Tenho muitos amigos gays. Acho eles ótimos: geralmente são bem resolvidos, divertidos, cultos e tem um bom gosto de dar inveja. Adoram te levar para jantar, ao cinema e não recusam um convite para ir às compras, ao contrário, dão pitacos do começo ao fim e te colocam para cima, te ajudam na decoração da casa.

Acabo frequentando mais lugares gays do que heteros e isso reduz as minhas chances de conhecer alguém que se interesse por mim [sexualmente falando, porque a cada saída, um novo amigo]. Felizmente hoje em dia as pessoas estão mais abertas e os lugares mais mix.

Li uma matéria que fala que em São Francisco os heterossexuais estão começando a frequentar as baladas gays, pois descobriram que os gays tem muitas amigas interessantes.

Um dia desses brinquei com um amigo que mora nos EUA se ele não tinha um amigo interessante para me apresentar. Ele respondeu que meu nível é muito alto. Questionei o que seria nível alto e ele disse que quem ficar comigo tem que ser uma pessoa bem aberta. Ahn? Ou eu levo a vida de forma simples demais e as pessoas são muito complicadas ou vice-versa.

Como já disse um amigo há muito tempo atrás, eu não nasci para ter uma família doriana. E ontem eu me dei conta de que há tempos uns homens bem interessantes já andam frequentando esse tal mundinho mais descolado. Os que ainda não conhecem, não sabem o que andam perdendo...


Escrito por Desiree às 11h45
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A vaidade tem consumido não só as mulheres, mas também os homens. Tanto que agora temos novas classificações masculinas: metrossexual [homem urbano excessivamente preocupado com a aparência - o termo vem de metropolitano + heterossexual], übersexual [a onda agora é essa] e outras que desconheço. Os tais vaidosos geralmente são olhados com desconfiança. E se essa categoria toda existe, eu prefiro a segunda.

No orkut há muitas comunidades de homens que assumem sua metrossexualidade e dão força uns aos outros com joguinhos do tipo "você acha que o cara acima é metrossexual", "mesmo sendo homem, você acha algum bonito?". Essa foi a sorte de ser mulher numa sociedade tão machista, já que o fato de eu achar uma menina linda não levanta desconfianças sobre minha sexualidade.

Essa nova categoria, assim como esse novo homem, causa mesmo uma certa confusão em nossas cabeças. Eu voto que o homem tem que ser vaidoso, mas na medida certa, assim como mulher neurótica com vaidade é um pé no saco. Eu namorei um metrossexual mesmo antes da existência do termo. Disputávamos o shampoo e eu me irritava com o tempo que ele gastava para se arrumar. Chegamos a brigar porque eu não achava um cara de uma banda bonito e ele não conseguia entender como eu não o achava bonito. Isso nunca me levou a achar que ele era gay, afinal se eu acho uma mulher bonita, porque ele não pode achar um homem bonito. Isso para mim é coisa de gente mal resolvida. Eu sempre acreditei que homofóbicos são os inseguros. Machão nunca me convenceu muito. Desses sim eu desconfio.

Chamou-me atenção a descrição da comunidade "para todos os homens que curtem se cuidar sem se preocupar com a opinião dos outros caras". Eu tenho minhas vaidades, mas elas são bem discretas. Gosto de estar bem arrumada [sem ser emperequetada, pq não levo jeito para isso], adoro uma maquiagem quando saio à noite, gosto de estar perfumada, com a pele lisinha, as unhas feitas [quando consigo ficar sem roê-las é uma conquista e tanto] e o cabelo sempre com corte e hidratado. Pronto, essas são minhas vaidades. Cuido do corpo, mas sem neuras. Tenho um pouquinho de celulite, mas ela não me incomoda.

E aí a pergunta é: que tipo de mulher esses novos homens procuram?


Escrito por Desiree às 09h04
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Após um dia tentando recuperar a energia que tinha ficado em algum lugar que não eu, fui encarar uma sessão de cinema. Há tempos que eu ansiava por "Match Point", a nova investida do Woody Allen, um diretor esquizofrênico por quem eu tenho uma grande queda. O fato dele ter deixado de lado sua cidade querida [não é a primeira vez, mas NY sempre foi uma das principais personagens de seus filmes], Nova York, e partido para um suspense, me deixou ainda mais curiosa.

Lá fui eu cheia de expectativas me deleitar com a bonitinha Scarlett Johansson. Pois bem, digam o que quiserem, eu adorei o filme. Achei simplesmente genial. Minha amiga saiu do cinema reclamando do enredo, pois como alguém que ama tanto alguém pode fazer o que fez. Enfim... amor tem dessas coisas.

O filme pontua muito bem a culpa do adultério. A pior coisa que pode acontecer a alguém é estar com alguém e se interessar por outra pessoa. Pior ainda se essa outra pessoa corresponde ao seu interesse. Pior do que tudo é começar a ter uma história paralela. Há pessoas que lidam bem com isso. Eu acho muito difícil administrar duas histórias, ter que driblar uma delas e claro, se sentir culpado e não conseguir fazer nada a respeito.

Quando estamos com alguém e no percurso nos envolvemos com outra pessoa, obviamente o racional é: escolher um! Mas escolher muitas vezes é muito difícil, principalmente se você já tem toda uma história vivida com a outra pessoa e com essa segunda você não tem a menor idéia no que pode dar.

Assim como com a maioria das pessoas, isso já aconteceu comigo. Foi no meu primeiro namoro. Me apaixonei por um, mas amava o outro. Para mim eram relações distintas. Porém, a culpa me consumia e mesmo assim eu não consegui em nenhum momento tomar uma decisão. Para o outro lado tudo era cômodo, afinal ele também tinha alguém. Levei até onde deu, mas abri mão da paixão e voltei ao aconchego do meu namoro, porém a culpa já tinha me consumido de tal forma, que não consegui ir muito longe e logo acabou também.

Depois dessa experiência, que não foi nada boa, eu evitei dar vazão a interesses que surgem quando estou com alguém, afinal estar com alguém não nos exime de conhecer. E quando estamos com alguém, geralmente estamos mais felizes [e com a pele ótima] e isso faz com que fiquemos mais interessantes, portanto o mundo percebe a nossa presença. Afinal quantas vezes ouvimos "por que sempre que estou namorando chove gente na horta, quando estou sozinha, fico a ver navios?".

Eu só acho que se estamos com alguém e qualquer pessoa interessante que surge nos desperta algo, é hora de reavaliar se está valendo a pena a história que estamos vivendo, pois é tão fácil se acomodar numa relação e acreditar que está tudo ótimo, quando na verdade ela já acabou.

O homem lida muito melhor com este tipo de situação, já que consegue colocar em prática a frase "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa", enquanto para mim tudo vira uma coisa só.


Escrito por Desiree às 08h10
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Uma das cidades que mais me encanta é o Rio de Janeiro. Adoro quando algum motivo me leva à cidade. Frustra-me quando tenho que voltar antes do que deveria, já que ficar lá pelo menos um dia é um dever de quem vai.

No aeroporto sempre procuro por rostos conhecidos ou meramente interessantes. Sempre acho que vou encontrar meu príncipe encantado com o nariz enfiado num livro ou revista enquanto aguarda seu vôo. E, mesmo freqüentando o aeroporto há anos, eu não fiz sequer amizade com o segurança. Gosto de observar as famílias grandes, as meninas se equilibrando no salto agulha e jogando os cabelos para os lados, os rapazes com o olhar cerrado denotando impaciência pela espera, os executivos pendurados nos celulares enquanto trabalham no laptop, as celebridades se espreitando dos olhares curiosos. Esperar um vôo é uma experiência sociológica.

Na ponte aérea de ontem eu só tive o azar de cruzar com a loirinha de nariz empinado do BBB6, que estava trajando um vestidinho azul claro esvoaçante e estressada. Tanta gente para eu cruzar e cruzo com uma BBB. Enfim, deve ser carma mesmo.

Noto que a senhora ao lado lê uma revista semanal e quando olho, vejo justamente a minha imagem na página. Já sabia que estava nela, mas ainda não a tinha visto impressa. Sorri ao me ver estampada na página da revista. Não pude deixar de lembrar a primeira vez que saí numa revista. Eu tinha 16 anos e posei para a Capricho. Logo em seguida a minha pretensa carreira de modelo acabou. Eu posando de gatinha não convenceu, mas saí na revista e matei minhas amigas de inveja. É, na época eu era o patinho feio da turma, mas fui a única que saiu na Capricho, o que era uma conquista e tanto em época de sérias crises existenciais. Sobrevivi ao fim trágico da minha ex-futura-carreira. Não saí na Nova, não saí na Elle, não saí na Vogue, ninguém me convidou para um ensaio e nem mesmo fui convidada para ser modelo estranha do
Herchcovitch.

Como a espera no aeroporto foi grande, li também um texto sobre um livro que fala sobre a mentira. A crítica o classificava como um ensaio científico. Gostei muito e fiquei com vontade de compra-lo, pois assim como todos os seres humanos. Dizem que quem não mente tem grandes chances de enlouquecer.

Eu minto e acredito nas minhas mentiras. Às vezes crio histórias, às vezes floreio um bocado as que eu vivo. Então, tudo que conto pode ser verdade, pode ser meia-verdade ou pode ser uma baita mentira. Eu não ligo. Só não sei mentir quando é para driblar uma situação desconfortável/desfavorável [e ter que tirar o meu da reta por algum motivo], aí eu me enrolo toda e deixo claro que sou uma péssima mentirosa, mas geralmente me saio bem. Minhas mentiras fazem minha vida ser mais divertida e menos levada a sério.

Nâo sei se mulheres mentem mais que os homens, mas hoje chego à conclusão que todos mentem e eu sempre acredito em tudo. Se eu duvido da veracidade dos fatos, eu logo me faço acreditar. Claro que isso não quer dizer que eu engula e aceite mentiras grotescas [as do mal, sabe?].

Depois de pensar nas mentiras, de me ver na revista, foi a hora de embarcar e contar ansiosamente os minutinhos para chegar no Rio, porque para mim não há lugar mais lindo para aterrizar. O recorte perfeito da cidade, o mar azul, as ondas se quebrando, as montanhas, a ponte Rio-Niterói e a diversidade que é o Rio. Enquanto colo o nariz na janelinha, eu sinto meus olhos enchendo de lágrimas de emoção que surge por tamanha beleza.

No final do dia consegui um amigo para virar uma devassa no Largo do Machado, colocar as fofocas em dia e discutir seriamente o mundo problemático das mulheres. Ele reclamou do quanto a mulherada adora um joguinho e concordo, o "mundo" adora um joguinho. Não sei se são somente as mulheres, mas elas são mais jogadoras. Homem raramente tem meio-termo, ou quer ou não quer. Se ele está afim, ele liga ou manda email. Se ele não está afim, ele desaparece. Por isso mudei a tática, se conheço alguém que realmente me interessa, eu pego o telefone. Isso é ótimo porque não fico na ansiedade da espera pela ligação. E ligo, se eu sentir um vácuo na linha, eu descarto. Não tenho paciência para joguinhos. Desgastam demais e me confundem. Chega uma hora que eu não sei se quero ou se estou naquela apenas pelo prazer de jogar [e ter o ego massageado].

Meu amigo estava puto porque estava saindo com uma garota e na hora H, ela veio com um papo de aranha que não era bem assim. Claro que isso não fez com que ela realmente limitasse a relação deles à amizade. Continuou provocando, mandando fotos picantes, estimulando. Isso é o que ele bem definiu: pedir massagem no ego. É o tal "não quero nada com você, mas pode continuar dando em cima de mim". Isso é bem real. Aí o ser tem que estar disposto ou ter tendência ao masoquismo. O pior é que isso acontece aos montes.
Eu já fiz isso, claro. Quem não fez? Não sei até que ponto foi consciente, mas fiz. Precisava que alguém massageasse meu ego, então o deixei no banho-maria. Sei que é horrível e que isso pode ser caracterizado como desvio de caráter e eu tenho os meus desvios de vez em quando.

O melhor foi o "troco" que ele deu na fulana. Um dia foi parar no apartamento dela, entraram no maior rala e rola e na hora H, vestiu as roupas correndo, disse que era melhor não rolar nada e sumiu na noite. Provavelmente ela passou meses odiando ele com todas as forças, mas se agiu exatamente dessa maneira, ela realmente mereceu.

A volta para São Paulo foi sem surpresas e chata como sempre. Estou tentando driblar a preguiça e trabalhar, mas hoje tudo está difícil demais, inclusive terminar esse texto.


Escrito por Desiree às 11h04
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Há viagens que para mim são necessárias, em especial pela experiência de vive-las [tanto que o melhor é não repeti-las muito ao longo da vida]. Afinal em nada elas alterarão a minha vida, mas talvez dê um colorido a mais que estava faltando. Agora entendo os cineastas chineses [ou não] que enchem suas telas de cores de forma estonteante. Fui por alguns instantes Zhang Yimou e fiz meu próprio "hero".

Tudo começou na manhã de domingo. O carnaval prometia uma viagem tranquila, recheada de filmes, músicas, livros, sonecas e bons papos. Grupo pequeno em busca de descanso e distanciamento de grandes públicos e agitação temperada.

Enchi minha mala de dvd´s, revistas e "Sábado" do Ian McEwan. Também levei comigo um caderninho para deixar flutuar idéias que surgissem no meio do quase isolamento. Ele não saiu da mala, não por falta de idéias, pois essas nunca estiveram tão em evidência quanto neste carnaval, mas por falta de coragem de segurar uma caneta.

O dia brilhava e então resolvemos colocar em prática nossa experiência sensorial que há mais de um ano guardávamos. É, pode parecer absurdamente estranho guardar a chance de ter uma experiência por tanto tempo, mas sempre quisemos que rolasse num momento muito especial. Este carnaval foi perfeito.

Fomos para a praia ansiosos com o que passaríamos a sentir a partir de uma hora mais ou menos. Nos instalamos no canto da praia, afinal não queríamos chamar atenção e quase passamos incólumes. Por sorte optamos por um pequeno paraíso perdido no litoral norte, então a platéia era realmente pequena.

Fui para o mar, que estava plácido, com meu colchão inflável e fiquei horas jogada nele com um sorrisão estampado com uma sessão particular com Dario Argento e Zhang Yimou Tentei voltar para a terra, mas a dureza e aspereza da areia me impediram de ficar nela. Voltei para a água. As nuvens formavam belíssimas histórias e com os olhos fechados era só sintonizar a cor que eu queria ver o mundo. Os olhos virados para cima, eu via tudo em vermelho, os olhos para baixo, eu via tudo em amarelo. Houve um momento que vi o céu cheio de limões cortados e ri por achar que o mundo era uma grande caipirinha. As árvores se transformaram em famílias, as pessoas à minha volta em desenho animado.

Tentei jogar frescobol, mas era impossível acompanhar o movimento da bola. Deitei na areia e fiquei muito tempo contemplando o céu azul e depois voltei a brincar de sintonizar canais diferentes no meu cérebro com os olhos fechados. Ficar na areia por muito tempo era incômodo, então eu sempre voltava ao mar. Já no meio da tarde e depois de muitas risadas e vertigens, decidimos que queríamos ouvir "The Zombies".

Ouvir "The Zombies" transformou-se em uma experiência incrível. E claro, depois de ouvir "The Zombies", ter uma experiência estranhíssima ao tentar comer biscoito de polvilho, eu tentei dormir. Em vão. O real se misturava com minha imaginação. Tudo parecia estar à flor da pele. Via o que não estava lá, ouvia o menor acorde, sentia qualquer suspiro ao longe.

No final da tarde senti um vulto entrando no meu quarto. Fiquei quieta, não abri os olhos e então senti alguém se sentando nas minhas pernas, espalhando óleo nas minhas costas. Tentei ver quem era, mas minha visão estava limitada devido a posição que eu me encontrava. Fiquei quieta apenas sentindo aquelas mãos macias massageando as minhas costas, o perfume adocicado do óleo penetrando minhas narinas, o peso dele nas minhas pernas. Não sei quanto tempo durou, mas a sensação era extasiante e eu não queria que ele parasse. Quando enfim ele se levantou e eu desconfiei de quem era [tudo parecia turvo e incerto], o chamei para um abraço, pois era tudo que queria. Ele deitou sobre o meu corpo e ficou por poucos minutos me envolvendo nos braços dele. E então se foi.

Como tudo ganhava uma nova cotação, este momento multiplicou-se em vários e teve várias formas. Para mim foi como uma comunhão. Quando despertei, eu achei que tivesse sonhado, mas então senti o cheiro adocicado e vi o óleo na cadeira ao lado da minha cama. Fui para a praia. No caminho encontrei Seth, que topou me acompanhar. Ficamos sentados debaixo de uma árvore vendo o dia se encerrar. Tivemos uma conversa desconexa com um garoto e então instalou-se um silêncio entre nós que me perturbou um pouco. Quis comentar sobre como foi bom aquele momento no quarto, mas não ousei falar.

No caminho de volta o silêncio era pesado e eu não entendia muito bem o que estava sentindo naquele momento. Senti uma vontade imensa de abraça-lo bem forte, de dizer o quanto ele é importante para mim e que é uma das pessoas que mais amo nessa vida. Quase chorei ao tentar perguntar se um dia eu encontraria alguém como ele para mim, que tantas vezes faz eu sentir que é minha alma gêmea. E como se sentisse tudo que eu estivesse pensando, pegou na minha mão e nos olhamos com os olhos cheios de lágrimas [ou será que também não era real?]. É, senti uma emoção incontrolável que eu não sei traduzir o que foi aquele momento, mas foi o mais especial de todos.

A noite chegou e ainda estávamos em nossas viagens particulares. Assistimos "Sin City", que foi uma experiência completamente surreal, mas a violência me incomodou e eu não consegui ir tão longe no filme.

Depois ficamos assistindo os desfiles das escolas cariocas, mas com o iPod ligado. Nada de samba enredo nos ouvidos. Ficamos até a madrugada dublando os desfiles, rindo, mergulhando na Absolut Peach e buscando o sono que não vinha. Já vencidos pelo cansaço, todos esticaram para suas camas, mas a noite foi movimentada.

Na segunda-feira não houve muita vida. Todo mundo preguiçoso, cochilando por todos os cantos, algumas tentativas de curtir uma praia, mas o dia se passou com livros, revistas, músicas e filmes. E aí foi a hora de recuperar as energias e curtir o restante do feriadão, que para mim foi perfeito em todos os aspectos. Às vezes eu preciso me desligar e curtir as minhas irrealidades, que neste domingo ganharam formas tão coloridas e especiais.


Escrito por Desiree às 12h51
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