Onde foi parar a camisinha?
Ainda me surpreendo como em tempos de aids e outras doenças sexualmente transmíssiveis as pessoas pouco se preocupam em se prevenir. É muito raro eu estar com alguém que na hora H tenha uma camisinha à mão. E se eu não tenho, ainda ganho um olhar reprovador.

Seria muita hipocrisia da minha parte dizer que nunca deixei de fazer algo por falta dela, mas enfim, geralmente isso é evitado. Acabamos muitas vezes confiando na carinha saudável, mas estamos carecas de saber que isso não diz absolutamente nada.

De vez em quando eu lembro de comprar preservativo, mas confesso que sou meio lesada e por isso costumo ficar na mão. Hoje fui na farmácia fazer pesquisa depois de uma chupada de dedo no domingão. Fiquei longos minutos tentando imaginar qual é a melhor e discutindo com uma amiga as opções. Sou mesmo bem ruim nisso. Meus amigos gays recomendam preserv, já meus amigos heteros preferem jontex [que os gays dizem que sempre estoura]. Além da marca temos ainda outro item a considerar: a dimensão! Afinal já vi caso da camisinha não dar conta do que tinha que encarar e ficou parecendo uma touquinha.

Então sendo uma mulher solteira e cercada de desprevenidos [para ser sutil], resolvi colaborar com minha vida sexual comprando diferentes tipos: grande, normal, light, preserv, jontex... assim fico um bom tempo sem ter que me preocupar e ainda não corro o risco de ficar na mão por ter escolhido o modelo errado ou pelo moçoilo ter tremeliques ao se deparar com alguma marca que resgate algum trauma perdido [odeio traumatizados].

E para não quebrar o clima, o melhor é deixa-las espalhadas pelo criado-mudo e na hora certa olhar maliciosamente para o lado deixando claro que na mão eu não vou ficar, mas que eles poderiam ser mais colaborativos, ah, eles poderiam!

Escrito por Desiree às 15h04
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