas comentam suas crises conjugais. Sinto-me uma adolescente enquanto falo da minha vida agitada enquanto elas parecem preocupadas demais com o dia-a-dia.

E então eu concordo com a matéria que li que envelhecer é um processo diferente do que enxergamos. Fiquei boquiaberta com dona Elza Soares contando sobre sua vida. Que mulher é essa? Como questionou a repórter: de que planeta ela veio? Idosa, mas muito mais jovem do que muitas amigas que tenho [só para citar as que eu conheço], vaidosa, bonitona, festeira, viva. Deu até vontade de envelhecer. E como ela falou, nosso país é preconceituoso demais com a velhice. Por isso preciso ler matérias assim para sair do comum e enxergar com outros olhos a velhice. Temos alguns discursos prontos, mas na real tudo é diferente, ganha uma conotação negativa, nos deixa desconsolada.

Aí eu voltei ao banheiro e até achei minhas pequenas expressões simpáticas. Ri do meus cabelinhos curtos com presilhinhas coloridas, da boca torta pela anestesia dada pelo dentista no final do dia, os olhos curiosos, as pequenas espinhas que insistem ainda em aparecer na lateral do meu rosto esquerdo [só tenho espinha do lado esquerdo.... será alguma disfunção ou um sinal de que o lado esquerdo do meu corpo é prejudicado, incluindo o cérebro?].

Claro que depois do tapa na cara, eu resolvi brindar à minha idosa juventude e passei a noite dançando rock´n roll e claro, voltando às minhas más intenções que fez eu me divertir um bocado no último final de semana e brindar em dobro ontem.


--> ps: passem na minha delicatessen

Escrito por Desiree às 06h15
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Esticando o assunto do post anterior, hoje li no UOL que numa pesquisa no Canadá foi detectado que 82% dos jovens que responderam são praticantes de sexo virtual. Como eu cresci sem computador e o máximo da tecnologia presente na minha vida foi a chegada do video-cassete, eu "ainda" não sou uma praticante do ato, pois não dou conta. Prefiro as provocações.

Já quem nasceu com computador em casa e cresceu fazendo tudo no computador, o sexo é apenas mais uma atividade resolvida também através da tecnologia.

E falando em tecnologia, a descoberta do dia foi o "bluetooth vibrator", que eu não poderei ter porque o brinquedinho custa módicas 120 libras. A idéia é genial e acompanha a nossa evolução tecnológica. É assim: você compra o kit que vem acompanhado de um celular e as vibrações variam de acordo com a mensagem enviada. O site ainda complementa: você diz o que sente e o vibrador faz o resto.

O ideal deve ser receber mensagens longas, pois imagino que um mero "oi" deve provocar apenas um choquinho. Fico imaginando passar o dia com um brinquedinho desse. Estou trabalhando e de repente recebo um torpedo! O duro é se manter ilesa na cadeira e claro, manter a pose e não ficar virando os olhinhos em pleno expediente.


E pergunto o mesmo que a minha amiga "será que se a mensagem for escrita em maiúscula, a vibração será mais forte?'.

Escrito por Desiree às 11h42
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