Escrito por Desiree às 17h06
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Hoje um amigo me contou que uma amiga dele fingiu não ter tido um orgasmo. Não entendi muito bem, porque a gente ouve histórias de mulheres que já fingiram ter tido um orgasmo.

Apesar de racionalmente não entender o propósito de fingir ter ou não prazer, às vezes agimos contra e fingimos sensações que não sentimos.

Fingir que teve um orgasmo tem seus objetivos. Eu assumo que já fiz isso. Muitos homens acham que a relação só é prazerosa para nós se chegarmos lá e isso não é uma verdade. Gozar não é exatamente sinônimo de que a transa foi boa e vice-versa. E esses mesmos homens só ficam felizes se nos ver virando os olhinhos e tendo espasmos.

É uma delícia ver o prazer que podemos proporcionar a alguém. E, quando esse alguém chega ao ápice, é nosso ápice também. Claro que isso exclui os apressadinhos de plantão, que mal são tocados e já entram em erupção. Esses precisam de tratamento [e treinamento] intensivo de como aprender a esperar um pouco.

Há relações em que eu sei que não vou chegar lá, em especial se bebi um pouco além da conta. Tudo pode ser muito bom, mas se esse desfecho não rolar, eu não vou me sentir frustrada, já que o orgasmo não é para mim o principal. Adoro o rala e rola que antecede tal explosão. Afinal orgasmos podemos ter sozinha de maneira rápida e prática, agora outras sensações já não são possíveis quando estamos em práticas individuais.

E por que fingir o orgasmo? Isso não é algo legal, eu sei, mas como já falei lá em cima, cometemos isso sem qualquer culpa. Nas poucas vezes em que fiz isso, foi porque a relação não estava legal e o cara só sossegaria se eu chegasse lá. Aí eu não queria mais, seria uma frustração parar por ali e pela felicidade de ambos, fingi, convenci e o cara ficou satisfeito. Pronto, simples assim. Não vamos julgar, porque esse assunto não merece julgamento. Fazemos porque somos humanas e falíveis.

Agora chegar ao orgasmo e fingir que não chegou é algo que não entendo. Perguntei se não era porque ela não queria mostrar que o cara conseguia proporcionar tanto prazer a ela. Meu amigo disse que não e que ela não deu nenhuma explicação plausível. O choque maior veio quando ela confessou que fez isso várias vezes. Ela sempre chega lá no meio do rala e rola, quando nem chegaram aos finalmentes. Parece que isso acontece quando os dois estão sem camisinha e aí ela acha que se ele souber que ela teve orgasmo, ele vai querer também e ela não quer seguir adiante. Não me cabe aqui julgar o porquê dela fazer isso, mas se ela não quer ir adiante, não custava dar uma "mãozinha" ao rapaz e deixar os dois serem felizes eternamente naquele momento?

Escrito por Desiree às 12h37
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Li um texto super divertido sobre o novo grupo de pessoas: grup* ! Eu já pensei a respeito em como eu não cresci. Lembrei-me de quando tinha menos de 20 anos e eu achava as pessoas com mais de 30 anos velhas demais até o dia em que cheguei lá.

Não foi fácil fazer 30 anos. Várias tensões me acompanharam nos últimos anos que antecederam minha entrada na fase balzaquiana. Comprei creminhos específicos, como se ao completar 30 anos tudo mudasse. Também revi meu comportamento, meu guarda-roupa e só não achei que eu era uma completa encalhada, porque eu tinha um namorado a tiracolo, que não suportou minha fase balzaquiana, porque eu fiquei adulta demais para ele.

Depois saquei que nada mudou, além dos cremes e da minha neurose. Os cabelos também encurtaram e mesmo eu achando que ficou mais modernoso, me questionei se tinha dado cabo na cabeleira porque mulheres mais velhas não usam cabelos compridos. Larguei o salto, os sapatos e passei a usar o velho, bom e barato All-Star, [re]descobri a delícia que é usar calça jeans todos os dias, pedi demissão da minha vidinha pseudo-executiva e virei free-lancer. Voltei os ouvidos para rockinhos mais modernosos e deixei meus dinossauros lá pra trás. O ipod vive carregado de bandinhas indie que não param de me atormentar no myspace. Passei a ver sexo casual com bons olhos e saquei que não era tão terrível assim ficar sozinha, mesmo que de vez em quando bata a síndrome aguda de "ninguém me quer". A TPM persiste, a paciência não é mais a mesma, perco cada vez menos tempo com pessoas de alta-manutenção, fiquei mais prática, sei o que eu não quero [o que eu quero eu já descobri que vai ficar para outra vida] e só preciso aprender a falar menos.

Enfim.... sou uma grup.


* contração de "grown-ups"

Escrito por Desiree às 13h41
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