uma rapidinha
Recebi uma lista do ibope com os 1.800 blogs acessados e obviamente são na maioria blogs pornográficos. O nome do primeiro é genial: dedada. Rolei de rir. E como sexo vende e bastante, o podcast Sex is Fun estava no Top 100 da lista de podcasts do iTunes. Obviamente como o mundo ainda é bem conservador, ele foi retirado do ar pelas autoridades da Apple.

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Hoje tem Campari Rock e nada como começar a temporada de shows com Cardigans e Gang of Four. Ainda tem o trio fofo de electro-punk Montage. Noite divertida na certa

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E para na semana que vem a gente não sentir falta de show de rock, temos o Motomix que está com uma programação de arrepiar os cabelinhos da nuca. É a chance de rever Franz Ferdinand em tamanho compacto [porque abrindo para o U2 foi só para deixar com vontade], e ver de pertinho Art Brut [que tem o delicioso hit "Emily Kane"] e Adult.

A felicidade custa tão pouco.

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Filmes em cartaz que valem a pena o ingresso:

- Café da Manhã em Plutão: porque é lindo, triste, mas leve e bem-humorado. E porque tem o Cillian Murphy que arrasa no papel de travesti. Ele é tão lindo que paguei uma pequena fortuna numa Dazed há meses atrás apenas porque ele estava na capa. E tem a direção acertadíssima de Neil Jordan.

- Obrigado por fumar: crítica corrosiva à manipulação de informações. O filme é bem-humorado, bem feito e tem o bonitão Nick Naylor no papel principal.

Os outros não valem espaço no blog.

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Livro que fez eu ficar sem fôlego e devorar 600 páginas em uma semana [o que não é um processo fácil para mim]: Pornô de Irvine Welsh. O livro é continuação de Trainspotting e ahistória acontece dez anos após, sendo que a estrela da vez é o Sick Boy. Cada capítulo é dedicado a um personagem e toda a narrativa é em primeira pessoa, o que facilita a leitura.


Escrito por Desiree às 10h42
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o amor
Enquanto eu zapeava com o controle remoto na mão acabei parando na Oprah, que costuma ser divertida. Peguei pela metade e não sei exatamente qual era o tema discutido, mas rolava um discurso dramático de uma moça muito acima do peso [mas muito acima mesmo]. Narrava sua história muito triste e que a cada fim de um casamento, ela refugiava-se na comida para se consolar. Já no terceiro casamento [e olha que tem umas que nem casar conseguem] percebi que ela havia atingido um peso desolador. O que achei curioso foi a história do seu casamento atual com um personal trainner [e eu achando que ele tinha sido a grande solução dos problemas dela]:

- Ele sempre me ofende, diz que sou balofa e que vou ver o valor que tenho quando ele me largar. É duro ouvir isso de quem ama.

Não entendo esse tipo de relação e sei que ela é comum, mas a pergunta é "como alguém fica com outra pessoa que a ofende o tempo inteiro"? O que é o amor? Lembro-me dos meus tempos de teatro em que o tema para a nossa peça era AMOR. A escola chamou um doutor especializado em amor que deu uma palestra fantástica, mas eu fui uma das poucas que gostou. Qual foi o problema? Ele simplificou o amor [e olha que ele era psicanalista e eu romântica] falando sobre a transferência de amor e o que a sensação que o outro nos proporciona, ou seja, você ama a sensação que ele lhe causa. Quase simples assim.

Tem um texto do Fernando Pessoa que diz "porque quem ama nunca sabe o que ama, nem por que ama, nem o que é amar". E eu concordo porque no caso da moça ofendida pelo marido grosso parece não haver motivos para amar alguém que a trata assim, a não ser que a grande sensação boa da vida seja sofrer.

Eu já tive um relacionamento conturbado em que várias vezes eu me questionei o porquê de continuar nele. O que eu amava em alguém que adorava agredir a minha gastrite? Ele nunca me ofendeu de fato, mas me aporrinhou como poucos. Hoje, muito friamente, eu percebo que a obsessão que eu tinha em ficar com ele era justamente de parecer perfeita a alguém que não me via desta maneira. Ego! E mesmo assim esperneei e passei meses lacrimejando o final da relação que me deu uma vida mais leve mesmo estando sozinha [olha a dependência do outro aí].

Tudo isso só faz eu acreditar que as pessoas se mantém em relações tortuosas por insegurança de ficarem sozinhas, mesmo insconciente disso, afinal "namorar" no meu dicionário particular significa "curtir e ter prazeres, seja ele qual for" o que bate de frente com relações neuróticas e pessoas que adoram fazer da nossa vida um inferno.

O inferno são os outros e muita vezes ele bate à nossa parte, entra sem pedir licença, senta e fica ali para sempre.

Escrito por Desiree às 20h15
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