a vaidade
Estávamos conversando na porta do shopping quando fomos abordada por uma pesquisadora:

- Olá, posso conversar com vocês?

- Ahn? – respondi impaciente, porque sou impaciente

- Estou fazendo uma pesquisa sobre cirurgia plástica, você já fez uma?

- Não. – mentindo, já que fiz uma pequena intervenção cirúrgica por motivos estéticos há anos atrás

- Ah. E gostaria de fazer uma?

- Não. – mentindo novamente porque de vez em quando eu penso em aumentar a comissão de frente

Aí ela se direcionou para as minhas amigas que também responderam negativamente às duas questões. Ela agradeceu e saiu. Começamos então a discutir o assunto. Eu logo confessei as minhas mentiras. Uma delas disse que está feliz do jeito que está e então a resposta da outra foi enfática:

- É, você já casou mesmo.

O resumo da ópera é que “geralmente” fazemos tudo para os outros e muito pouco por nós. A constatação básica disso é que se você é uma pessoa solteira, sempre tentará deixar tudo em ordem [cabelo, unhas, pele, depilação, etc], já se você está comprometida e essa pessoa está ausente, mas você é uma pessoa bem comportada, você poderá ter seus momentos de relapsos faltando à depilação, não se preocupando muito com o lingerie, deixando o pé sem fazer além do devido, entre outras coisinhas, já que quem você quer que te veja em ordem não está presente. No caso da que namora e ele está próximo, há um pouco mais de cuidado, mas ele não é neurótico. Já a casada eu não sei, pois nunca fui uma.

Claro que não dá para generalizar, pois temos um mercadinho de mulheres aficcionadas pela perfeição e essas costumam me cansar um pouco.

Escrito por Desiree às 16h52
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confissões inúteis
Quando minha vida emocional está ótima a minha inspiração para escrever dissipa-se no ar. O tal lado esquerdo criativo parece entrar em crise e se recolher para aproveitar o momento livre e descansar. Não que eu seja uma pessoa de alto poder criativo, mas às vezes rola.

Nesse marasmo todo e dias a fio pensando no que escrever, um blogueiro vizinho salvou a minha pele. A brincadeira é a seguinte: você é etiquetado por alguém e aí tem que contar seis fatos irrelevantes sobre você, no meu caso o pedido foi que minha confissão fosse em torno do tema do meu blog, mas vamos devagar porque soltar intimidades a revelia não é tão irrelevante assim. Soltar seis bobagens sobre você que seja interessante também requer criatividade e lá vou eu exercitar a minha:

1 – quando pequena eu adorava comer abacaxi com manteiga. Espalhava a manteiga pela fatia de abacaxi e comia como se fosse um alimento dos deuses, tanto que babava e ficava lambendo os beiços;

2 – após o final de um relacionamento de sete anos eu entrei em crise e precisei provar a mim que era “poderosa”. A brincadeira para alimentar o ego era ir a boates gays com amigos a tiracolo e com eles escolher o mais bonito da noite. O desafio era ficar com o eleito. Falhei uma vez e fui parar na terapia;

3 – na hora H da minha primeira vez fez PLOC bem alto e eu gritei de susto, depois chorei porque sangrou e eu achei que tinha sido machucada;

4 – o meu primeiro beijo foi dado no fundo de uma padaria e meu pai entrou na hora H, no susto eu empurrei o rapaz, perdi o equilíbrio e fui parar dentro do compartimento de farinha de trigo;

5 – a primeira vez que voei de avião eu já tinha 18 anos e nem por isso deixei de ir até a cabine do piloto para tirar uma foto com ele;

6 – fui no 2º Rock in Rio e como era minha primeira viagem para a cidade maravilhosa e eu não a conhecia, eu aluguei uma casa em Bangu já que ficaria lá por seis dias. Acabei acampando alguns dias na rodoviária com medo de voltar ao bairro;

De acordo com as regras básicas das correntes, eu preciso repassá-la a seis pessoas para que macacos verdes não me assombrem. Como nunca vi um macaco verde, eu optei por quebrar esta corrente e sofrer tal castigo. Depois conto como foi a experiência.

Escrito por Desiree às 14h45
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