Relação aberta - você acredita?
Há dias tenho divagado sobre relacionamento aberto. Uma amiga muito próxima mergulhou no meio de um, talvez sem querer ou talvez porque pareceu excitante demais.

Há não muito tempo atrás conheci alguém adepto de tal tipo de relação. Estava tão apaixonada que não titubeei em aceitar tal condição já que estava de quatro pelo rapaz. Logo no início eu aproveitei o acordo, mas me dei conta de que estava tão apaixonada que parecia impossível eu me interessar por alguém e aí "aquietei". Passou-se algum tempo e eu comecei a arrancar os cabelos, eu que não era a pessoa mais ciumenta comecei a ficar.

Lembro-me ainda quando ele optou por passar o reveillon por outros cantos e na volta eu não resisti em perguntar se ele tinha ficado com alguém e ele respondeu que sim. Ainda receosa eu perguntei se ele tinha transado com este alguém e ele disse que sim. Estremeci, mas não podia falar nada, já que tinha aceitado tais condições. Ele ainda disse que não mentiria para mim, que gostava era de mim e o que tinha rolado era meramente sexo.

Racionalmente a coisa toda até fazia sentido, mas emocionalmente não funcionava para mim. Dei-me conta do quão caretona eu sou. Depois de seis meses juntos, e eu prestes a abrir mão da relação, ele pediu para não termos mais um relacionamento aberto e pelo que sei, não ficamos com outras pessoas após este período até o namoro terminar.

Pensando muito friamente ter uma relação aberta é muito honesto, mas há tantas coisas intrínsecas no ser humano que é difícil colocar na prática, pois a maioria de nós é possessiva. Já ouvi histórias de que estar apenas com uma pessoa quando a ama é suficiente, já ouvi histórias de pessoas que ficar com outra pessoa quando se está com alguém que ama não é porque se ama menos. Desconfio que os homens lidam melhor com isso, pois dissociam bem sexo & sentimentos, a mulher tem uma facilidade maior de se envolver, pois somos mais sentimentalóides.

Claro que temos aí a mulher 2000 que é modernosa, independente e já quebrou esse paradigma há tempos. Eu achei que era uma, mas vi que sou mesmo de outra geração, muito mais bonachona, romântica e só falta mesmo acreditar no princípe encantado, que aliás, não vai chegar nunca, pois princípe encantado não tem defeitos, não tem fraquezas... é a perfeição e isso sabemos que não existe [ainda bem!].

Antes de começar este texto eu dei uma zapeada na web atrás de histórias e conceitos sobre relacionamento aberto. Li coisas curiosas, inclusive este depoimento que me surpreendeu. há também comunidades relacionadas no orkut, entre elas há Poliamor em que as pessoas defendem este tipo de relação, inclusive há um tópico muito interessante sobre religião x poliamor.

Para ela que está de fora da relação parece mais simples, mas muitas vezes ela se questiona como deve se sentir as pessoas que estão dentro da relação. Ele parece tranquilo e leva o assunto na flauta. Sem dramas, sem possessões, sem qualquer cobrança, mas também é bem cômodo. A segunda sabe da história e faz que não liga, mas eu sempre acho que as mulheres ligam, a não ser que ele já não signifique muito para ela.

A minha amiga, que já sabe as chances de se dar mal na história, afinal é a típica "mulherzinha", começa a traçar planos complexos de como sair fora dessa, mas já sente dificuldade logo no início da empreitada. Sabe que é sua caretice não permitiria ir longe nisso. Admiro quem encara e consegue ser tão despreendido a ponto de manter uma relação assim e ser feliz nela, mas ainda não conheci um.

E você, como vê essa história de relação aberta?

Escrito por Desiree às 22h59
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