Traição... vai uma aí?
Nos últimos dias o tema "traição" tem andado à minha volta. Mostrou na minha atual série favorita [a extinta "Six feet under"], foi discutido ontem via msn com um amigo que também mantém um relacionamento à distância, li hoje num blog [daqueles de mocinha direita] sobre o assunto e ouvi a palavra no ar durante o almoço.

Já tentei tecer algumas teses a respeito e já traí, mas nos últimos tempos eu ando mais comedida e direcionando meus desejos para outros atos. De acordo com o houaiss [porque aurélio já era] traição é:

- quebra da fidelidade prometida e empenhada por meio de ato pérfido; aleivosia, deslealdade, perfídia

e também:

- infidelidade no amor [e é dessa que estamos tratando]

Comecei a esboçar um texto para colocar no blog, mas acabei por discutir o assunto com um amigo via msn e ele sabiamente [afirmando nunca ter traído] discorreu 10 pontos sobre a traição:

1. a traição acontece quando algo está mal resolvido no relacionamento

2. a traição bem feita é aquela que começa e termina na mesma noite

3. o bom traidor sempre volta para casa com uma dose extra de carinho para o cônjuge

4. o mau traidor vai se apaixonar pelo agente da traição e a relação está fadada ao fim

5. traição faz um beeeeeeeeem para a pele...

6. ..... e melhor ainda para o ego

7. nada como um chifre na cabeça do cônjuge para aliviar a dor do primeiro corno [a.k.a. retaliação]

8. o traído deve imaginar-se traído, mas nunca sabê-lo, sob o risco de perder o equilíbrio mental

9. nunca traia o cônjuge com alguem mais feio que ele. Se é para fazer merda, faça com tesão.

10. traição é errado, e qualquer regra a respeito só pode ser desculpa de quem já traiu.

Escrito por Desiree às 17h49
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Discorrendo sobre relações
Eu tenho algumas [poucas] amigas que têm verdadeiro pânico de pensar num relacionamento sério e duradouro. Cada uma alega um motivo, mas na maioria é não ter que dar satisfação para alguém. Claro que há outros motivos como não perder o encanto do início de qualquer história, se separar enquanto o sexo ainda é de perder o fôlego e o que a maioria não assume: insegurança de se entregar emocionalmente para alguém.

Um dia desses me peguei pensando que nossa relação com as relações poderia se diferente. Por exemplo, cheguei à conclusão que minha preferência por moçoilos gringos não é porque tenho pretensão de me casar e fugir do país, até porque não tenho qualquer intenção de deixar nossa terra tupiniquim no momento, mas porque é uma forma de não me aprofundar no relacionamento. Claro que me dei mal, afinal me apaixonei por um e aqui estou esperando ele se decidir se vem morar aqui ou não.

Essa história me fez ver as coisas por duas óticas:

1 – sim, eu quero namorar, mas fico com medo sempre que fico frente a frente com uma história que está decolando;
2 – sim, histórias curtas podem ser ótimas, porque você se apaixona, vive o ápice delas e aí por motivo de força maior [que não a faz sentir rejeitada, já que sofremos de síndrome de rejeição muitas vezes, mas não assumimos isso nem para a porta do armário] tem que se separar como no caso de pessoas que não moram na mesma cidade que você.

Sim, sei que todos querem um relacionamento duradouro que venha com o pacote completo: amor, confiança, paz, alegrias e planos futuros, mas às vezes isso tudo é um porre, porque acabamos nos frustrando por não conseguirmos avançar alguns estágios. E isso tem acontecido demasiadamente com as pessoas que conheço. Uns procurando alguém, alguns mergulhando em histórias furadas com pessoas que não tem a ver com elas apenas para não ficarem sozinhas, outros deixando de viver histórias felizes por não prestarem atenção à sua volta.

A minha história parece ter chegado, mas se ele demorar a voltar a minha garrafa de champagne pode acabar.

Escrito por Desiree às 17h30
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Rapidinhas que me deixam feliz
Em novembro estréia por aqui Fur - An Imaginary Portrait of Diane Arbus. A fotógrafa é vivida no filme pela Nicole Kidman. Estou ansiosa.

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Assistir Art Brut e Franz Ferdinand na mesma noite foi a sensação mais orgástica dos últimos tempos. E eu nem gosto tanto assim de Franz. Perder Peter Hook me deixou triste, mas mais ansiosa pelo New Order em novembro.

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Próximas paradas: Daft Punk, Patti Smith [como foi difícil decidir entre ela e TV On The Radio], YYY, DJ Shadow, Beastie Boys e New Order. A falência chega na seqüência.

Escrito por Desiree às 17h27
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Driblando neuras
A neura feminina “um” é a balança, a dois é “homem”. Isso parece simplista demais, mas essa historinha de “prefiro ficar sozinha” nunca me convenceu, até porque eu já tentei acreditar nisso. Falar que ninguém precisa de alguém para ser feliz é chover no molhado, mas quem consegue isso por muito tempo?

A internet dá uma forcinha para administrar as duas neuras. Afinal é muito comum recorrer à web com intenção de encontrar a cara-metade. Eu já fiz isso e já encontrei algumas caras-metades. Hoje eu não vejo muita diferença entre conhecer alguém pela telinha ou na mesa de um bar, afinal a internet virou parte da nossa rotina. Claro que quando você conhece alguém pela internet, você traça o perfil do jeito que você quer, você mostra a sua melhor foto e cria expectativa para que o outro seja exatamente como você imagina [em especial pelo que ele “vende”].

O que diferencia um mundo [real] do outro [virtual] é que no primeiro você se atrai pela “embalagem” e no outro pelo “conteúdo”. Ambos podem enganar, claro! Mas o assunto nem era esse, porque já tem gente suficiente discutindo por aí relacionamentos virtuais e reais. O que me fez começar a escrever o texto foi uma nova câmera digital que lançaram que faz a pessoa parecer mais magra. Se a neura “um” é a balança, o problema é que ao traçar seu perfil na internet [orkut, myspace, fotolog, etc.] a pessoa vai enlouquecer ao se achar “gorda” em todas as fotos e aí recorrer aos álbuns antigos, escanear as fotos e colocar no ar alguém mais em forma do que de fato está. E deve ser um trabalhão e o resultado nem sempre é o ideal. Com a câmera digital que administra a “largura” do corpo, é só tirar uma foto e diminuir o suficiente para ficar feliz com o resultado.

Claro que a embalagem que está sendo vendida não condiz com a realidade, mas às vezes as pessoas buscam apenas uma massagem no ego. Então se a auto-estima não estiver legal, é só tirar um monte de fotos, ajustar para o que se acha o corpo ideal, colocá-las na web, fazer contatos e deixar as pessoas dizerem o quanto está linda. Quem sabe isso dá um ânimo para perder os extras e aí partir para liquidar de vez a neura “dois”, afinal as duas costumam andar juntas.

Escrito por Desiree às 17h36
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