Muitas vezes eu acredito que sou a mulher maravilha. As pessoas também. Sou do tipo que todo mundo acredita que nunca fica mal. Isso é ruim porque eu nunca me sinto à vontade para reclamar ou mesmo assumir que estou mal. Hoje é um dia assim. Cinza, chuvoso e lá no fundinho, nada bom.

Há dias que me sinto sozinha. Tenho o mundo à minha volta, mas de repente sinto falta daquele "quê" a mais. Sinto-me assim desde ontem. O curioso é que meu corpo parece sentir as minhas emoções de tal forma que me põe doente. Ontem eu me sentia tão mal. Não sabia se era a cabeça, se era uma gripe, se era a pressão. De repente a mulher maravilha desapareceu e deu lugar a uma pessoa tão frágil. E não sei lidar com isso. Apenas choro e mesmo assim é difícil. Não gosto que as pessoas me vejam chorando e elas estão sempre à minha volta.

Hoje passei a tarde com alguém que mexe comigo e por mais que eu tente me desvencilhar desse sentimento, já que sei que não há futuro algum para ele, eu não consigo. Faltam forças. Tarde deliciosa. Tarde triste. Você se pergunta o porquê das coisas não serem da maneira que você gostaria que fossem. Geralmente não são. E então, quando nos despedimos, senti o mundo desabando um pouquinho mais. Aí acho tudo tão dramático e tento rir de mim mesmo. Hoje não consegui.

Quando me sinto assim tento me ocupar com coisas da casa. Fui lavar a pilha de louça, coloquei todas as roupas na máquina, estendi as demais, limpei o chão, recolhi o lixo, coloquei a música bem alto. Tudo para tentar abafar essa dorzinha besta que anda tomando conta de mim nesses últimos dias. É uma maldita impressão de que vou continuar sozinha e aí vejo que hoje eu queria alguém.

Já fui boa para lidar com meus dramas pessoais, hoje não sou mais. Aí me pergunto se eu me dou tempo suficiente para deixar perceber que há coisas fora do lugar. Talvez não. Não acho que isso seja fuga, até porque poucas coisas me abatem de fato. E hoje cá estou abatida por esta solidão, por falta de colo, por falta de coragem, por falta de alguma coisa que eu não sei bem o que é.


Escrito por Desiree às 14h14
[] [envie esta mensagem]



O melhor papo da semana foi sobre vidência. Uma amiga está numa fase de total desconsolo. Geralmente quando um namoro termina, temos a nítida sensação de que a vida vai junto. Ontem reapareceu no meu quarto minha bíblia do amor escrita pelo divertido Allain de Botton: Ensaios de Amor. Ele não trata neste livro o amor eterno como alguns esperam que seja um ensaio sobre amor. É a história que começa de forma inusitada, passa por todas as fases de um namoro e quando menos se espera, ela termina. E o mundo rui. E a gente chora. E pensamos que o melhor é morrer. E planejamos nossa morte. E então conhecemos uma nova pessoa.

Sei que não é tão simples assim, mas é quase assim. Há exceções, mas a maioria se encaixa muito no perfil que ele desfia no decorrer do livro. Eu me identifiquei várias vezes e ri das minhas bobagens. Minha amiga está justamente nessa fase. Não pensou em se matar. Ficou triste, chorou muito, não quis ver ninguém, tem preguiça de sair e não pára de falar dele, mesmo que seja mal. E a gente ouve. Nessas horas não há muito que dizer. Apenas ouvir. Eu não sou muito boa nessas horas. Acho tudo dramático demais, por isso que quando terminei meu namoro e sofri como louca, eu preferi guardar para mim. De vez em quando eu choramingava um pouco de saudades no colo de um amigo, mas isso foi raro. Claro que meu ex vive vindo à tona em minhas conversas, pois há muitas coisas que me faz lembrar dele, mas é sempre sem chorumelas.

Recorremos às mais diversas simpatias e alternativas que fazem a gente ter alguma esperança, nem que seja de um novo amor pintando aí na frente. Minha amiga, que está nesta fase, anda buscando tais alternativas. Deram a ela o contato de uma vidente considerada muito boa. O custo era R$ 60,00 e quando ela ligou, a mulher não tinha horário. Diante da voz decepcionada e desesperada da minha amiga, a vidente repensou e a encaixou no mesmo dia. A consulta durou 4 horas e a vidente falou o que ela queria e não queria ouvir. Como o que ela não queria ouvir foi a maior parte da conversa, ela resolveu marcar uma outra vidente devido à chance desta primeira vidente ter errado nas previsões feitas em quatro horas de consulta. A segunda custa R$ 35,00, falaram para ela que a mulher é genial, mas a consulta tem a duração exata de uma hora. Ela vai lá ou já foi não sei.

O divertido foi que na primeira vez que ela contou tal odisséia, era para ser um segredo. O problema é que vidência é algo que atrai a maioria, por mais descrentes que somos. O assunto se espalhou, todas quiseram saber detalhes e o telefone para marcar uma consulta. É como a astrologia. Não acreditamos, mas sempre lemos em busca de algo que nos conforte ou anime. Eu também me animei em ir, mas sei que vou enrolar e não vou, pois vou lembrar que com essa grana eu compro algo nas liquidações de verão que estão começando. Quando estou mal, a grande saída são as liquidações, que me deixam tão feliz.

--> E uma dica: para quem gosta de rock, eu tenho uns amigos que me convidaram para uma festinha bem rock´n roll lá no Bar 8 no próximo domingo a partir das 19h. Nada como rock para driblar o tédio. Provavelmente darei uma passadinha por lá.



Escrito por Desiree às 13h28
[] [envie esta mensagem]



O cara que fez a previsão para geminianos em 2006 para a Elle portuguesa deve ter espionado minha vida de alguma maneira. Sei que é tudo muito sugestivo e geralmente conseguimos nos encaixar em tudo, mas bateu em todos os detalhes.

Tenho uma amiga que escrevia previsões diárias de horóscopo para um jornal e ela é apenas jornalista. Contou-me que se baseava no estado dos amigos para escrever. Um amigo pisciano estava assim, assado? Então pronto, ela pegava o estado dele e fazia a previsão do dia.

Fiquei decepcionada quando ela me contou essa história. De qualquer forma, a minha máxima de ligação com astrologia é mais relacionado ao perfil. Acho que tem muito a ver. Considero-me uma geminiana convicta. Meu melhor amigo que é pisciano e bem pisciano mesmo. Logo eu que dizia que nunca namoraria com um, mas com ele eu casaria. Algum pisciano disponível por aí? Acho que eu não os conhecia tão bem.

E lá na previsão portuguesa para os geminianos dizia que esse ano eu não teria tempo para nada e que meus projetos decolariam e eu mal daria conta deles. Ainda não decolaram, mas caminham bem e já me tiram o pouco tempo livre. O problema na tal previsão é que dizia que namorado mesmo só no segundo semestre [e olha lá], pois nesse primeiro eu estou ocupada demais. Alguém aí tem horas para vender?

Gostei tanto da previsão, que recortei e colei na parede acima da minha cama [com exceção da parte "coração"]. Se tem a ver ou não, eu não sei, mas quero que tenha, então virou mantrinha. Leio todos os dias e repito três vezes olhando para o espelho.

Hoje é dia de St. Patrick, então dia de maria-cumbicas atacar. Eu já estou desistindo do status e ando na fase mais "lagartixa" da minha vida [tradução --> momento assexuado]. Sexo atualmente só em sonhos. O problema é que quando sonhamos com sexo, raramente ele chega a acontecer. Quando vai rolar, a gente acorda. Uma decepção. Isso aconteceu essa noite e o ser em questão é alguém de quem eu já fui muito a fim e não rolou nada. Tudo estava um tesão e na hora H, chegou um amigo e tivemos que desistir.

Terça fui a uma festinha e fui agarrada no banheiro. Invasão de privacidade é pouco. Lá estava eu cruzando as pernas quando a porta do banheiro abriu. Entrei voando e ele atrás. Olhei-o e pedi para que saísse. Ele disse calmamente que não saíria e eu estava quase arriando.

- Ok, fiquei aí e não olhe.

Como eu estava de vestidinho, tudo ficou mais fácil. Ele olhou de soslaio, mas eu não deixei escapar nada. Foi constrangedor, mas eu não estava conseguindo conter a minha vontade. Na saída do banheiro, ele tentou me beijar. Dei uma bitoca e me desvencilhei [difícil quando o ser em questão tem 2m de altura]. Seres loucos [e amigos].

A dica hoje é Yeah Yeah Yeahs. Banda nova yorkina que é uma delícia sonora. Eles disponibilizaram o cd inteiro no myspace e não dá para parar de ouvi-los [corre que é só até o dia 21].


Escrito por Desiree às 05h16
[] [envie esta mensagem]



Hoje conversando com um amigo no msn surgiu uma rápida conversa sobre sexo oral [que rendeu ótimas risadas como sempre]. Lembrei-me que quando ouvi a expressão pela primeira vez [ou que ela me chamou atenção] eu já tinha idade suficiente para tal prática, mas a minha santa ignorância fez eu achar que sexo oral era quando as pessoas falavam sobre sexo.

Um dia, lá pelos quinze anos [vejam o atraso], eu criei coragem e perguntei para a garota mais saidinha da classe o que era o tal do sexo oral, já que depois de ter ouvido pela primeira vez, ouvi também que era nojento, então comecei a desconfiar que era algo muito além das palavras.

Quando ela me contou, eu fiquei boquiaberta. Primeiro com a minha ignorância de fato, segundo com minha santa inocência e terceiro com minha aversão ao fato, afinal como alguém poderia colocar "aquilo" na boca?

O tempo passou, eu entendi finalmente como funcionava o ato, tomei coragem e enfrentei. É, no início nem foi tão ruim assim, mas enfim, não foi algo que eu quis de novo. Cheia de tabus e tremeliques eu achei que nem era para mim. Enfim... como tudo na vida, a gente acaba mudando de idéia.

Sempre que estou numa roda em que o tema é sexo, o sexo oral vem à tona. Nada tem águas divisórias tão nítidas como ele [quer dizer, até tem, mas o assunto é mais "profundo" e eu não vou falar sobre ele]. Uns gostam, uns acham mais ou menos, outros odeiam e uns amam. Tem também os que curtem mais fazer e os que preferem que façam neles.

O tal do 69 então, eu nem vou comentar muito, pois acho tal prática muito difícil e eu não tenho coordenação motora para isso. Ou um ou outro, os dois não dá. Haja concentração! Admiro os que confessam que é fácil, mas são poucos. Às vezes acho até que é mito.

No último bate-papo a respeito, a conclusão que chegamos é que poucos sabem [ou querem] fazer. Definitivamente trabalhar a velocidade é algo que a humanidade parece ter muita dificuldade. Exige um bocado de coordenação, porque como aprendemos no teatro, "tempo-ritmo" é o que pode determinar o sucesso de uma peça e aqui não é diferente.

--> na vitrolinha "we are scientists"


Escrito por Desiree às 17h00
[] [envie esta mensagem]



Em junho rola a 24ª convenção "Erótica" em Los Angeles. Deve ser divertidíssimo! Eu adoraria ir, mas como viagens estão fora da minha rota, eu vou ficar aqui chupando o dedo, afinal nem na bienal eu estou conseguindo dar conta de ir.

Vamos fazer uma vaquinha para eu ir e ter um monte de assunto para falar durante o segundo semestre de 2006?


Escrito por Desiree às 08h31
[] [envie esta mensagem]



Estava folheando uma revista e achei a previsão do meu signo para 2006. Não sou ligada à astrologia e nem sequer tinha cogitado em saber o que os astros prometem este ano para mim. Lá fui eu ler para ver se tinha alguma coisa boa. As notícias, um tanto turbulenta, estavam muito de acordo com a minha vida atual. Gostei tanto que recortei e colei na parede ao lado da minha cama, pois não sei se são exatamente previsões, mas falam coisas que eu realmente preciso prestar mais atenção.

Claro que corri para a previsão sobre AMOR e também está de acordo com minhas pretensões: namoro mesmo só no segundo semestre porque agora não está dando tempo. É, dizia exatamente isso e hoje se eu tivesse um namorado, ele enlouqueceria com meu ritmo atual.

Depois fui fuçar um gmail que fiz há muito tempo atrás só para armazenar meus arquivos. Ele tinha virado um arquivo morto, mas também não me contive e fui fuçar. Muitos textos e fotos, mas a primeira que abri era T com o sorriso que me conquistou. Há tempos eu não chorava por ele, mas hoje chorei um pouquinho. Bateu aquelas saudades das coisas boas que vivemos.

Hoje também tive um dia de compulsão feminina: COMPRAS!

Ah, quem está em São Paulo não pode perder o bazar do Herchcovitch lá na Consolação. O vestidinho que eu me derreti inteira por ele no ano passado, mas não ousei comprar porque ele custava quase dois salários mínimos, hoje foi arrematado por mim por oitenta dinheiros. Além dele levei mais quatro peças [vestidos, casaco e camisa] e o valor que gastei não chegou ao valor que custava o tal vestidinho em 2005.

É, às vezes saber se conter e guardar a ansiedade no fundo da carteira vale a pena, porque se na época eu tivesse comprado o tal vestidinho, hoje eu teria arracando os cabelos de raiva. Felizmente meu bom-senso, que às vezes existe, falou mais alto na época.

Ser mulher e sensata ao mesmo tempo não é fácil, pelo menos no meu caso.


Escrito por Desiree às 19h03
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]