Ando cogitando com um amigo de fazer um podcast do meu blog. Aí penso se tenho desenvoltura suficiente para soltar minhas pérolas com minha voz rouca e sexy.Vai parecer um tele-sexo. Não sei se vai funcionar. Não há nenhum podcast que eu ouça, mas acho a idéia interessante. Hoje em dia mal temos tempo de respirar, fico imaginando ler meus posts homéricos. Alguém vai me ouvir?

Será que vou ter que fazer um curso de impostação vocal e aprender a articular para ter um podcast? Particularmente não gosto da minha voz e não sei o quanto ela pode soar agradável a quem me ouve.

Vou fazer um teste, antes preciso de um gravador decente para não ter várias interferências externas. Claro que pensei no quanto pode ser divertido andar com o gravador pra cima e pra baixo, pois tenho conversas hilárias com meus interlocutores de vez em quando que lamento não grava-las. Minhas idéias mergulhadas numa taça de vinho são muito melhores do que minhas idéias mergulhadas em café e água.

O que vocês acham de um podcast? A idéia soa divertida ou chata demais?

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Hoje eu e uma amiga resolvemos pedir para ser estagiária do Lúcio Ribeiro [ou mesmo para substitui-lo], já que tudo que ele publica vira tendência e nós antecipamos a chegada de "she wants revenge", que foi nossa banda da semana e espalhamos pelos quatro cantos o que anda rolando nos nossos i-Tunes [tá, sabemos que não fomos as primeiras]. Quem for ao Coachella poderá assisti-los ao vivos. Viva o myspace.com!!! Ouvi-los durante a semana me atiçou a ir conferir "sister of mercy" ao vivo, pois a banda marcou minha adolescência quando minha diversão era ir com os amigos para o cemitério com uma garrafa de vinho chapinha nas mãos e cantando "temple of love".


Escrito por Desiree às 06h34
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Fui a uma festa ontem e fui derrubada por três cervejas e risadas que me contorceram. Quarta-feira é um bom dia para dormir cedo, mas eu não consegui mesmo após horas pulando no Morumbi.

Enquanto eu dançava, me dei conta de que não há nada tão sexy quanto uma calça jeans. O melhor é que é possível descobrir se uma pessoa tem bom gosto só pelo modelão do jeans escolhido.

Percebi que não conseguia mais parar de reparar nas calças jeans alheias. O lugar, frequentado por modernos plantonistas, estava recheado de belas escolhas. As melhores são as dos gays. Eles sempre tem bom gosto. Incrível. Tá no gene?

- Seth, calça jeans é genial, não acha?

- Ahn?

- Não há nada tão sexy como uma calça jeans. Olhe em volta.

- Ahn?

Eu estava com uma muito bonita ontem. Escura, cintura baixa, justa e reta. Zara. Eles sabem fazer calça jeans. Sorri diante da constatação de que eu fazia parte das pessoas de bom gosto [claro que sob meu próprio olhar, o que é por si só muito suspeito]. Reparei também na calça do meu amigo. Ele tem muitas calças jeans bonitas. Gay. Ele não erra. Quer dizer, tem uma calça jeans que quando ele usa me incomoda um pouco. Parece ter sido trazida de outra fase da vida dele que não a atual. Talvez eu comente isso com ele.

Eu tenho umas horríveis no armário. Já contei mais de 60 calças jeans, mas doei mais da metade por acreditar que a maioria delas foi comprada em um momento de pura compulsão, o que me deixa sem muitos critérios. Atualmente devo ter 30 calças jeans, porém há apenas 4 que uso com regularidade e vou alternando. Tenho muitas calças de alfaiataria, mas não consigo mais usa-las.

Calça jeans rebola, chama, flerta. Calça jeans é realmente muito sexy e a invenção mais genial depois da pílula anticoncepcional. Se eu pudesse eu só compraria calça jeans.

O divertido é lembrar do modelão semi-bag e de cintura alta [agora retirada do baú pelo Hercovitch]. Eu achava o máximo e hoje quando vejo minhas fotos, eu desmaio diante do terror estético da época. Um dia desses eu experimentei uma cintua alta no
Herchcovitch. Linda! Mas como eu tenho forma de jacu [perna maior que o tronco] ela não ficou nada simpática no meu corpo. Ri muito enquanto olhava para o espelho. Desisti da compra, que seria realizada em memória aos meus passados 15 anos.

Aliás, eu acho que o
Herchcovitch faz calça jeans como ninguém. Sempre que estou enfiada em uma, alguém comenta de como fico bem na tal calça. Ele até saiu na Vogue americana de dezembro entre as calças jeans mais descoladas do planeta. O cara merece! A Diesel, Miss Sixty, Forum e a Levi´s também fazem calças jeans lindas, mas não tenho dinheiros para compra-las. Já as calça da Ellus não caem nada bem em mim.

Ontem teve um moço que achei bonitinho, mas ao perceber a calça jeans que ele usava, eu desisti de olha-lo, pois ontem a calça jeans fazia parte do meu critério de escolha. Divaguei muito sobre a calça jeans com o Seth e até os prazeres que ela já me proporcionou [que eu não ouso contar aqui]. Cada calça jeans do meu armário tem uma história boa para contar.

Não gosto das manchadas, não gosto das que tem bordados, das que tem boca larga, das que tem cintura normal em alguém que é jacu como eu [que só posso usar cintura baixa para parecer uma tradicional], das que parecem semi-bag, das claras demais.

A minha última aquisição foi uma justíssima, linda, cintura baixíssima, mas que é quase necessário passar manteiga para ela entrar. Dou aquela rebolada e ela sobe e fica perfeita. Não é pretensão, mas minha paixão por calça jeans faz com que elas quase sempre fiquem boas em mim. Nasci para a calça jeans.


Escrito por Desiree às 21h06
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Eu praticamente não tenho vida hoje. Pós-show é algo difícil de lidar. Frustração por ter acabado, por não ter mais que esperar. Felicidade incontida por ter curtido cada minuto, por ter conseguido ingresso, por conseguir ver o telão, por rever os amigos, por ver tanta gente linda, por ter história para contar, por trazer lembranças de exatos nove anos atrás quando o delírio foi num estádio branco, novo e do outro lado do oceano.

Hoje à minha volta todo mundo passou o dia ouvindo U2 ou Franz. Eu, ao contrário, fiquei viciada em "she wants revenge" e rebolei a tarde inteira.

Enquanto sonho com novos shows, com minha passagem aérea ida-volta para Porto Alegre parcelada em 12x para finalmente assistir New Order ao vivo [é, tá lá no site oficial da banda... e SP?], com um vibrador bluetooth, com um namoradinho descolado que não pegue no meu pé, com o carnaval numa praia paradísiaca e vazia, com uma garrafa de vinho tinto... eu me divirto com as minhas novas descobertas.

Depois de ter me divertido com o tal "bluetooth vibrator", agora foi a vez do vibrador com usb. Entendem por que eu gosto tanto de tecnologia? De informação ao prazer. Agora tenho no meu computador o "Pleasureware". O aparelhinho eu não tenho e nem sei quanto custa [nao tem essa informação no site], mas já sei que ele não está na minha lista de prioridade.

De qualquer maneira, só o "pleasureware" já é pura diversão. Você baixa o programinha e escolhe o tipo de "groove" que você quer ou cria um a sua maneira [parece um mixer]. Também é possível "jogar" online. O que me intriga é que essa tecnologia toda tá rolando na Inglaterra. Agora imagina se os ingleses gostassem de sexo ! Ou será que o lema é "do it for yourself"?

Eu estou quase inglesa.


Escrito por Desiree às 17h35
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Desiree que é Desiree sobe no palco e faz bonito. Dá beijinho no Bono, não resiste e corre para dar um beijinho também no The Edge. Altera a pronúncia do nome para confundir a banda e ainda altera o repertório do show deliciando o público com um pouquinho de Desire. Quanto às tentativas de fotos com o celular, a gente não comenta, porque não era mesmo necessário.

Ainda estou sob o efeito da noite deliciosa que tive.


Escrito por Desiree às 05h40
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Hoje tem noite vertiginosa. Estou ansiosa, pois achei que eu nem iria conseguir ir ver Franz & U2, já que rolou todo aquele stress para a compra de ingressos [e agora tem sobrando]. Como no meu i-Tunes não tem U2 [os cd´s estão todos empoeirados no meu quarto], eu estou me aquecendo com Franz, que é mais a minha cara hoje.

Ontem fiquei jogada no sofá com um dos homens da minha vida assistindo o show pela TV. Vibramos, nos emocionamos e ficamos lembrando dos shows mais toscos que já fomos. Não sei qual de nós dois foi campeão. Ele viu Double You, eu vi Poison. Acho que nos merecemos.

E agora vamos falar da moça que está tendo muito mais de 15 minutos de fama, a tal Katilce Miranda. O orkut da garota está bombando, fizeram uma comunidade detonando. Enfim, há algo pior que a inveja? O que importa se a garota é gorda? O que importa que ela está longe dos padrões de beleza? E se fosse uma loira linda e modelete? Achariam defeito também, pois dor de cotovelo dói demais. Sorte a dela que entre milhares foi a escolhida, que ganhou uma bitoca, que foi olhada, que teve seu momento.

Me choca muito essa inveja toda. O curioso é que são muitos mais homens metendo o pau do que a mulherada. Como uma garota colocou na comunidade: será que essas pessoas que estão falando mal tem tanta gente linda à sua volta e está tão dentro dos padrões de beleza.

Sorte a dela e azar o nosso que ficamos babando de inveja.

E eu, já sei que não vou subir no palco, que não vou ter meu orkut mostrado ao mundo, que não vou ser detonada, já que não vou conseguir chegar cedo e vou ficar num cantinho lá no fundão.


Escrito por Desiree às 10h29
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Tenho um enrosco que eu já sei que não vai dar em nada. Isso não me isenta de resguardar minhas emoções e me prender ao racional com unhas e dentes recitando três vezes ao espelho pelas manhãs "eu não vou me envolver, eu não vou me envolver, eu não vou me envolver". Não tenho esse auto-controle. Eu olho para o espelho e digo "eu não devo me envolver, eu não devo me envolver, eu não devo me envolver". E então passo a ignorar o espelho, os riscos e me jogo.
Claro que não funciona. Claro que tenho chances de me ferrar. Claro que sou assim, um tanto emocional demais.
Tenho uma certa inveja [branca] de pessoas que dividem tudo tão bem. Eu já acreditei que era boa nisso, mas me enganei. Eu me engano e finjo que tudo está sob controle, mas raramente está. Só fica sob controle se eu não tenho lá grandes interesses.
Nós mulheres temos a mania de auto-afirmar uma coisa, mas fazer totalmente diferente. Uma amiga andou batendo os pés dizendo que não estava apaixonada por um amigo, mas estava de quatro. Somente hoje é que assumiu totalmente sem graça de que está mesmo apaixonada pelo ser, que já demonstrou não querer muito além do que está rolando, mas assim como a maioria, ela faz uma leitura contrária de todos os sinais que ele tem dado. Eu também faço isso algumas vezes.
O meu ser em questão tem uma namorada, se diz apaixonado por ela, porém ela está longe, muito longe e há poucas possibilidades deles se encontrarem nos próximos meses. Eu caí do céu na hora certa e no lugar certo para esse ser [se é que vocês me entendem]. Ele também caiu, já que eu tenho tirado um ótimo proveito da situação.
No início ele tinha ficava com a consciência pesada, agora ele não resiste mais, não comenta mais, apenas aproveita. O ruim [para mim] é que lidamos de forma diferente com a situação. Independente de eu estar ou não envolvida, eu curto carinho, muito beijo na boca, essas coisas. Ele já cria uma barreira e não permite que eu a ultrapasse. Acorda de manhã e sai correndo, beija o menos possível [vive freando e isso é horrível].
Ao vê-lo trocando torpedos em plena balada eu fiquei tão mal-humorada que me dei conta do risco que ando correndo. É o coraçãozinho com batidas erradas alertando que é hora de puxar o freio também e claro, olhar mais em volta.
No início do ano eu apostei na França, mas voltei meu olhar ao norte, porque lá também tem tido sempre boas surpresas e o vento anda trazendo novidades. A França começa a me cansar um pouco.


Escrito por Desiree às 12h07
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