Sou curiosa. Bem curiosa. Hoje estou melhor quanto a isso, mas já fui curiosa o suficiente para sentir o estômago queimar de tanta curiosidade.

Quando resolvi colocar um contador no meu blog, eu fui direto no do google. Fila de espera. Então optei pelo popularzão sitemeter. A delícia toda do contador não é saber quantas pessoas passam por aqui diariamente, mas sim como elas chegam aqui. Essa sim é a grande diversão.

Depois que descobri tal possibilidade, eu passei mais tempo me divertindo com as palavras-chaves que fazem o meu blog parecer pop no google em determinados assuntos do que me preocupando com minha criatividade [que anda temporariamente em tpm]. E a minha maior popularidade é algo que escrevi sobre "pular cerca" e "pulando a cerca".

Todos os dias há pelo menos três entradas no blog por pessoas que estão querendo saber mais sobre "pular a cerca". O que me deixa curiosa é o que alguém quer saber a respeito desse assunto. Será que é para descobrir como cometer tal ato bem feito? Ou estão estão praticando le pacour e resolveram começar pela cerca, que oferece menos riscos que um muro?

Provavelmente uma grande decepção se abate contra os tais pesquisadores, já que não ousei a tecer uma teoria sobre o ato de pular a cerca. Pesquisando a respeito, eu achei a seguinte chamada "por que pular a cerca se a porteira está aberta?". Está? Sempre? Não é mais divertido pular do que apenas atravessar calmamente? E as emoções onde ficam? Pois se pular a cerca é algo que parece tão em moda, atravessar a porteira deve ser algo que está em desuso.

E eu como estou na tpm, se tiver que pular alguma coisa, será a janela.

Escrito por Desiree às 17h47
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Nada de literatura requintada, mas divertida deve ser. Lançaram um livro [provavelmente encontrado na área de auto-ajuda nas livrarias] que dá 366 idéias para melhorar o sexo. O livro é direcionado ao público feminino e há uma dica para cada dia do ano. Fico imaginando como estaremos após ler a 366ª dica.
O nome do livro é sugestivo "Teu sexo é teu". Que bom saber disso! Afinal se a gente já não sabe o que fazer direito com ele sendo nosso, imaginem se não fosse. A humanidade estaria fadada ao fim. Se bem que para procriação ninguém precisa entender de prazer.

A crítica que li a respeito do livro deixa claro que o livro não sai do mundo real, não fala sobre contorcionismo, malabarismos, posições que exigem um ótimo preparo físico. Fala sobre alcançar o desejado orgasmo, aos vários botõezinhos de prazeres que temos espalhados pelo nosso corpo e que o sexo começa na cabeça [do homem?]. Incentiva o uso das bolinhas tailandesas e ainda recomenda o uso de um pincel muito fino [ahn? daqueles vendidos na Casa do Artista?] para estimular o clitóris. Espero que o texto aborde também o mundo fantástico dos vibradores, porque só ficar no manual pode também levar a uma tendinite.

Boa iniciativa, mas para leitoras compulsivas de Nova ou Cosmopolitan, eu não sei se o livro vai trazer novidades. E podem até falar mal das revistas, mas eu aprendi um monte de coisinhas mirabolantes naquelas páginas quando ainda era leitora. Agora está tudo muito repetitivo, acho que voltam ao tema a cada ano, afinal passar anos e anos escrevendo artigos sobre sexo, sobre como chegar ao orgasmo, como fazer um homem feliz na cama, como saber 368 posições, como beijar, como isso e como aquilo, não deve ser fácil ter assuntos inéditos.

Acho até que há um nicho muito bom para tais revistas explorarem, mas vi muito pouco a respeito, que é o cybersex. Há tanto nesse mundinho que mal podemos imaginar. É só acompanhar dona Regina Lynn para ter uma idéia. Pena que algumas das tecnologias sugeridas por ela, demoram horrores para pousar por aqui e quando chegam, são caras o suficiente para inibir pobres blogueiras como eu.

Achei baixa a constatação de que apenas 10% das mulheres nunca terem alcançado o orgasmo, porque há muitas que nem fazem sexo.

É, nada vende mais que auto-ajuda e sexo. Os dois juntos nem se fala, vira best-seller. Acho que vou começar a escrever o meu e ganhar alguns trocados.

Escrito por Desiree às 05h28
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Entrei na listinha de um amigo como o segundo melhor beijo que ele já deu [até o dia em que conversamos e eu acreditei]. Senti-me muito lisonjeada e espero que a lista dele seja interminável, afinal ele pode ser um santo daqueles que beija esporadicamente e beijou cinco pessoas na vida [ele disse que a maioria não sabia beijar].
E aí, entre várias latinhas de cervejas, engatamos uma discussão sobre beijo. Ele foi categórico ao afirmar:

- Dê, as pessoas não sabem beijar.

- Como não?

- Não sabem. Difícil dar um beijo bom.

Eu já reclamei um bocado dos beijos atuais. As pessoas estão cada vez mais reguladas. Beijar com língua muitas vezes pode ser um ato frustrado, porque há pessoas que simplesmente engolem suas próprias línguas e se entregam em beijos cinematográficos [leia-se técnico]. Quando você reclama e com muito charme diz que tudo que quer é brincar com a língua alheia, você percebe que fulano não sabe exatamente o que fazer com ela. É, não sei como esse pessoal aprendeu a beijar, mas na minha época diziam que o tal beijo na boca incluía língua que roçava na outra língua e também rolava uma sucção. Achei tudo muito estranho no início, mas aderi à prática e virei beijoqueira de plantão. Há também seres que são donos de línguas duras. Não sei se isso é alguma tensão na hora do beijo, mas enfim, língua dura não dá. Fisioterapia nela.

Meu amigo disse que já se deparou com muita língua dura e regulada, inclusive no atual relacionamento dele parece que a língua não era lá muito generosa. Então, muito pacientemente, foi direcionando o beijo de acordo com o gosto dele e parece que funcionou. Isso é um ótimo sinal, porque independente da idade qualquer um pode melhorar nesse quesito.

Também não gosto dos que acham que beijar é morder a boca. Mordidinhas são bem vindas, mas também na dose certa. Beijar mordendo deve fazer parte de uma categoria que desconheço. Beijo carnívoro?

Eu já tive que reaprender a beijar. Depois de ter me deparado com uma cirurgia traumática na minha boca, as coisas ficaram meio travadas. A boca abria menos, os movimentos eram menos flexíveis e até a língua se intimidou. Até o primeiro beijo foram três meses e foi um fiasco. O mocinho não era lá um grande beijador e eu tinha pânico de até onde eu poderia ir, já que tudo parecia novo para mim. Imaginem desaprender a usar a boca? De repente você tem uma boca nova e não sabe muito bem o que fazer com ela.

Enfim, a gente reaprende. Eu reaprendi, mas acho mesmo que levei um tempo até voltar a saber beijar e deixar minha boca e língua mais dinâmica. Acho que ela abre menos do que outrora, mas isso parece não ter influenciado muito na minha vida [só se eu tiver que morder um lanche de três metros de altura].

Beijo é bom e acho que deveria ser praticado com mais entrega, porque generosidade é tudo em um beijo. E nada de baba, porque essa coisa de beijo molhado também é mito.

Escrito por Desiree às 11h38
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Por que somos tão impulsivas?

Por que vivemos criando expectativas em relação a tudo?

Por que não conseguimos simplesmente viver "hoje" sem pensar em "amanhã"?

Por que somos tão sentimentais?

Noite lotada, muita gente à volta e nunca ganhei tantas cantadas na vida. Charmosa. Elegante. Bonita. Interessante. E eu ali, apenas por causa dele. Passado distante vindo à tona. Olhar doce. Toque sutil. Acordei no final da madrugada apenas para vê-lo. Já sabia que não daria certo. Sempre que crio alguma expectativa em relação a alguma coisa, eu apenas naufrago.

Como é difícil ser prática, moderna, menos romântica, saber não esperar nada. Mulher tem dessas coisas. Mesmo as mais arrojadas, determinadas, independentes. Sou assim, mas aí me vejo de quatro [mais tão facilmente do que deveria] e me derreto. Tenho que aprender a me entregar menos. Sempre! Acho que me machucaria muito menos. Tola. Assim que eu me sinto agora, como tantas vezes eu senti.

--> post escrito sob: alto teor alcóolico

--> pós post: melhora de estado de espírito, dia foi tranqüilo, Vogue devorada, pequenos arrependimentos e sono

Escrito por Desiree às 02h03
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