A arte de dar [ou levar] um fora
Levei um "pseudo" fora. Não foi exatamente um fora porque não tinha uma relação firmada com o sujeito. Fiquei triste, não porque estava apaixonada, mas porque levar fora sempre dá aquela revirada no ego. Depois disso fiquei discutindo com uma amiga quais eram os piores foras da nossa vida e começamos a fazer nossa listinha, que obviamente descobrimos que eram parecidas, afinal são poucos os criativos em tal arte.

*O problema não é você, sou eu: disso eu não tenho dúvida, afinal para chegar à conclusão de que você é um problema, quem sou eu para discutir?

* Estou em um momento profissional: como boa geminiana, eu não tenho a menor idéia de como é dividir em momentos. Quer dizer que se estou em um "momento coração" eu vou ter que parar de trabalhar?

* Você merece alguém melhor: como alguém pode saber melhor do que eu o que eu mereço? A gente sempre acredita que merecemos até mais do que merecemos, então se você foi capaz de enxergar que há alguém melhor ali na frente me esperando, libera logo para que outra não chegue à minha frente.

* Preciso de tempo para pensar: amoreco, se você precisa de tempo para pensar se é isso que você quer, assuma logo que não é. Quem quer, sabe o que quer.

* Acabei um namoro agora e preciso ficar um tempo sozinho: homens não sabem sair com alguém mais de uma vez sem considerar a hipótese de que o caso está virando namoro? Ou para o universo masculino somos mesmo um bando de neuróticas que a partir do 3º encontro já fazemos nossa listinha de cobranças e alteramos o status da relação para "namoro"?

* Você gosta de Caetano: essa eu achei original, mas pelo jeito o universo deste sujeito é bem restrito ou ele realmente tem uma relação traumática com o Caetano.

* Quero ser seu amigo: obrigada, por enquanto não estou preparada para uma relação que não envolva sexo com você, não vou me sentir bem se vê-lo aos beijos com outra, vou odiar você vir me contar sobre suas pretendentes. Quando eu conseguir enxergá-lo de maneira assexuada, eu te ligo e aí a gente vê se tem algo em comum o suficiente para sermos amigos.

Esses são os foras clássicos e dados sem qualquer imaginação. Talvez sejam falados desta maneira porque o que está dando o fora sinta-se em uma situação desagradável, não quer magoar a interlocutora, sempre acredita que ela está apaixonada. Homens muitas vezes são prepotentes.

Concordo que dar um fora em alguém não é algo simples, ficamos cheios de dedos e nunca sabemos por onde começar. Não há fórmula, mas acho que dizer a verdade é sempre bom, mesmo que ela não seja agradável. O que sinto é que quem dá um fora, muitas vezes quer deixar uma portinha aberta no caso de se arrepender e querer voltar atrás, acreditando que sempre estaremos disponíveis.

Escrito por Desiree às 11h09
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